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Escola Vivencial
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Conceito e Normas
CONCEITO

A maioria dos cursilhistas que freqüentam a Escola do Cursilho, não conhecem sua definição, não sabem o seu verdadeiro nome, como também não sabem quais são seus objetivos; e o que é necessário para uma Escola tenha uma vida saudável. Diante disso, muitos não freqüentam, não valorizam e outros quando se referem a ela denominam –a de “escolinha”.

No entanto a Escola é uma comunidade de cristãos que, desejando ser discípulos, procuram capacitar-se para “conhecer cada vez mais as riquezas da fé e do Batismo e vivê-las em plenitude crescente”. Na dinâmica desse conhecimento incluem-se a convivência fraterna, o estudo da Palavra de Deus e sua conscientização, a planificação racional da ação evangelizadora e os caminhos do MCC para atingir seus objetivos.

A Escola é, pois, fundamentalmente, vivencial. Sendo vivencial, está aberta a analise, ao estudo e à crítica dos desafios e dos problemas contemporâneos, sempre à luz da fé e dos critérios do Reino de Deus. Por isso, a Escola se torna um instrumento de formação integral do cristão leigo não apenas para ser responsável no MCC ou no CUR, mas, sobretudo, para viver em unidade.

Como todo cristão leigo tem o direito de receber uma formação integral, a Escola Vivencial enfatiza esta formação que abrange vários aspectos:

a) Formação Espiritual: “cada um é chamado a crescer incessantemente na intimidade com Jesus Cristo, na conformidade com a vontade do Pai, na dedicação aos irmãos, na caridade e na justiça”;

b) Formação Doutrinal: revela-se hoje cada vez mais urgente no sentido de aprofundamento da fé, mas também pela exigência de racionalizar a esperança. Numa realidade de mundo que praticamente, desconhece a esperança e, por isso, vive o desespero, o cristão, ressuscitado com Cristo para a Vida Nova, tem de saber dar razão da esperança. Esperança de transformação evangélica da realidade temporal; esperança de uma “nova terra” onde haja justiça, solidariedade, fraternidade e perdão; esperança, por isso do Reino definitivo.

c) Formação Social: nesse campo está a “decidida promoção da cultura” e, em particular, sobretudo, para os fieis leigos, de várias formas empenhados no campo social e político, é absolutamente indispensável uma consciência mais exata da doutrina social da Igreja".

d) Formação no Campo dos Valores Humanos: necessária para a eficácia da ação missionária e pastoral. Na CL cita-se o Decreto Conciliar sobre a atividade apostólica dos leigos, onde se insinua a importância da competência profissional, o sentido da família e o espírito de justiça e de honradez “sem os quais nem sequer se pode dar uma vida cristã autêntica”.


NORMAS DE VIDA SAUDÁVEL PARA A ESCOLA VIVENCIAL


Apesar de ter seu conteúdo definido, nem toda Escola Viviencial se enquadra dentro deste perfil; algumas se distanciam de seus objetivos e passam a ter uma vida vegetativa.
A experiência mostra, entretanto, que não é sempre nem é em todos os lugares que a Escola:

Aponta:       para um pré-cursilho onde se buscam os líderes cuja inquietação os torna evangelizadores em potencial;
Sustenta:   um cursilho onde o   anúncio é feito de forma eminentemente Vivencial;
Revela:       um pós- cursilho Evangelho atinge os ambientes a modo de fermento.

E por isso está longe de ter uma vida saudável. Uma Escola para ter vida saudável precisa ser: Uma escola de discípulos do único Mestre -Uma escola com conteúdo constantemente atualizado; -Uma escola dinâmica, alegre, entusiasmada. - Uma escola em que haja comunhão e participação.

1. Uma escola de discípulos do único Mestre.  Na Escola vivenvial seja convidado a ser discípulos como e com os demais, sentir-se valorizado e respeitado. Este começará a caminhar junto aos mais antigos com passos vacilantes, mas se sentirá igual e não inferior aos demais. Perceberá que todos estão buscando ser perfeito como o Pai celeste “e se sentirá estimulado acompanhá-los”.

2. Uma escola com conteúdo constantemente atualizado.  A escola não pode subsistir com o mesmo programa fixo que a inaugurou há várias décadas, por melhor e mais bem intencionado que seja. O fato de que a Escola Vivencial sentir necessidade de manter uma estrutura de formação específica para os quadros do MCC,não significa que repetirá sempre as mesmas aulas, mas que aprofundará a abordagem daquilo que caracteriza o MCC – sua identidade, seu carisma, sua finalidade, seu método – a luz dos Documentos e Conclusões das Assembléias Nacionais e dos Encontros realizados nos vários níveis. Se souber que vai beber conhecimentos novos a cada semana, o cursilhista nunca se entediará com o programa da Escola Vivencial. – principalmente se, como participante responsável, ele for solicitado a opinar sobre o que gostaria de saber para se aprimorar como cristão.

3. Uma escola dinâmica, alegre, entusiasmada.  A Escola vivencial, não pode desenvolver suas atividades no estilo tradicional da escola que conhecemos na nossa infância e das quais, em geral guardamos triste memória. Não! Cada Cursilhisita que chega deve ser recebido como se fosse a ovelha que volta ao aprisco, mesmo que ali tenha estado a uma semana. O ambiente da Escola deve ser alegre como convém aos filhos de Deus. O canto e a conversa informal darão o tom de alegria à reunião, principalmente nos momentos que antecedem o início ou durante o cafezinho. Através da participação, os cursilhistas descobrirão em si mesmos talentos que desconheciam e aperfeiçoarão suas habilidades de comunicação, tão necessárias a quem precisa evangelizar no terceiro milênio.

4. Uma escola em que haja comunhão e participação.  À escola vivencial não pode ser freqüentada por um número de indivíduos, mas por uma comunidade de irmãos e irmãs comprometidos com o mesmo ideal, impulsionados pela mesma fé, alimentados pelo mesmo pão da Palavra, da reflexão, da oração. aA solidariedade tornará os membros da Escola Vivencial capazes de sorrir com os que se alegram e chorar com os que sofrem. Será a continuação do lar de cada um, a extensão de sua própria família. SE aquele que freqüenta a Escola Vivencial estiver carregando um problema em seu coração e não sentir, entre os irmãos, que pode dividir com eles sua dor, depressa concluirá que seus amigos são bons para ensinar, mas não tão bons para pôr em prática o que ensinam...

Se a Escola Vivencial do MCC tiver, entre outras, essas quatro características, então ela será o melhor programa daquela noite, o melhor lugar para se ir, o melhor encontro para se almejar, a melhor fonte para se beber, a melhor instância para se crescer, a melhor oportunidade para partilhar – até mesmo a melhor ocasião para ensinar e aprender.


fonte:
Texto baseado no artigo  “VEJA COMO VAI A ESCOLA” de Maria Elisa Zanelatto (Grupo de Apoio ao GEN) publicado na Revista Alavanca n° 10; e no parágrafo 480 do Livro: A Mensagem do Movimento de Cursilhos de Cristandade do Brasil.
 

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