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Aula 27/2010
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2010
 
27 – A LITURGIA

(Itens 1077 a 1109 do Catecismo da Igreja Católica)

 

Significado -: a palavra “liturgia” significa originalmente “obra pública” ou “serviço do povo para o povo”. Na tradição cristã, ela significa que o povo de Deus toma parte na obra de Deus. Através da liturgia, Jesus Cristo continua vivo na sua Igreja, exercendo a obra de nossa redenção.

            No Novo Testamento, a palavra “liturgia” designa não somente a celebração do culto a Deus, mas também o anúncio do Evangelho. O centro de toda a liturgia está na celebração da Eucaristia, que contribui de modo magnífico para que os cristãos exprimam o amor a Cristo que norteia suas vidas.

 

Deus Pai, fonte e finalidade da liturgia -: desde o início dos tempos, Deus abençoa os seres humanos e toda a criação. Na Bíblia, são incontáveis os episódios onde esta bênção se revela. Na liturgia da Igreja, a bênção divina é plenamente comunicada e revelada: Deus Pai é reconhecido e adorado como a fonte e a finalidade de todas as bênçãos da Criação e da Salvação. Em Jesus Cristo, seu Verbo encarnado, Deus nos dá suas bênçãos e através dele derrama nos nossos corações o dom que contém todos os dons: o Espírito Santo.

 

A obra de Cristo na liturgia -: após sua Ascensão aos céus, Cristo age agora pelos Sacramentos, para nos comunicar a sua Graça. Na liturgia da Igreja, Cristo realiza o seu mistério pascal. Durante sua vida terrestre, Jesus anunciava o seu mistério pascal através dos seus ensinamentos e seus atos. Quando chegou a sua hora, Ele viveu o único acontecimento da história do mundo que não passa: Jesus morre, é sepultado, ressuscita dentre os mortos e está “sentado à direita do Pai” de uma vez por todas. É por isso que este acontecimento não passa. Em todos os outros acontecimentos da vida do mundo, os fatos acontecem uma vez e não mais retornam. No entanto, este acontecimento é repetido todos os dias, até o final dos tempos, através da liturgia da Igreja.

 

A liturgia e os Apóstolos -: Cristo enviou os apóstolos, cheios do Espírito Santo, não só para pregarem o Evangelho, mas também para levarem a efeito aquilo que pregavam: a obra da salvação através dos sacrifícios e dos sacramentos, em torno dos quais gira toda a liturgia da Igreja.

            Os apóstolos tornam-se assim os sinais sacramentais de Jesus e pelo poder do mesmo Espírito Santo, eles passam este poder aos seus sucessores. Esta sucessão apostólica estrutura toda a vida litúrgica da Igreja; esta sucessão é sacramental, pois é transmitida por um sacramento: a Ordem.

 

Cristo é glorificado nas liturgias terrestre e celeste -: Cristo está sempre presente na sua Igreja, sobretudo na liturgia. Está presente na missa, nos sacramentos, no anúncio de sua Palavra, e presente na comunidade, pois Ele mesmo prometeu: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu Nome, eu aí estarei no meio deles” (Mt 18, 20).

            Na liturgia terrestre, já estamos participando da liturgia celeste, onde Cristo está sentado à direita de Deus e onde um dia estaremos, junto a todos os santos, entoando louvores à Trindade Santa.

 

O Espírito Santo na liturgia -: O Espírito Santo é o nosso professor da fé: seu desejo é que vivamos a vida de Cristo ressuscitado. Quando o Espírito encontra em nós a resposta de fé que Ele mesmo provocou, realiza-se uma cooperação através da qual a liturgia se torna a obra comum do Espírito Santo e da Igreja.

            O Espírito Santo nos prepara, na liturgia, para acolher a Jesus Cristo desde os tempos antigos, tal como o povo de Deus foi preparado, através de elementos do Antigo Testamento: a leitura do Antigo Testamento, a Oração dos Salmos e principalmente a memória dos acontecimentos que encontraram a sua realização no mistério de Cristo: a Promessa e a Aliança, o Êxodo e a Páscoa e outros.

            É importante que saibamos descobrir, nos acontecimentos do Antigo Testamento que a liturgia nos traz, a verdade que eles nos preparam em relação a Jesus Cristo. Assim, por exemplo, o dilúvio e a Arca de Noé prenunciavam a salvação através do Batismo e o maná do deserto prefigurava a Eucaristia. É por isso que a Igreja, particularmente no Advento, na Quaresma e na Páscoa, revive todos esses momentos da história da salvação na liturgia de hoje.

            Na liturgia do Novo Testamento, toda a ação litúrgica, especialmente na Eucaristia e nos Sacramentos, é um encontro entre Cristo e a sua comunidade, a Igreja, que tira sua unidade da comunhão no Espírito Santo, que une os cristãos no Corpo de Cristo. Por isso é que a comunidade deve se preparar para se encontrar com o Senhor na liturgia da missa, que não deve ser encarada como uma obrigação, mas sim como um privilégio.

 

O Espírito Santo recorda o Mistério de Cristo -: na liturgia, o Espírito Santo é o memorial do Mistério da Salvação, é a memória viva da Igreja. Assim, na celebração da Eucaristia, o Espírito nos recorda:

            A Palavra de Deus: dando vida à Palavra, que é anunciada para ser vivida;

            A Anamnese: esta palavra significa uma espécie de “recordação” de tudo o que Jesus fez por nós;

            A Doxologia: é a ação de graças e o louvor a Deus;

            A Epiclese: é a ação na qual o sacerdote suplica ao Pai que envie o seu Espírito Santificador para que as oferendas se tornem o Corpo e o Sangue de Cristo.

 

A comunhão do Espírito Santo -: o final da missão do Espírito Santo em toda a liturgia é colocar a comunidade em comunhão com Cristo para formar o seu Corpo. O Espírito Santo é como a seiva de vida de Deus Pai, que produz os seus frutos nos ramos. E na liturgia, realiza-se a cooperação mais íntima entre o Espírito e a Igreja. “A Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Amor do Pai e a Comunhão do Espírito Santo” devem permanecer entre nós e produzir frutos para além da celebração eucarística, em toda a nossa vida.

 

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