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Aula 28/03/16 - A Consciência Moral

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2016 

A CONSCIÊNCIA MORAL

28/Março/2016

 

Uma lei inscrita por Deus -: lá no fundo da consciência do ser humano existe uma lei que não foi criada por ele, mas que deve ser obedecida. Essa lei chama o ser humano para o amor, para fazer o bem e evitar o mal. É uma lei inscrita por Deus na consciência do homem. Essa consciência moral humana é o núcleo secreto e o sacrário onde o ser humano está sozinho com Deus, e onde a voz de Deus ressoa aos seus sentimentos e ao seu coração.

 

O juízo da consciência -: presente no íntimo da pessoa, a consciência moral lhe impõe, no momento oportuno, fazer o bem e evitar o mal. Essa consciência moral julga, portanto, as escolhas que o ser humano faz, aprovando as boas e denunciando as más. Quando o homem escuta e obedece à consciência moral, ele está ouvindo a voz de Deus, que lhe está falando, e reconhece a qualidade do ato que vai planejar, que está a ponto de executar ou que já executou. É pelo julgamento da sua consciência, portanto, que o homem percebe a natureza de seus atos. Esse julgamento feito pela consciência é chamado sindérese.

 

A formação da consciência moral -: no entanto, para que a consciência moral humana funcione da maneira que Deus planejou, torna-se necessário que ela seja corretamente formada. A educação da consciência é uma tarefa para toda a vida; desde os primeiros anos alerta a criança para o conhecimento e a prática da lei interior. Uma educação bem feita ensina as virtudes e preserva a cura do medo, do egoísmo e do orgulho. Na formação da consciência, a Palavra de Deus deve iluminar esse caminho. É necessário que o ser humano conheça a vontade de Deus e a coloque na prática.

 

As escolhas da consciência -: colocada diante de uma escolha concreta, a consciência pode fazer um julgamento correto, de acordo com a razão e a lei divina ou, ao contrário, um julgamento errado e que se afasta delas. Às vezes, nos deparamos com situações que tornam o juízo moral menos seguro e a decisão mais difícil. Lembrando que o Espírito Santo pode nos aconselhar nessas situações, assinalamos aqui que algumas regras se aplicam a todas as escolhas, difíceis ou não, sem exceção:

1-      Nunca é permitido praticar um mal para que dele resulte um bem;

2-      A regra de ouro: “Tudo aquilo que quereis que vos façam, fazei-o vós a eles” (Mt 7, 12);

3-      A caridade respeita sempre o próximo: “Pecando contra os irmãos e ferindo suas consciências,… pecais contra Cristo” (1Cor 8, 12).

 

 

O juízo errado -: pode acontecer (e em muitos casos acontece) que a consciência moral padeça de ignorância e faça juízos errados sobre os atos a praticar ou já praticados. Muitas vezes, esta ignorância pode ser atribuída à responsabilidade da pessoa. É o que acontece quando o ser humano não se preocupa com a procura do bem e da Palavra de Deus. Neste caso, a pessoa é culpada pelo mal que comete. A ignorância a respeito de Cristo e do seu Evangelho, os maus exemplos de outros, a queda pelas paixões, a pretensão de ser dono da consciência, a recusa aos ensinamentos da Igreja, a falta de caridade e de conversão, podem estar na origem dos desvios de julgamento na conduta moral.

            Se, ao contrário, a ignorância não for eliminada ou for invencível, ou se o julgamento errado não for de responsabilidade da pessoa, o mal cometido não deve ser imputado a essa pessoa. Mas nem por isso deixa de ser um mal. É preciso trabalhar, pois, para corrigir a consciência moral de seus erros.

            A consciência boa e pura é esclarecida pela verdadeira fé. Pois a caridade (no sentido de amor a Deus) se origina ao mesmo tempo “de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sem hipocrisia” (1Tm 1, 5).

 

Para resumir -:

1-      A consciência é o lugar secreto e íntimo, onde o ser humano está sozinho com Deus e deve ouvir Sua voz.

2-      Essa consciência produz um julgamento da razão pelo qual se reconhece a qualidade moral de um ato a praticar ou praticado.

3-      O homem que comete um mal sabe, no íntimo, que a sua consciência o acusará.

4-      Uma consciência bem formada é reta e verdadeira. Cada um de nós deve procurar os recursos para bem formar sua consciência.

5-      Colocada diante de uma escolha moral, a consciência pode emitir um julgamento correto ou, ao contrário, um julgamento errado.

6-      O ser humano deve sempre obedecer ao julgamento correto.

7-      O julgamento errado deriva da ignorância da Palavra de Deus.

8-      A Palavra de Deus é a luz para a formação da consciência. Devemos aprendê-la na fé, no estudo e na oração (o tripé do cristão).

 

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