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Aula 30/2011
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2011
 
30 - PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU
(Itens 2777 a 2796 do Catecismo da Igreja Católica – Aula 63)
 
Aproximarmo-nos com toda a confiança -: diante da sarça ardente, foi dito por Deus a Moisés: “Não te aproximes daqui; tira as sandálias (Ex 3, 5)”. Este limite da santidade divina só Jesus podia transpor. Depois de ter realizado a purificação dos pecados (Hb 1, 3), Jesus nos introduziu diante da face do Pai: “Eis-me aqui com os filhos que Deus me deu” (Hb 2, 13). Quando ousaria a fraqueza de um ser humano chamar a Deus de Pai, senão apenas quando o seu íntimo é animado pela força do Espírito? Pois bem, esta força do Espírito Santo que nos introduz na oração do Senhor Jesus, o Pai Nosso, é encontrada na Liturgia com a palavra “parrhesia”, que significa “simplicidade sem rodeios”, “confiança filial”, “certeza de ser amado”. Isso explicado, examinemos a oração do Senhor em detalhes.
 
“Pai” -: Jesus disse que “Ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho O quiser revelar”, isto é, “aos pequeninos” (Mt 11, 25 – 27). A humildade nos faz reconhecer isso. Além disso, a purificação do coração é necessária quando um filho chama o seu Pai para louvar ou pedir pelas suas necessidades.
            A expressão “Deus Pai” nunca foi revelada a ninguém. Quando o próprio Moisés perguntou a Deus quem Ele era, ouviu um outro nome. Para nós, entretanto, este nome de “Pai” foi revelado pelo Filho. Quando rezamos ao Pai, estamos em comunhão com Ele e com seu Filho Jesus Cristo. A primeira palavra da oração do Senhor é uma bendição e uma adoração, antes de ser uma imploração, um pedido. Podemos adorar e bendizer a Deus Pai porque Ele nos fez renascer para a vida adotando-nos como filhos por meio do seu Filho único, Jesus Cristo; pelo batismo, o Pai nos incorpora no Corpo de Cristo e nos concede o seu Espírito Santo, que se derrama da Cabeça para nós, seus membros. Este dom gratuito de nossa adoção como filhos de Deus Pai exige de nós uma conversão contínua e uma vida nova.
            Rezar a Deus Pai deve desenvolver no cristão duas coisas fundamentais: o desejo de assemelhar-se a Ele e um coração humilde e confiante. Lembremos que é aos pequeninos que Deus se revela.
 
“Nosso” -: quando dizemos “Pai Nosso”, reconhecemos que todas as suas promessas de amor anunciadas pelos profetas se cumpriram na nova e eterna Aliança em Jesus Cristo: nós nos tornamos “seu” Povo e Ele é, então, “nosso” Deus. Rezando ao “nosso” Pai, é ao Pai do Senhor Jesus que nos dirigimos pessoalmente. E, muito importante é saber que quando rezamos ao Pai, rezamos também ao Filho e ao Espírito Santo, já que a Santíssima Trindade é indivisível.
            Gramaticalmente, “nosso” qualifica uma realidade comum a vários, a mais de um. Não existe senão um único Deus e Ele é reconhecido como Pai por aqueles que, mediante a fé em seu Filho Jesus, renasceram nele pela água e pelo Espírito Santo. Então, aqueles que chamam a Deus de “Pai nosso” constituem uma nova comunhão entre o Pai e os homens; esta nova comunhão é a Igreja. Por isso, apesar das divisões entre os cristãos, a oração ao “nosso” Pai continua sendo um bem comum a todos. Enfim, se rezamos ao “nosso” Pai, saímos do individualismo. O “nosso” do início da Oração do Senhor, assim como os quatro “nós” dos últimos pedidos da oração não exclui ninguém. Deus não é só meu, nem seu, nem dos cristãos, mas de todos. Para que a oração seja rezada em verdade, essas divisões devem ser superadas.
            Devemos recordar, então, que a nossa oração do Pai Nosso deve carregar junto a ela, também os nossos desafetos de qualquer espécie, pois Jesus Cristo morreu por todos, não só por aqueles a quem nós julgamos merecedores. O amor de Deus não tem fronteiras; nossa oração também não deve tê-las.
 
“Que estais no céu” -: o “céu” não significa um lugar, mas uma maneira de ser, um estado de espírito. O céu significa a presença de Deus. Nosso Pai não está em outro lugar, mas Ele está para além de tudo que possamos conceber e, também, dentro do coração daquele que é humilde e justo, onde Deus habita como que em seu Templo.
            É para Deus Pai, para o “céu”, que a conversão do coração nos encaminha. Quando a Igreja reza “Pai nosso que estais no céu”, professa que nós somos o Povo de Deus, “assentados nos céus em Cristo Jesus” (Ef 2, 6) e “escondidos com Cristo em Deus” (Cl 3, 3). E, como disse S. Paulo em 2Cor 5, 2, “gememos pelo desejo ardente de revestir, por cima de nossa morada terrestre, a nossa habitação celeste”.
 

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