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Aula 26/2010

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2010

 

26- A VIDA ETERNA

(Itens 1020 a 1050 do Catecismo da Igreja Católica)

 

O Juízo Particular -: a vida do ser humano é um tempo que deve ser aberto ao acolhimento (ou, infelizmente para alguns, à recusa) da Graça que Jesus Cristo nos oferece. O Novo Testamento fala muitas vezes no Juízo Final, no encontro com Jesus Cristo no último dia (Parusia), mas fala também na retribuição que cada um receberá, imediatamente após a morte, mediante suas obras e sua . A parábola do pobre Lázaro e a palavra de Cristo na cruz ao bom ladrão, bem como outros textos do Novo Testamento, dão a entender isso claramente.

            Podemos então assumir que a alma imortal de cada um recebe, a partir do momento da morte, a retribuição eterna, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja através de uma purificação, seja para, de imediato, entrar na felicidade de Deus, ou então, para a condenação eterna.

 

O Céu -: os que morrem na Graça de Deus e estão totalmente purificados, vivem para sempre com Cristo; são para sempre semelhantes a Deus, porque o vêem “tal como Ele é” (1Jo 3, 2). Essa vida perfeita com a Santíssima Trindade, essa comunhão de vida e amor com ela, com a Virgem Maria, os anjos e todos os santos e bem aventurados é denominada o “Céu”. O Céu é a realização das aspirações mais profundas do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva.

            Viver no Céu é viver com Cristo Jesus, e nele encontramos a nossa verdadeira identidade. Pela sua morte e Ressurreição, Jesus nos “abriu” o Céu. O Céu é a Comunidade bem aventurada de todos os que estão perfeitamente incorporados a Ele.

 

 

            Este mistério de comunhão com Deus e com todos os que estão com Ele supera toda a nossa compreensão e imaginação. O apóstolo Paulo compreendeu muito bem essa situação e escreveu na primeira epístola aos Coríntios: “O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam” (1Cor 2, 9).

 

 

 

A purificação final (ou Purgatório) -: os que morrem na Graça de Deus mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a pureza necessária para entrarem na alegria do Céu. A Igreja denomina Purgatório a esta purificação final, que nada tem a ver com o castigo dos condenados. O Purgatório é uma doutrina de fé que a Igreja formulou nos Concílios de Florença e de Trento, a partir de certos trechos da Escritura que falam de “um fogo purificador” (1Cor 3, 15; 1Pd 1, 7).

 

 

            “No que concerne a faltas leves, deve-se crer que existe, antes do Juízo, um fogo purificador, segundo o que afirma Aquele que é a Verdade e a Vida, dizendo que, se alguém pronunciar uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada, nem no século presente, nem no século futuro. Desta forma, podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no “século presente” e outras, no “século futuro” (São Gregório Magno, dial. 4, 39).

            Este ensinamento apóia-se também na prática da oração pelos mortos, da qual a Bíblia fala: “Eis porque Judas Macabeu mandou oferecer este sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado” (2Mac 12, 46). Desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu orações e sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico (por isso, os falecidos tem o seu momento especial na missa). A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos mortos.

 

 

 

O Inferno -: não podemos estar unidos a Deus se não fizermos livremente a opção de aceitá-lO. Se dizemos que O amamos, mas praticamos uma vida contrária aos seus ensinamentos por livre e espontânea vontade, estamos muito longe de Deus. “Aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia seu irmão é criminoso, e sabeis que nenhum criminoso tem a vida eterna permanecendo nele” (1Jo 3, 15). Morrer em pecado mortal sem ter se arrependido dele significa estar separado de Deus para sempre, por vontade própria. É a este estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus que chamamos “Inferno”.

 

 

            Jesus falou muitas vezes da “Geena”, do “fogo que não se apaga” reservado àqueles que recusam até o fim de sua vida crer e converter-se, e no qual se pode perder ao mesmo tempo o corpo e a alma. Jesus anuncia ainda, em termos graves, que “enviarei os meus anjos, e eles apanharão todos os escandalosos e os que praticam a iniqüidade, e os lançarão na fornalha ardente” (Mt 13, 41 – 42) e que pronunciará a condenação: “Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo do inferno” (Mt 25, 41).

 

 

            Um trecho da Lumen Gentium (LG 48) diz o seguinte: “Como desconhecemos o dia e a hora, conforme a advertência do Senhor, vigiemos constantemente para que, terminado o único curso de nossa vida terrestre, possamos entrar com Ele para as bodas e mereçamos estar contados entre os benditos, e não sejamos mandados, como servos maus e preguiçosos, para o fogo eterno, onde haverá choro e ranger de dentes”.

 

 

            Deus não predestina ninguém para o inferno. Não seria justo, é claro. Para isto, é preciso uma aversão voluntária a Deus e persistir nela até o fim. Deus não quer que “ninguém se perca, mas que todos venham a converter-se” (2Pd 3, 9).

 

 

            O Canon Romano 88 pede por nós: “Recebei, ó Pai, com bondade, a oferenda de vossos servos e de toda a vossa família; dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação e acolhei-nos entre vossos eleitos”.

            Que assim seja.

 

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