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Aula 24/04/17 - Elias E Isaías

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA - 2017 

ELIAS  E  ISAÍAS

24/Abril/2017

 

 

Quem foi Elias -: Elias foi um profeta de Deus cujas ações são descritas nos dois livros dos Reis e também nos livros do Eclesiástico e de Malaquias. No segundo livro dos Reis é narrado o episódio da sua subida aos céus num carro de fogo, desaparecendo num turbilhão e não mais sendo visto. Seus poderes de profeta passaram a Eliseu, que continuou a sua missão.

            Como não se fala da morte de Elias, é crença entre os judeus que Elias ainda vive e retornará ao mundo antes da vinda do Messias. Por isso, alguns judeus confundiam Jesus com Elias (Mc 6, 14 – 15): “Dizia-se (de Jesus): João Batista ressurgiu dos mortos e por isso ele tem o poder de fazer milagres. Outros afirmavam: é Elias!”; também os apóstolos acreditavam que Elias voltaria à Terra antes do surgimento do Messias. Está escrito em Mt 17, 10 – 13: “Em seguida, os discípulos o interrogaram: por que dizem os escribas que Elias deve voltar primeiro que o Messias? Jesus respondeu-lhes: `de fato, está escrito que Elias deve voltar e restabelecer a ordem das coisas. Mas Eu vos digo que Elias já veio mas não o conheceram; de fato, fizeram com ele tudo o que quisera. Os discípulos compreenderam então que Jesus falava de João Batista”.

            As palavras de Jesus, apontando como realizada por João Batista a obra que seria de Elias, mostram que Ele, Jesus, era o Messias e que Elias (João Batista) já voltara e realizara sua obra de anunciar o Messias.

            Quanto ao problema da morte de Elias, muitos julgaram que Elias não tivesse morrido, mas apenas transferido pelo carro de fogo para um lugar desconhecido. Os judeus creem que esse lugar seria o céu. Mas não está escrito no segundo livro dos Reis que Elias não morreu e nem que ele foi levado vivo para o céu.  O texto é interpretado como descrevendo a morte de um homem justo, cujo local de sepultura é desconhecido.

 

           

Isaías -: S. Jerônimo, o grande doutor da Igreja, responsável pela organização da Bíblia católica dizia de Isaías que ele era antes um evangelista que um profeta.  Isaías viveu na segunda metade do século 8 e primeira metade do século 7 a. C. ( por volta de 745 a 680  a. C.), ou seja, há cerca de 2.750 anos. Isaías insistia na sua pregação na conversão moral, contra os vícios e contra a falta de fé do povo de Israel. Interessante é perceber que Isaías já dizia que os judeus nunca se converterão na sua totalidade, mas que uma parte (ele chama o “resto”) se converterá, e é para esses que ele aponta o futuro de Israel (não por acaso, um dos filhos de Isaías se chamava Shearjashub, que significa “um resto voltará”).

            Isaías profetiza que após a derrota desastrosa de Israel para o reino da Assíria, entre 703 – 700 a. C., o “resto” dos judeus sobreviventes  deverá continuar a existência de Israel e esperar por um Messias cujas características são: será um “Rei” descendente de Davi, governará com justiça pois será assistido pelo Espírito de Deus, aniquilará os ímpios com “o sopro de seus lábios” e o violento com “a vara de sua boca”. Possuirá sabedoria infalível, terá o poder de Deus e será chamado “o Príncipe da paz”. Será ainda chamado de Emanuel e nascido de uma virgem.

 

            Isaías diz ainda que esse Messias exercerá um governo pacífico e espiritual e nele até os animais ferozes serão mansos (o leão e o cordeiro). Então todos os antagonismos entre Israel e seus inimigos desaparecerão e haverá uma só fé a unir os povos.

            Mas nada mostra tão bem porque Isaías foi chamado de “evangelista” quanto o capítulo 53 de suas profecias, exposto a seguir:

            “Quem poderia acreditar nisto que ouvimos? A quem foi revelada a obra do Senhor? Cresceu como um pobre e seu aspecto não poderiam seduzir a ninguém. Era desprezada, a escória da humanidade e homem experimentado nos sofrimentos. Não fizemos caso dele, mas ele tomou sobre si nossas doenças e carregou os nossos sofrimentos. Foi castigado por nossos crimes e pesou sobre ele a nossa iniquidade e fomos curados graças às suas chagas. Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro. Por um falso julgamento foi condenado. Quem pensou em defender sua causa quando foi morto? Foi lhe dada morte ao lado de bandidos, se bem que não tivesse cometido nenhuma injustiça e em sua boca nunca houvesse mentira. Mas o Senhor o esmagou em sofrimentos, pois ele aceitou oferecer sua vida em sacrifício de expiação por nós. Mas após suportar em sua pessoa todos os tormentos, a vontade do Senhor será por ele realizada, e todos se alegrarão em conhecê-lo. O Servo do Senhor justificará a muitos homens. Eis porque o Senhor lhe dará parte entre os grandes: pois ele deu sua vida e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens e intercedendo pelos culpados”.

            Como vemos, no livro de Isaías encontramos a mais perfeita afirmação de um só Deus e a mais completa representação do Messias e do Reino de Deus.

 

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