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Aula 24/2012
 ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2012
 

24- PREPARATIVOS PARA O FINAL - AS ESCOLHAS

15/Outubro/2012
 

As festas mais importantes -: Marcos inicia o capítulo 14 do seu Evangelho dizendo que “Faltavam dois dias para a festa da Páscoa e para a festa dos Ázimos” (Mc 14, 1).  A festa da Páscoa era a lembrança perpétua do Deus vivo que, para libertar o povo, derrota o seu opressor, como aconteceu no Egito. A celebração dos Ázimos (pães sem fermento) lembrava que um povo nascido na liberdade não poderia estar sob domínio de outro povo.

 

Os preparativos das autoridades -: nesse momento tão importante, as autoridades judaicas (sacerdotes, doutores da Lei e governantes), que jamais se importaram com a liberdade do povo, preparam-se para por um fim às atividades daquele cuja missão na terra era exatamente a liberdade e a dignidade espirituais desse mesmo povo e de toda a humanidade. “Os chefes dos sacerdotes e os doutores da Lei procuravam um modo esperto de prender Jesus e depois matá-lo” (Mc 14, 2). Que modo esperto seria esse? Um que não provocasse confusão no meio do povo.

 

 

O preparativo da mulher em Betânia -: numa casa em Betânia, Jesus fazia uma refeição, quando uma mulher entrou e derramou um vidro de perfume caro sobre a sua cabeça. A mulher foi criticada por alguns dos presentes, que julgaram esse ato um desperdício e que seria melhor vender o perfume e dar o dinheiro aos pobres (Mc 14, 3). Jesus, porém, os repreendeu, dizendo que a mulher fizera uma boa ação e que pobres sempre os haveria com eles, e poderiam sempre fazer-lhes o bem, mas que Ele não estaria presente sempre. E continuou dizendo que a mulher estava preparando seu Corpo para a sepultura e que por esse ato, ela seria sempre lembrada (Mc 14, 6 – 9).

 

            Podemos ver aí o simbolismo dessa passagem: o perfume na cabeça de Jesus mostra que Ele é, de fato, o Messias esperado (a palavra Messias significa o Ungido). Foi o que a mulher fez. Enquanto até os próprios discípulos ainda esperavam o que Jesus iria fazer para aceitá-lo como o Messias, a mulher não tinha dúvida alguma sobre isso.  A afirmação de Jesus de que sempre haveria pobres foi muitas vezes usada de maneira maliciosa, como se Jesus estivesse aceitando a existência deles. Não é o caso. Jesus lutava por uma vida plena, livre e digna para todos e por isso mesmo foi combatido.

 

O preparativo de Judas -: diante do conflito que está chegando ao ápice, Judas desencantou-se com as atitudes de Jesus. Unira-se a Ele acreditando que Jesus fosse o Messias guerreiro e poderoso, que reinaria em Israel e daria a todos os seus discípulos posições importantes e muito dinheiro. A bem da verdade, não era só ele que assim pensava entre os doze, como já vimos. Mas desiludiu-se e enraiveceu-se quando percebeu que seus planos de fama e fortuna não iriam se concretizar. E resolveu vingar-se do “tempo perdido” com Jesus, unindo-se às autoridades e tramando a entrega de seu Mestre a elas por vingança e por um pouco de dinheiro. Quem entregou Jesus à morte não foi Deus Pai e sim um dos doze.

 

 

Os preparativos para a ceia pascal, a Eucaristia e a traição -: mesmo sabendo o que o esperava, Jesus ordena a preparação da ceia pascal, para levar até o fim o projeto de Deus Pai, recordando o ato da libertação de um povo. E recordemos que, nessa ceia, deu-se a instituição da Eucaristia, onde Jesus nos libertou de todos os males e nos mostrou o caminho de seu Reino. Mas nessa ceia se deu também a escolha final de Judas, desmascarado por Jesus, que diante do espanto dos discípulos, revelou que seria traído por um deles: “É um dos doze. É aquele que põe a mão no prato comigo” (Mc 14, 20). Os que traem e matam Jesus não são instrumentos predestinados do destino ou da vontade de Deus. Traíram e mataram Jesus por sua própria vontade. Jesus mesmo indicou isso quando disse: “Ai daquele que trair o Filho do Homem! Melhor seria que não houvesse nascido!” (Mc 14, 21).

 

 

 

A escolha dos discípulos -: os outros discípulos, aparentemente, fizeram também sua escolha. Pedro, tomando a palavra, declarou: “Mesmo que todos fiquem desorientados, eu não ficarei...ainda que tenha de morrer contigo, assim mesmo não te negarei” (Mc 14, 29. 31). E todos os outros disseram a mesma coisa. Jesus, porém, sabia que não seria bem assim e apontou que “ferido o pastor, as ovelhas se dispersarão” (Mc 14, 27). Mas Ele estava seguro que, apesar de sua covardia latente, os discípulos seguiriam o seu projeto e avisou-os: “Depois de ressuscitar, eu irei à frente de vocês para a Galiléia” (Mc 14, 28).

 

 

A escolha de Jesus -: sabemos que Jesus foi tentado desde o início de sua missão. Agora, próximo do fim, a tentação chegou ao máximo. Jesus, no entanto, venceu a tentação por meio da oração e da obediência a Deus Pai: “Abba! Pai! Tudo é possível para Ti. Afasta de mim esse cálice! Contudo, não seja feita a minha, mas a tua Vontade!” (Mc 14, 36). O que fazer? Fugir ou enfrentar? Jesus sabia que Deus Pai não atua de forma mágica nos acontecimentos da história. E sabia também que o Pai contava com sua fidelidade. Por isso, fez a sua escolha e aceitou o martírio, embora com medo e angústia. Tudo isso ficou ainda mais dramático porque os seus discípulos de nada desconfiavam e dormiam tranquilamente. Entretanto, vencida a tentação e o medo, Jesus enfrenta a situação: “Chegou a hora! Eis que o Filho do Homem vai ser entregue ao poder dos pecadores. Levantem-se! Vamos!” (Mc 14, 41 – 42).

 

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