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Escola Vivencial
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Aula 29/2011
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2011
 
29 -  A ORAÇÃO DO SENHOR: “PAI NOSSO”
(Itens 2759 a 2772 do Catecismo da Igreja Católica – Aula 62)
 
A origem -: “Estando num certo lugar, orando, ao terminar, um dos discípulos pediu-lhe: Senhor, ensina-nos a rezar”. (Lc 11, 1). Assim, em resposta a este pedido, Jesus ensina aos discípulos e à Igrejaa oração cristã fundamental. Lucas traz um texto mais breve (de cinco pedidos). Mateus relata uma versão mais desenvolvida (de sete pedidos). Foi este segundo texto, de Mateus, que a Igreja conservou. No Didaqué (o catecismo da Igreja primitiva) terminava-se a oração com as palavras “pois vosso é o Reino, o Poder e a Glória para sempre”. A oração do Pai Nosso é  considerada o resumo de todo o Evangelho.
 
No centro das Escrituras -: Depois de mostrar que os Salmos apontam para os  pedidos do Pai Nosso, Santo Agostinho conclui: “Percorrei todas as orações que se encontram nas Escrituras e eu não creio que possais encontrar nelas algo que não estejaincluido na Oração do Senhor”.Todas as Escrituras (a Lei, os Profetas e os Salmos) se realizam em Jesus Cristo. O primeiro anúncio do Evangelho é resumido por Mateus no Sermão da Montanha. O Sermão da Montanha é doutrina de vida, o Pai Nosso é oração, mas em ambos o Espírito do Senhor dá nova forma aos nossos desejos. Ora, a oração do Pai Nosso encontra-se no centro do anúncio do Evangelho. A Igreja refere-se ao Pai Nosso como a “oração dominical”, a mais perfeita das orações, pois nela, aprendemos como louvar a Deus e como pedir pelas nossas necessidades.
            O Pai Nosso é, sem dúvida, a mais perfeita das orações. Nele, não só pedimos tudo quanto possamos desejar corretamente, mas ainda segundo a ordem em que convém desejá-lo. Deste modo, esta oração não só nos ensina a pedir, mas também ordena todos estes pedidos.
 
A Oração do Senhor -: A tradicional expressão “Oração dominical (ou seja, Oração do Senhor)” significa que ela nos foi dada e ensinada pelo Senhor Jesus. Esta oração que nos vem de Jesus é realmente única: por um lado, mediante suas palavras, Jesus nos mostra as palavras que Deus lhe deu; é o Mestre de nossa oração. Por outro lado, como Filho de Deus, Jesus mostra que conhece as nossas necessidades; é o Modelo de nossa oração.
Jesus não nos deixou uma fórmula a ser repetida maquinalmente. Como vale em toda a Palavra de Deus, é pelo Espírito Santo que Jesus nos ensina como rezar ao Pai. Este dom indissociável das palavras do Senhor e do Espírito Santo, que dá vida ao coração dos fiéis, a Igreja o viveu desde as suas origens. As primeiras comunidades rezavam o Pai Nosso três vezes ao dia, em lugar das “dezoito bênçãos” da tradição judaica.
            O Senhor nos ensina a fazer nossas orações em comum por todos os nossos irmãos, pois não diz “Pai meu”, mas “Pai nosso”. A oração do Pai Nosso está presente em toda a Liturgia, mas é sobretudo nos três Sacramentos da iniciação cristã que aparece claramente seu caráter eclesial. No Batismo e na Confirmação a entrega da Oração do Senhor significa o novo nascimento na vida divina. Na Eucaristia o Pai Nosso aparece como a oração de toda a Igreja e manifesta também o caráter escatológico (a Escatologia é o estudo do fim dos tempos) dos seus pedidos. É a oração própria dos tempos finais, dos tempos de salvação que começaram com o Pentecostes e que terminarão com a volta do Senhor.
            Os pedidos que fazemos no Pai Nosso a Deus Pai apóiam-se sobre o mistério da salvação já realizada, uma vez por todas, em Jesus Crucificado e Ressuscitado. Desta fé inabalável brota a esperança que anima cada um dos sete pedidos. Estamos ainda no tempo de espera e de paciência durante o qual “ainda não se manifestou o que nós seremos” (1Jo 3, 2). A Eucaristia e o Pai Nosso apontam para a vinda do Senhor “até que Ele venha” (1Cor 11, 26).
 

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