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Aula 25/2010
 
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2010
 

25 –  O PERDÃO DOS PECADOS E A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

(Itens 976 a 1014 do Catecismo da Igreja Católica)

 

Um só Batismo para o perdão dos pecados -: Jesus ligou o perdão dos pecados à fé e ao Batismo. “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Aquele que crer e for batizado será salvo” (Mc 16, 15 – 16). Quando recebemos o Batismo, o perdão que recebemos é tão pleno e tão completo que não nos resta mais nada que pagar. Contudo, a graça recebida no Batismo não nos livra de todas as fraquezas que ainda venhamos a cometer. Quem está livre das tentações e das ocasiões de pecado que temos pela frente durante a vida toda? Se, portanto, era preciso que a Igreja tivesse o poder de perdoar os pecados, também era preciso que o Batismo não fosse o único meio para isso. É pelo Sacramento da Penitência (ou Confissão) que o batizado que pecou após o Batismo se reconcilia com Deus.

 

O poder das chaves do Reino -: a Igreja recebeu as chaves do Reino dos céus para a remissão dos pecados pelo sangue de Cristo e pela ação do Espírito Santo. Não há pecado algum, por mais grave que seja, que a Igreja não possa perdoar. Não existe ninguém, por pior que seja, que não possa ser perdoado, desde que seu arrependimento seja sincero.

            O Senhor Jesus quis que os seus discípulos tivessem um poder imenso, realizando em seu Nome tudo o que Ele havia feito na terra. Os sacerdotes receberam um poder que Deus não deu nem aos anjos, perdoando os pecados cometidos pelos fiéis.

Deixemos claro, mais uma vez, que esse poder de perdoar pecados é exercido em Nome do Senhor. É Deus quem perdoa através do sacerdote.

            Se na Igreja não existisse a remissão dos pecados, não existiria nenhuma esperança de uma salvação da alma. Demos graças a Deus, que deu à sua Igreja tal dom.

 

A ressurreição da carne -: o Credo cristão culmina na proclamação da ressurreição dos mortos no fim dos tempos, e na vida eterna. Cremos firmemente que, da mesma forma que Cristo ressuscitou dos mortos e vive para sempre, assim também, depois da morte, os justos viverão para sempre com Cristo ressuscitado, pois Ele os ressuscitará no último dia. A carta aos Romanos diz claramente: “Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vós, aquele que ressuscitou Cristo Jesus dentre os mortos dará vida também aos vossos corpos mortais, mediante o seu Espírito que habita em vós” (Rom 8, 11).

            Crer na ressurreição dos mortos foi, desde o início da Igreja, um elemento essencial da fé cristã. “A confiança dos cristãos é a ressurreição dos mortos; crendo nela, somos cristãos” (Tertuliano res. 1, 1). E S. Paulo Apóstolo, com a fé inabalável que o caracterizava, diz: “Como podem alguns dentre vós afirmarem que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia é também a vossa fé. Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, primícias dos que adormeceram”.(1Cor 15, 12 – 14.20).

 
 
 

A Ressurreição do Cristo e a nossa -: Jesus liga a fé na ressurreição à sua própria pessoa. “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11, 25). Será Jesus mesmo que ressuscitará os que nele tiverem acreditado e que tiverem comido seu Corpo e bebido seu Sangue. Aliás, mostrou isso ressuscitando Lázaro e outras pessoas, anunciando com isso a sua própria Ressurreição, que todavia será de outra ordem.

Mas, o que é “ressuscitar”? -: Na morte, nosso corpo cai na corrupção, enquanto nossa alma vai ao encontro com Deus, à espera de ser novamente unida a seu corpo glorificado. Deus, na sua onipotência, dará a vida definitiva aos nossos corpos transformados, unindo-os às nossas almas, pela virtude da Ressurreição de Jesus.

Quem ressuscitará? -:  O Evangelho de João nos dá a resposta: “Os que tiverem feito o bem (irão) para uma ressurreição de vida; os que praticaram o mal, para uma ressurreição de julgamento” (Jo 5, 29).

De que maneira? -: Cristo ressuscitou com o seu próprio corpo, mas Ele não voltou a uma vida terrestre comum. Da mesma forma, todos ressuscitarão com o mesmo corpo que possuem, mas transfigurado em um “corpo espiritual” (1Cor 15, 44). Este corpo ultrapassa nossa imaginação e nosso entendimento. Santo Irineu disse que “assim como o pão que vem da terra, recebendo a invocação de Deus se torna Eucaristia, da mesma forma os nossos corpos que participam da Eucaristia não são mais corruptíveis, pois tem a esperança da ressurreição”. Se é verdade que Cristo nos ressuscitará no último dia, também é verdade que, de certo modo, já ressuscitamos com Ele, pois graças ao Espírito Santo, a vida cristã já é, na terra, uma participação na morte e na Ressurreição de Cristo.

 

 

 

Morrer em Jesus Cristo -: para ressuscitar com Cristo, é preciso morrer com Cristo. Nesta partida que é a morte, a alma é separada do corpo, sendo a ele reunida no dia da ressurreição dos mortos. A morte do corpo é natural, mas diante da fé, ela é a conseqüência do pecado. Para o cristão, a morte deve ser encarada como uma participação na morte de Jesus, para que se possa participar também da Sua Ressurreição.

 

 

 

O sentido da morte cristã -: graças a Cristo, a morte cristã tem um sentido positivo. “Para mim, a vida é Cristo e morrer é lucro” (Fl 1, 21), diz São Paulo. Na morte, Deus chama o homem a Si. Por isso, a liturgia da Igreja assim expressa essa verdade: “Senhor, para os que crêem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível”.

            E nada melhor para nos animar que as palavras de São Francisco a respeito da morte: “Louvado sejais, meu Senhor, por nossa irmã a morte, da qual homem algum pode escapar. Felizes aqueles que ela encontrar conforme à vossa santíssima vontade, pois a segunda morte não lhes fará mal”.

 

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