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Aula 24/2011

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2011

24 – A ORAÇÃO NA VIDA CRISTÃ (II)

(Itens 2598 a 2619 do Catecismo da Igreja Católica – Aula 57)

 

Na plenitude dos tempos -: procurar compreender as orações de Jesus através do que as testemunhas nos anunciam nos Evangelhos é mais ou menos como aproximar-nos dele tal qual Moisés da sarça ardente: contemplá-lo na oração, ouvir como Ele nos ensina a orar e para conhecer, enfim, como Ele nos atende na nossa prece.

            Jesus aprendeu a rezar segundo seu coração de homem; assim, deve ter aprendido de sua Mãe, na sinagoga de Nazaré e no Templo. Mas sua oração já era especial, como deixa transparecer aos doze anos: “Eu devo estar na casa de meu Pai” (Lc 2, 49). Aqui começa a se revelar a oração filial, que Deus Pai espera de seus filhos.

O evangelho de Lucas destaca a ação do Espírito Santo e o sentido da oração na vida e no ministério de Jesus Cristo, que ora antes dos momentos decisivos de sua missão: antes de Deus Pai dar testemunho dele no Batismo e na Transfiguração e antes de realizar, por sua Paixão, o Plano de amor do Pai. Ora também antes dos momentos que darão início à missão dos Apóstolos: antes de escolher e chamar os Doze, antes que Pedro o confesse como “o Cristo de Deus” e para que a fé de Pedro não desfaleça na tentação. A oração de Jesus antes das ações salvíficas que realiza é uma entrega, humilde e confiante, de sua vontade à vontade de Deus.

 

A oração de Jesus -: “Estando num certo lugar, orando, um dos discípulos pediu-lhe: Senhor, ensina-nos a rezar” (Lc 11, 1). É contemplando e ouvindo o Filho de Deus que aprendemos a orar. Jesus muitas vezes se retira, na solidão, de preferência à noite, para orar. Na sua oração, Jesus leva consigo todos os homens, pois, assumindo a sua humanidade, oferece todos nós ao Pai, oferecendo-se a si mesmo. Os evangelistas conservaram duas orações de Cristo, que começam, ambas, com uma ação de graças:

Na primeira, Jesus louva o Pai, agradece-lhe e o bendiz porque escondeu os mistérios do Reino aos poderosos e revelou-os aos “pequeninos”. A segunda oração acontece antes da ressurreição de Lázaro. A ação de graças, mais uma vez, precede o seu pedido: “Pai, eu te dou graças por me ouvires” e logo acrescenta: “Eu sei que sempre me ouves” (isso quer dizer que Jesus pede constantemente a Deus).

 

            Ao chegar a hora de realizar o Plano do Pai, Jesus deixa antever a profundidade de seu amor filial: (Pai... não seja feita a minha vontade, mas a tua...).Também nas suas últimas palavras na Cruz, quando reza e entrega-se: (Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem...).

 
 

Jesus ensina a orar -: quando reza, Jesus já nos ensina a orar. O caminho de nossa oração é a oração de Jesus a seu Pai. Conforme o pedido dos discípulos, Jesus nos ensina como dirigirmo-nos a Deus, primeiramente dando graças (Pai nosso que estais nos céus, santificado seja teu nome...) e depois fazendo os nossos pedidos (a segunda parte do Pai nosso). Prosseguindo, no sermão da montanha, Jesus insiste na conversão do coração, na reconciliação com o irmão antes de apresentar uma oferenda a Deus, no amor aos inimigos e na oração pelos perseguidores. O coração decidido a se converter aprende a orar na fé. Esta oração na fé não consiste em dizer apenas “Senhor, Senhor”, mas levar o coração a fazer a vontade do Pai (Mt 7, 21). Na oração, Jesus nos convida também à vigilância: “Vigiai e orai, pois não sabeis o dia nem a hora...” diz Ele, alertando-nos.

 

Parábolas sobre a oração -: três parábolas principais sobre a oração Jesus nos contou:

1)      O “amigo importuno” (Lc 11, 5 – 13) convida a uma oração insistente. “Batei e se vos abrirá”. Àquele que assim ora Deus dará aquilo que precisa;

2)      A “viúva importuna” (Lc 18, 1 – 8) focaliza uma das qualidades da oração: é preciso rezar com a paciência da fé;

3)      O “fariseu e o publicano” (Lc 18, 9 – 14) se refere à humildade do coração que reza.  

 

 

Jesus ouve a oração -: ainda na Terra, Jesus sempre ouviu a oração daqueles que lhe pediam (os leprosos, Jairo, a cananéia, o bom ladrão e tantos outros). Ouviu também aqueles que lhe pediam em silêncio: os carregadores do paralítico, a hemorroíssa, as lágrimas e o perfume da pecadora. E o pedido insistente dos cegos: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de nós” (Mt 9, 27). Quer na cura de doenças, quer na remissão dos pecados, Jesus sempre responde à oração: “Vai em paz, a tua fé te salvou” .

 

A oração da Virgem Maria -: o Evangelho nos revela como Maria ora e intercede na fé: em Caná da Galiléia, ela pede a seu filho pelas necessidades de outros. O Magnificat (Lc 1, 46 – 55) é, ao mesmo tempo, o cântico da Mãe de Deus e o da Igreja. É também o cântico dos pobres e humildes, cuja esperança é satisfeita pela realização das promessas de Deus. 

           

 
 

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