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Aula 23/10/17 - O Anticristo

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2017

 

O ANTICRISTO

23/Outubro/2017

 

 

Quem é o Anticristo? -: a Bíblia cita, em algumas passagens, um personagem estranho e misterioso, sem muitos comentários a respeito. Segundo os exegetas (estudiosos das Escrituras), o Anticristo será um homem de uma habilidade e capacidades incríveis, o maior líder de toda a terra. Temos algumas menções a ele principalmente nos livros de Daniel, na Carta aos Tessalonicenses e no Apocalipse de São João. A Bíblia dá outros adjetivos ao anticristo: (O pastor inútil Zac 11, 17), O pequeno chifre (Dan 7, 8), O homem da iniquidade (2Tes 2, 3),  A besta (Ap 11,7 e 13, 1),  O abominável da desolação (Mt 24, 15) e O assolador (Dan 9, 27), entre outros.

 

            O Anticristo será um líder, alguém de cargo político muito importante e chagará à liderança mundial formando uma nova era de paz e segurança de toda a terra. Ele vencerá pela diplomacia, pacificamente, convencendo todos os líderes mundiais, com sutileza, engenhosidade e sabedoria. Será um homem diferente de todos os demais, alguém que possuirá as habilidades e os poderes de grandes figuras do passado, como Alexandre o Grande, César Augusto e Napoleão Bonaparte. Terá o admirável dom de atrair as pessoas e a irresistível fascinação de sua personalidade, que vão torná-lo o homem mais notável e importante de seu tempo. 

 

 

São Paulo adverte -: em 2Tes 2, 7, São Paulo diz o seguinte: “Com efeito, o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; então será, de fato, revelado o iníquo...”. Então, esse mistério já está operando e preparando o caminho para a entrada do Anticristo. Com certeza, o Anticristo já está presente, camuflado, em algum lugar, esperando apenas o momento de manifestar-se. Eis alguns aspectos do seu futuro governo, segundo a Bíblia: Governará o mundo inteiro (Ap 13, 7), controlará a economia mundial (Ap 13, 16-17), governará com consentimento mundial (Ap 17, 12-13) e fará um acordo de paz com Israel e os árabes (Dan 9, 27).

 

 

O nome “Anticristo” -: esse termo ocorre apenas quatro vezes da Bíblia, todas elas nas epístolas de São João. As passagens são 1Jo 2, 18; 1Jo 2, 22; 1Jo 4, 3 e 2Jo 1, 7; onde o nome “anticristo” é definido como um espírito de oposição aos ensinamentos de Cristo. O cristianismo prega, entretanto, que este espírito seja uma personificação de um Messias demoníaco que virá nos últimos dias. Por essa razão, os cristãos creem que este anticristo é descrito em outros textos, tais como o livro de Daniel, as cartas de Paulo (como “o homem da iniquidade” ) e o Apocalipse (como “a besta que domina o mundo”). Para muitos estudiosos da Igreja Católica, tal besta foi personificada como o imperador romano Nero. 

 

 

Qual será o tempo do Anticristo? -: segundo muitos teólogos, o anticristo mencionado pelos cristãos do primeiro século era alguém que já atuava naqueles dias. Não era personagem de um futuro tão distante, nem de um futuro próximo, como se pode ver no texto de 1Jo 4, 3: “... anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que havia de vir, e agora já está no mundo”. Ao longo do tempo, diversas correntes cristãs acusaram-se entre si ou atribuíram aos seus inimigos a designação de anticristos, sendo exemplos disso o Cisma dos Papas, as Cruzadas, referindo-se a Maomé, a reforma protestante, acusando o Papa e a contra-reforma, acusando Martinho Lutero. Também há aqueles que acreditam que o termo anticristo pode estar ligado aos modernos movimentos de satanismo.

 

 

Na atualidade -: atualmente, o termo é bastante popular principalmente entre o meio cristão protestante, onde existe uma interpretação por parte de muitos grupos mais radicais de que o anticristo será uma pessoa que se oporá aos mandamentos da Bíblia e organizará uma sociedade baseada em valores outrora atribuídos ao paganismo, onde todos os cidadãos poderão ser controlados através de uma marca na mão ou na testa, à semelhança da marca que os romanos impunham aos seus escravos, ou àquela que era colocada nos prisioneiros dos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial pelos alemães nazistas. Essa marca seria o número 666. 

 

            Este anticristo, por fim, seria derrotado por Cristo em sua segunda vinda, quando o Reino de Deus se estabelecer. 

Na Igreja Católica -: muitos Padres da Igreja trataram do anticristo em suas obras. Eis alguns exemplos:

 

            São Policarpo: alertou aos filipenses que todos os que pregassem uma falsa doutrina seriam um anticristo;

 

            Santo Irineu: achou que seria muito provávelque o anticristo pudesse ser chamado de Lateinos, que é o equivalente em grego para “homem latino”;

 

            São João Crisóstomo: alertou sobre especulações e antigas histórias sobre o anticristo, dizendo: “Não nos deixe saber sobre estas coisas”. Ele pregou que, conhecendo as descrições do anticristo feitas por Paulo em 2Tes, os cristãos evitariam ser enganados;

 

            Santo Agostinho: escreveu o seguinte: “É incerto em qual tempo o Anticristo deve se estabelecer; e ainda se será na ruína do templo que foi construído por Salomão, ou na Igreja”.

 

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