Aula 09/11/15 – A Ressurreição De Jesus


A RESSURREIÇÃO DE JESUS

09/Novembro/2015

A narrativa da Ressurreição –: todos conhecem, pelos Evangelhos, as narrativas de como se deu a Ressurreição de Jesus. Sepultado em um sepulcro cedido pelo fariseu José de Arimatéia, que aparentemente se converteu à doutrina de Jesus, o corpo ali pemaneceu desde a tarde de sexta-feira até a manhã de domingo.

É necessário lembrar que o judaísmo proíbe que se façam quaisquer tipos de trabalho entre o por do sol das sextas-feiras até o por do sol dos sábados. Por isso, tendo Jesus morrido por volta da hora nona (3 horas da tarde), e tendo o tempo se tornado bastante escuro, com tremores de terra e, provavelmente, chuva forte, o sepultamento teve que ser feito ás pressas, de forma improvisada. Esse foi o motivo que levou Maria Madalena e a outra Maria (de Cleófas) a voltarem apressadamente ao túmulo na alvorada de domingo (Mt 28, 1). O que aconteceu em seguida, em termos gerais, foi que o anjo do Senhor indicou às mulheres o túmulo vazio e orientou-as a contar aos discípulos a Ressurreição de Jesus.

A Ressurreição de Cristo é um acontecimento -: “In ressurrectione tua, Christe, coeli et terra laetentur” (“Na vossa ressurreição, ó Cristo, alegrem-se os céus e a terra”). Nesta frase da Liturgia das Horas, está compreendida toda a fé cristã. Como diz São Paulo Apóstolo, se Cristo não houvesse ressuscitado, a nossa fé seria vazia, não teria sentido. Então, aquela manhã da Páscoa nos trouxe este anúncio antigo, mas sempre novo: Cristo ressuscitou. O eco deste acontecimento, que partiu de Jerusalém há vinte séculos, continua a ressoar na Igreja, que conserva viva a fé de Maria, a Mãe de Jesus, a fé de Madalena e das outras que viram o sepulcro vazio, a fé de Pedro e dos outros apóstolos.

Até hoje – mesmo nesta era de comunicações super tecnológicas, a fé dos cristãos de assenta naquele anúncio, no testemunho daqueles irmãos e irmãs que viram primeiro, a pedra removida e o túmulo vazio e depois, o misterioso mensageiro que atestou que Jesus havia ressuscitado. Conta ainda os Evangelhos que Jesus em pessoa apareceu a Maria Madalena, aos dois discípulos de Emaús e, finalmente, aos onze apóstolos reunidos no Cenáculo (Mc 16, 9-14).

Portanto, a Ressurreição de Cristo não é fruto de uma especulação, de uma experiência mística. É um acontecimento que certamente ultrapassa a história, mas se verifica num momento concreto dessa história e deixa nela uma marca que jamais será apagada. Aquela luz que deslumbrou e fez dormirem as sentinelas de guarda do sepulcro atravessou o tempo e o espaço. O Papa Bento XVI diz que essa luz é uma luz diferente, divina, que rompeu as trevas da morte e trouxe ao mundo o esplendor de Deus, o esplendor da Verdade e do Bem.

A Ressurreição, a ciência e a fé-: as opiniões do mundo se dividem, hoje em dia, em dois grupos principais: os que crêem e aqueles que não acreditam. Os crentes baseiam a sua crença na fé; os descrentes na ciência. Quem tem razão? A fé não exige provas, a ciência sim. A um exame puramente científico, humano e racional, a ressurreição de Cristo seria impossível, já que da morte nenhum ser humano pode retornar. A ciência não acredita também em Deus, já que Ele não pode ser provado. Mas quando se trata de explicar a origem do Universo, e de tudo o que existe na Natureza, a ciência para no “Big Bang”, uma explosão que aconteceu há 13 bilhões de anos, a partir de uma única partícula sub-atômica. Mas e daí? O que existia antes? De onde surgiu essa partícula que explodiu? A ciência não sabe. Não tem explicação.

Ao contrário, para a fé a explicação é extremamente simples. Deus criou tudo o que existe, e fez para nós, suas criaturas, um Plano para que todos pudessem, um dia, estar na Sua presença. Para isso, nos deu seu Filho, que nos ensinou a Vontade do Pai e que, em virtude de nossos pecados, entregou sua vida para apagá-los. Mas o Filho de Deus não poderia permanecer morto, já que Deus é eterno e não pode morrer. Por isso, ressuscitou e a sua presença nos acompanha há dois mil anos, e nos acompanhará até o fim dos tempos.

Um caminho seguro -: o Papa Bento XVI, em sua exortação pascal de 2010, assim se expressou: “Queridos irmãos e irmãs: Cristo ressuscitado caminha à nossa frente para os novos céus e a nova terra, onde finalmente viveremos todos como uma única família, filhos do mesmo Pai. Sigamos as suas pegadas. No nosso coração há alegria e sofrimento, na nossa face sorrisos e lágrimas. Mas Cristo ressuscitou, está vivo e caminha conosco. Por isso caminhamos fiéis ao nosso compromisso com Ele”.


Cursilho Piracicaba
Desenvolvimento e Hospedagem:eCliente Tecnologia