Aula 18/06/18 – A Provação Derradeira da Igreja


A PROVAÇÃO DERRADEIRA DA IGREJA

18/Junho/2018

As palavras de Jesus -: “Naquele tempo haverá grande tribulação, tal como não houve desde o princípio do mundo até agora, e nem tornará a haver jamais” (Mt 24, 21). A maioria de nós não gosta de pensar sobre isso, mas não devemos fugir da realidade. Jesus passou pela Paixão e pela Morte, com muitos sofrimentos. E Jesus é a Cabeça da Igreja, como sabemos. Ora, se a Cabeça passou por tudo isso, é claro e mais ainda, é necessário que também o Corpo sofra como Jesus sofreu.

É verdade que nesses 2.000 anos, a Igreja nunca deixou de sofrer a sua Paixão, vivida por seus mártires, que derramaram o seu sangue por toda a terra. Onde a semente do Evangelho foi lançada, teve de ser regada pelo sangue dos cristãos. Isto ocorreu em todos os séculos desde Cristo. Os cristãos foram massacrados pelos judeus no primeiro século, e durante os três séculos seguintes, pelos romanos. Depois pelos povos bárbaros, pela ignorância medieval e, nos dias mais recentes, pelo nazismo e pelo comunismo. Isto continua a ocorrer ainda hoje. Alguns exemplos podem ser vistos nos episódios sangrentos de cristãos sendo degolados pelos fanáticos do Estado Islâmico e pelo sentimento anticatólico e anticristão que começa a dominar a sociedade leiga ocidental, mais preocupada com o dinheiro e com os prazeres do mundo.

As palavras da Igreja -: seguindo as palavras de Cristo, a Igreja também nos adverte: “Antes do Advento de Cristo, a Igreja deve passar por essa provação final, que abalará a fé de muitos crentes: ‘Mas quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a Terra? ’ (Lc 18, 8) e também ‘E ante o progresso crescente da iniquidade, a caridade de muitos esfriará’ (Mt 24, 12)”. A perseguição que acompanha a Igreja nesta terra se revelará sob a forma de uma impostura religiosa que trará aos homens uma aparente solução de seus problemas à custa da apostasia (negação da fé). Essa impostura religiosa é baseada na figura do Anticristo, isto é, de um falso messianismo, em que um homem (ou um grupo de homens) glorifica a si mesmo, em lugar de Deus e de seu verdadeiro Messias, Jesus Cristo. A sedução desta figura será muito grande, e a humanidade não conseguirá resistir a ela. Serão tempos terríveis, e a Igreja termina dizendo que só entrará na Glória de Deus por meio desta “última Páscoa”, em que seguirá seu Senhor na sua Morte e Ressurreição. Portanto, não haverá um triunfo histórico da Igreja, mas uma vitória definitiva de Deus sobre o Mal. É o Juízo Final.

As palavras de São Paulo -: o apóstolo Paulo também nos adverte sobre esta provação que a Igreja irá sofrer: “A manifestação do ímpio (o Anticristo) será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem por não terem cultivado o amor à verdade, que os teria podido salvar.” (2Ts 2, 9-11). Pode-se acrescentar que São Paulo, e a grande maioria dos cristãos daquela época, acreditavam que esses fatos iriam acontecer ainda durante o seu tempo de vida, o que, se por um lado reforçava a fé, por outro lado, aumentava o medo dos acontecimentos por vir.

Quais os sinais de tudo isso? -: essa provação final é que irá separar, definitivamente, o joio do trigo. Deus permitirá ao Mal uma última investida contra a Igreja, como nunca houve. Tudo o que os cristãos já sofreram até hoje será repetido e piorado: a perda dos bens, as perseguições, exílios, mortes. Cristo disse: “O irmão entregará o irmão, o pai denunciará o filho, os filhos levantar-se-ão contra os pais e os farão morrer” (Mt 10, 21). Os templos serão destruídos, as Congregações religiosas fechadas, a hierarquia da Igreja será abalada e perseguida. As igrejas serão profanadas e incendiadas e transformadas em locais de devassidão e pecado. Os fracos na fé irão maldizer Jesus e cometer então a apostasia, aderindo aos erros.

A recompensa da verdadeira fé -: mas nem todos sucumbirão ao poder do mal. Aqueles que por amor a Jesus suportarem os sofrimentos serão salvos e ajudarão a salvar muitos. Que importará aos cristãos dos últimos tempos serem perseguidos e verem toda a maldade se abater sobre a Igreja? Que importa? A Igreja não pode morrer, não pode ser vencida. Apenas estará fazendo a sua mais bela colheita para a Eternidade. Quando essa colheita terminar, Jesus aparecerá e, com o sopro de sua boca, eliminará o Anticristo e dispersará o seu exército. Cristo vai preparar os que lhe pertencem para o último combate – que ninguém sabe quando será – mas que já começou. Será o tempo mais belo da Igreja, porque os seus inimigos, sem o saberem, encherão os celeiros do céu com aqueles que verdadeiramente amam Nosso Senhor Jesus Cristo.


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