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Aula 30/2010
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2010
 

30 – OS SACRAMENTOS DA IGREJA: O BATISMO

(Itens 1210 a 1274 do Catecismo da Igreja Católica)

 

Os sete sacramentos da Igreja -: os sete sacramentos da Igreja foram instituídos por Jesus Cristo e são: Batismo, Crisma (Confirmação), Eucaristia, Penitência (Confissão), Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio. Eles atingem todas as etapas e todos os momentos importantes da vida cristã, com certa semelhança entre as etapas da vida natural e da vida espiritual.

            A partir de agora, serão estudados primeiramente os três sacramentos chamados sacramentos de iniciação cristã; em seguida os sacramentos de cura e finalmente os sacramentos de serviço. Não esquecer que todos os sacramentos estão ordenados ao sacramento da Eucaristia, que é o “sacramento dos sacramentos”.

 

 

 

O sacramento do Batismo -: é o fundamento de toda a vida cristã e a porta que abre o acesso a todos os demais sacramentos. Pelo Batismo, somos libertados do pecado original e regenerados como filhos de Deus, tornando-nos membros do corpo de Cristo, a Igreja, e incorporados à sua missão. O nome deste sacramento origina-se do rito central pelo qual é realizado e vem da palavra grega “baptizein”, que significa “mergulhar”. O “mergulho” na água simboliza o sepultamento na morte de Cristo e a ressurreição com Ele como “nova criatura” (2Cor 5, 17; Gl 6, 15). Este sacramento é também chamado “o banho da regeneração e da renovação no Espírito Santo” a partir da água e do Espírito, sem o qual “ninguém pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3, 5).

 

 

 

 

 

O Batismo na Antiga Aliança -: na liturgia da Páscoa, a Igreja faz solenemente a memória dos grandes acontecimentos da história da salvação através da bênção da água batismal. Desde a origem do mundo, a água é a fonte da vida. A Igreja viu na arca de Noé uma prefiguração da salvação pelo Batismo e o nascimento de uma nova humanidade. Na travessia do mar Vermelho, anuncia-se a libertação do povo de Deus da escravidão do pecado. Também a travessia do rio Jordão pelo povo de Israel significa  o cumprimento da promessa de Deus (a terra prometida), que para nós é a promessa da vida eterna.

 

 

 

O Batismo de Cristo -: Jesus submeteu-se voluntariamente ao batismo de João Batista, que era um batismo de penitência, para “que se cumpra toda a justiça” (Mt 3, 15). O Espírito Santo desce então sobre Cristo e Deus Pai manifesta Jesus como “seu Filho amado” (Mt 3, 16 – 17).

 

 

 

 

 

O Batismo na Igreja -: a partir do dia de Pentecostes, a Igreja administrou ao povo o santo Batismo. Naquele dia, Pedro, dirigindo-se à multidão, disse: “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para a remissão de vossos pecados. Então recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2, 38). O Batismo foi oferecido a todos aqueles que creram em Jesus Cristo. O Batismo está sempre ligado à fé: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa” diz S. Paulo ao carcereiro de Filipos, que imediatamente recebeu o Batismo (At 16, 31 – 33).

 

 

 

A iniciação cristã -: tornar-se cristão é um ato que se realiza desde os tempos dos apóstolos e que passa por várias etapas. Estas são: o anúncio da Palavra, o acolhimento do Evangelho, a conversão, a profissão de fé, o Batismo, o recebimento do Espírito Santo e o acesso à Eucaristia. Esta iniciação cristã variou muito durante estes 2.000 anos de cristianismo. No início, eram batizadas pessoas adultas, que aderiam à fé e necessitavam de um período de preparação chamado catecumenato que compreendia todos os atos acima relacionados naquela sequência. Quando o Batismo das crianças se tornou a forma habitual da celebração deste sacramento, foi exigido um período de catequese pós-batismal, que se faz até hoje.

 

Fé e Batismo -: o Batismo é o sacramento da fé. Em todos os batizados, a fé deve crescer após o Batismo. A preparação para o Batismo leva apenas ao início de uma vida nova, que deve ser amparada pelos pais e padrinhos, até que a criança atinja a idade da razão, quando então ela estará apta a receber a Confirmação. Os ministros do Batismo são os Bispos, os sacerdotes e também os diáconos. Em caso de necessidade, qualquer pessoa (mesmo não batizada) pode batizar, desde que a intenção seja reta e que a fórmula trinitária seja aplicada. Isto porque é a vontade de Deus que todos sejam salvos.

 

 

Jesus mesmo afirmou que o Batismo é necessário para a salvação (Jo 3, 5).

 

 

 

A graça do Batismo -: pelo Batismo, todos os pecados são perdoados. Com efeito para aqueles que foram regenerados, nada mais os impede de entrar no Reino de Deus, desde que permaneçam no estado de graça conferido pelo Batismo. No batizado, porém, certas conseqüências do pecado permanecem, tais como os sofrimentos, a doença, a morte e outros problemas que fazem parte da vida, tais como a propensão para o pecado, quando se perde a graça.

            A Santíssima Trindade dá ao batizado a Graça Santificante, que o torna capaz de crer em Deus, e de amá-lO através das virtudes teologais (fé, esperança e caridade). Concede também ao batizado os dons do Espírito Santo e permite-lhe crescer no bem pelos valores morais.

 

Incorporação à Igreja, o Corpo de Cristo -: o Batismo nos faz membros da Igreja, o Corpo de Cristo. Pelo Batismo formamos a unidade em Jesus Cristo, tornamo-nos “pedras vivas” para a construção do edifício espiritual do Reino. Participamos também do sacerdócio de Cristo e da sua missão profética e régia. Feitos membros da Igreja, os batizados não mais pertencem a si mesmos, mas àquele que morreu e ressuscitou por nós. O “selo do Senhor” é o selo com o qual fomos marcados para sempre e que não pode ser apagado nem sobreposto.

 

 

            O cristão que tiver guardado o seu “selo” até o fim, isto é, que tiver permanecido fiel às exigências do seu Batismo, poderá caminhar na fé à espera da feliz visão de Deus e na esperança da ressurreição.   

 

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