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Aula 33/2011
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2011
 
33 -  OS SETE PEDIDOS - PARTE III
(Itens 2846 a 2856 do Catecismo da Igreja Católica – Aula 66)
 
“Não nos deixeis cair em tentação” –: este pedido está intimamente relacionado com o pedido anterior, sobre o perdão das ofensas, pois os nossos pecados todos são fruto da tentação. Pedimos ao Pai que não nos deixe cair nela. Assim, este pedido implora a Deus que nos dê os seguintes dons do Espírito Santo: entendimento, para sabermos discernir entre o bem e o mal; inteligência, para escolhermos o bem; fortaleza, para resistirmos ao pecado e temor de Deus, para respeitarmos a sua Vontade.
            É importante saber distinguir entre o “ser tentado” e o “consentir” na tentação. A primeira condição ocorre em todos nós, e nem sempre depende de nós. Já a segunda condição depende inteiramente de nossa vontade. Desta forma, ser tentado não é pecado; consentir e ceder à tentação é uma falha grave. Por isso, Jesus nos ensina a pedir que não cedamos à tentação quando ela se apresentar.
            Logo, não cair em tentação envolve uma decisão individual e própria de cada um. “Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”, é uma frase que todos conhecemos, e que significa que somos escravos daquilo que ambicionamos. Mas Jesus nos ensinou também que “Ninguém pode servir a dois senhores...” (Mt 6, 21 – 24). São Paulo Apóstolo se refere a esse ensinamento com esta frase que o completa: “Se vivemos pelo Espírito, pelo Espírito pautemos também a nossa conduta” (Gl 5, 25). E ainda acrescenta que “As tentações que vos acometeram tiveram medida humana. Deus é fiel; não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças. Mas com a tentação, Ele vos dará os meios de sair dela e força para a suportar” (1Cor 10, 13).
            Ora, tudo isso não será possível a não ser pela oração. Foi pela oração que o Senhor Jesus venceu o Tentador, desde o começo e também no último combate de sua agonia.  Portanto, é a seu combate e à sua agonia que Jesus nos une neste pedido ao Pai. A vigilância do coração é lembrada com insistência em todo o Evangelho. Esta vigilância consiste em guardar o coração para Deus e Jesus pede ao Pai que “nos guarde em seu Nome” (Jo 17, 11). O Espírito Santo procura manter-nos sempre alertas para essa vigilância. O pedido de não nos deixar cair em tentação adquire todo o seu sentido dramático quando nos lembramos do final do nosso combate nesta vida; pede a perseverança final em Deus Pai: “Eis que venho como um ladrão: feliz aquele que vigia!” (Ap 16, 15).
 
“Mas livrai-nos do mal” -: o último pedido ao nosso Pai aparece também na oração sacerdotal de Jesus: “Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (Jo 17, 15). Isso diz respeito a cada um de nós pessoalmente, mas somos sempre “nós” que rezamos, em comunhão com toda a Igreja e pela libertação de toda a humanidade. Neste pedido, o Magistério da Igreja nos ensina que o Mal não é uma coisa abstrata e indefinida, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O diabo (dia bolos) éaquele que “se atravessa no meio” do Plano de Deus e da sua obra de salvação realizada em Cristo. “O Senhor que arrancou vosso pecado e perdoou vossas faltas está disposto a vos proteger e a vos guardar contra os ardis do diabo que vos combate, a fim de que o inimigo, que costuma engendrar a falta, não vos surpreenda. Quem se entrega a Deus não teme o demônio”. (S. Ambrósio). “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8, 31).
            A vitória sobre o demônio foi conquistada, de uma vez por todas, na hora em que Jesus se entregou livremente à morte para nos dar a sua vida. Ao pedir que nos livre do Maligno, pedimos igualmente que nos liberte de todos os males presentes, passados e futuros, dos quais ele é o autor. Neste último pedido, a Igreja traz toda a nossa  miséria diante do Pai. Com a libertação dos males que oprimem a humanidade, ela implora o dom precioso da paz e a graça de esperar com perseverança o retorno de Jesus Cristo:
            “Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador”.
 
A doxologia final -: esta doxologia final, “Pois vosso é o Reino, o Poder e a Glória para sempre” retoma os três primeiros pedidos da oração do Pai Nosso: a glorificação do seu Nome, a vinda de seu Reino e o Poder de sua Vontade.
            Em seguida, terminada a oração, dizemos “Amém” que significa “assim seja”, “que isto se faça”.
 

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