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Aula 27/2011
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2011
 
27 - VIDA E EXPRESSÕES DA ORAÇÃO
(Itens 2697 a 2719 do Catecismo da Igreja Católica – Aula 60)
 
A vida de oração -: a oração é a vida do coração do cristão e ela deve nos animar a cada momento. Porém, a vida material nos leva a esquecer daquele que é a nossa verdadeira Vida, que é Deus. Por isso, a Igreja, na tradição do Deuteronômio e dos Profetas, insistem na oração como “recordação de Deus”, um despertar da memória do coração. São Gregório dizia que “é preciso se lembrar de Deus com maior freqüência do que se respira”. A Tradição da Igreja propõe aos fiéis alguns ritmos de oração, para não cairmos no esquecimento de Deus: alguns desses ritmos são cotidianos: as orações da manhã e da tarde, antes e depois das refeições e as orações da noite, antes de dormir. O domingo, centrado na Eucaristia, é santificado pela oração. O ano litúrgico, suas celebrações e suas festas são também ritmos fundamentais de oração dos cristãos.
            O Senhor conduz cada pessoa pelos caminhos e maneiras que lhe agradam. Cada fiel responde ao Senhor segundo a determinação de seu coração e as formas pessoais de sua oração. Entretanto, a Sagrada Tradição da Igreja conservou três expressões principais da vida de oração: a oração vocal, a meditação e a oração mental. Uma coisa, porém, é comum às três formas: o recolhimento do coração.
 
As expressões da oração:
            A oração vocal -: é por palavras, mentais ou vocais, que a nossa oração se traduz. Entretanto, o mais importante é a presença do coração naquele a quem oramos, que é o Senhor. São João Crisóstomo dizia: “Que a nossa oração seja ouvida, não depende da quantidade de palavras, mas sim do fervor de nossas almas”.
A oração vocal é um dado indispensável da vida cristã. Jesus ensinou aos discípulos uma oração vocal: o Pai Nosso. Jesus não só rezou em voz alta as orações litúrgicas da sinagoga, mas os Evangelhos O mostram elevando a voz para exprimir sua oração pessoal, da bendição ao Pai (Mt 11, 25 – 26) até à angústia do Getsêmani (Mc 14, 36).
A necessidade de associar os nossos sentidos (no caso, a voz) à oração se deve a uma exigência de nossa natureza humana. É preciso rezar com todo o nosso ser para dar à oração todo o poder que ela tem. Sendo, portanto, tão plenamente humana, a oração vocal é, por excelência, a oração das comunidades reunidas. Mesmo rezando em conjunto, a oração se torna interior na medida em que tomamos consciência Daquele com quem falamos.
 
            A meditação -: a meditação é, sobretudo, uma procura. O espírito humano procura compreender o por que e o como da vida cristã, a fim de aderir e responder ao que Jesus nos pede. Geralmente, para a meditação, utilizam-se livros, que podem ser a Bíblia, os Evangelhos especialmente, ou tantos outros que temos na literatura católica.Também podem ser utilizados os textos litúrgicos do dia ou do tempo, os escritos dos teólogos, as imagens sagradas, etc. Meditando naquilo que lê ou vê, o cristão reflete sobre o seu conteúdo e o confronta com sua vida.
            Os métodos da meditação são muito diversos. O fiel deve meditar frequentemente; caso contrário, seu coração pode tornar-se semelhante aos três primeiros terrenos da parábola do semeador: fora do caminho certo, com pouca profundidade ou sufocado pelas coisas materiais. A meditação coloca em ação o pensamento, a imaginação, a emoção e o desejo. A meditação cristã procura, de preferência, meditar sobre os mistérios da vida e da obra de Jesus Cristo, que são encontrados tanto nos Evangelhos como no Rosário.
 
            A oração mental -:  segundo Santa Teresa, a oração mental é “uma relação íntima de amizade em que conversamos a sós com o Deus por quem nós somos amados”. A oração mental busca a Jesus, e nele, ao Pai. Ele é procurado porque desejá-lO é o começo do amor. A escolha do tempo e da duração da oração mental depende da conscientização daquele que ora. Importante é saber que não oramos quando temos tempo, mas reservamos o tempo para a oração. Entrar em oração mental é recolher todo o nosso ser sob a ação do Espírito Santo, reconhecer que sempre estamos devendo algo a Deus, pedir perdão e louvar ao Senhor como criaturas agradecidas pelo dom da vida, da salvação e de tudo aquilo que Ele nos dá.
            A oração é um dom, uma relação de aliança estabelecida com Deus no mais profundo de nosso coração. A oração mental é comunhão: a Santíssima Trindade, nesta relação, torna o homem imagem de Deus, à sua semelhança. Segundo São Paulo Apóstolo, na oração Deus “nos arma de poder por seu Espírito, para que se fortifique em nós o ser interior, para que Cristo habite em nossos corações pela fé e sejamos arraigados e fundados no amor” (Ef 3, 16 – 17).
            A oração mental é também um olhar fito em Jesus: “Eu olho para Ele e Ele olha para mim” dizia ao seu pároco o camponês de Ars, diante do Sacrário. O olhar de Cristo purifica o coração. É a escuta da Palavra de Deus, no silêncio que o homem moderno não aprecia. É no silêncio que Deus melhor nos fala e no qual melhor escutamos. A oração mental é ainda uma união à prece de Cristo e uma comunhão de amor com sua Pessoa.
 
 

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