CARTA MCC BRASIL – NOV 2019 – 243ª

“O fruto do Espirito, porém, é:

amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade,

lealdade, mansidão, domínio próprio.

Contra certas coisas não existe lei” (Gl 5,22-23)

 

Caríssimos amigos e amigas, irmãos e irmãs, peregrinos na jornada rumo ao Reino definitivo: desejo-lhes a paz e alegria de Jesus, nosso Senhor!

 

Introdução. Antes de dar continuidade ao nosso esquema já proposto quanto às reflexões sobre a Exortação Apostólica “Gaudete et Exultate” (GE), “sobre a santidade no mundo atual”, lembramos duas celebrações importantes logo no início deste mês de novembro.

No dia primeiro, a de Todos os Santos que nos traz à memória todos aqueles homens e mulheres – conhecidos e desconhecidos – que, mesmo como cada um de nós, limitados e falíveis, percorreram, muitas vezes à custa de renúncias, lágrimas e, até, do derramamento do próprio sangue, o caminho de Jesus.

E no dia dois, a Comemoração dos Fieis Defuntos. Comemoração de saudade e de oração, sim. Mas, sobretudo, como fonte da esperança evangélica da ressurreição e da Vida para os seguidores do caminho de Jesus: “E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. Esta é a vontade do meu Pai: que quem vê o filho e nele crê tenha vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6, 39-40). Palavra, portanto, do próprio Jesus: ressurreição e não reencarnação!

 

A alegria gerada pela esperança no caminho da santidade. Reza antigo proverbio português que “um santo triste é num triste santo”. O próprio Papa Francisco o tem repetido em várias ocasiões. Fica bem claro para todos nós, que uma das mais puras expressões da esperança cristã está na alegria. Ao nos inteirarmos, ainda que superficialmente, de qualquer um dos documentos pastorais do papa Francisco, imediatamente nos damos conta de que todos eles transpiram alegria. E essa psicologicamente saudável, tão humana e tão divina virtude nascida do amor de Deus Pai está presente de maneira particular na Exortação Apostólica “Gaudete et Exultate” (GE), e em muitos pronunciamentos do Papa: “O cristão é “alegre na esperança” mas no momento da “dificuldade não vemos a alegria”. A alegria de quem crê ente “é purificada pelas provações, inclusive de todos os dias. A tristeza se transformará em alegria. Quando estamos na escuridão, não vemos nada, mas devemos acreditar e dizer: ‘Eu sei, Senhor, que esta tristeza se transformará em alegria. Não sei como, mas eu sei!’. Também na tristeza façamos um ato de fé no Senhor. Um ato de fé!” De fato, santidade combina com alegria: ver e viver a vida e suas realidades na expectativa da suprema alegria do encontro definitivo com a ternura do abraço do Pai misericordioso. E mais: a alegria que, como afirma São Paulo aos Gálatas, na citação acima, é um dos frutos do Espírito!

 

Ousadia, entusiasmo… e ardor: Convido meus caros leitores a refletir pausadamente num parágrafo da GE que nos remete à verdadeira alegria gerada pela esperança: “Ao mesmo tempo, a santidade é parresia: é ousadia, é impulso evangelizador que deixa uma marca neste mundo. Para isso ser possível, o próprio Jesus vem ao nosso encontro, repetindo-nos com serenidade e firmeza: “Não tenhais medo” (Mc 6,50). “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20). Essas palavras permitem-nos partir e servir com aquela atitude cheia de coragem que o Espírito Santo suscitava nos Apóstolos, impelindo-os a anunciar Jesus Cristo. Ousadia, entusiasmo, falar com liberdade, ardor apostólico: tudo isso está contido no termo parresia, uma palavra com que a Bíblia expressa também a liberdade de uma existência aberta, porque está disponível para Deus e para os irmãos (At 4,29; 9,28; 28,31; 2Cor 3,12; Ef 3,12; Hb 3,6; 10,19). (GE 129)

 

Para reflexão individual ou em grupo: Diante das dificuldades cotidianas e dos problemas que nos afetam como cidadãos do mundo que, na sociedade contemporânea, temos que fazer esforços extraordinários para “caminhar na estrada de Jesus”, como expressamos nossa esperança e nossa alegria? Conseguimos parar diante dos fatos que nos assombram e entristecem e fazer o ato de fé de que fala o Papa, pedindo ao Senhor que nos ilumine, certos de que ele transformará nossa dor em alegria?

 

Unido a todos na oração e na Eucaristia, despeço-me desejando que, ao refletir durante o dia de Finados sobre a finitude da vida terrena e no dia de Todos os Santos sobre a glória que espera os que fazem a vontade do Senhor, sintam-se todos abençoados pela certeza da Ressurreição.

 

P. José G. BERALDO

Equipe Sacerdotal GEN MCC Brasil

E-mail: jberaldo79@gmail.com


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