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Escola Vivencial
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Aula 21/2012
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2012
21- O COMEÇO DO CONFLITO DECISIVO (Mc 11, 1 – 33)
(24/Setembro/2012)
 A expectativa da chegada do Messias -: chegando Jesus às vizinhanças de Jerusalém, os discípulos começaram a se perguntar: “o que Ele irá fazer agora?”. Se Jesus fosse o Messias esperado, como toda a Palestina esperava nessa época, a pergunta era bastante razoável. Isso porque, dependendo dos tipos de pessoas, as atitudes do Messias tão aguardado eram diferentes. Vejamos as principais expctativas:
            Os saduceus eram a elite dos sumos sacerdotes, que controlavam o Templo e, na verdade, não esperavam nenhum Messias libertador. Ao contrário, eram aliados dos romanos, pois eram seus principais beneficiários. Tiravam muitas vantagens dos romanos e não lhes interessava que aparecesse um Messias guerreiro.
            Os fariseus acreditavam que o Messias e o Reino de Deus chegariam muito mais rapidamente se a Lei de Moisés fosse cumprida em todos os detalhes (que, por sinal, foram inventados, na sua maioria, por eles e não por Moisés. Por isso, Jesus os combatia). Culpavam o povo judeu por não observar todos esses detalhes da Lei e consideravam o povo como “maldito”.
            Os essênios, que viviam em comunidades fechadas, acreditavam serem  os únicos merecedores do Messias, que chegaria só para atender aos seguidores da seita.
            Os zelotes formavam um grupo belicoso e lutavam contra a dominação romana. Esperavam a vinda de um Messias guerreiro, que libertaria Israel pela força da guerra. Tinham a simpatia da maioria do povo.
            Como se vê, nenhum dos grupos principais esperavam um Messias como era Jesus, que se preocupava apenas do Reino de Deus e não do reino terrestre, e era totalmente avesso à violência. Jesus pregava espiritualidade, tolerância e humildade. Por isso, nenhum desses grupos acreditava ser Jesus o Messias esperado, e sim um adversário a ser destruído. Os discípulos, a julgar pelas suas atitudes e idéias, como já vimos, pareciam ter o mesmo pensamento dos zelotes, esperando que Jesus libertasse Israel pela força.
            Ora, Jesus escolhera justamente a semana da Páscoa para chegar a Jerusalém. Nessa época, chegavam à cidade autoridades do país e peregrinos de todas as partes, a maioria com pensamentos semelhantes aos dos zelotes, pois a Páscoa judaica lembrava justamente a libertação do povo escravo no Egito. Por isso, a guarda romana era reforçada. Os discípulos certamente pensavam: como Jesus irá agir?
 Que Messias é Jesus? -: como já vimos, Jesus foi tirando da cabeça dos discípulos as idéias messiânicas guerreiras, deixando claro até que Ele seria levado à morte, mas ressuscitaria. Se isso foi totalmente compreendido por eles, é duvidoso.
            A primeira atitude de Jesus foi mandar os discípulos trazerem um jumentinho, para nele montar e entrar na cidade. Ora, um líder guerreiro jamais entraria na cidade a ser conquistada montado em um jumentinho. Viria acompanhado de um exército e montado a cavalo. No entanto, grande parte do povo o reconhece como o Messias, espalhando ramos de árvores pelo seu caminho e gritando hosanas. Jesus entra então no Templo e nada faz a não ser olhar ao redor, retirando-se em seguida para Betânia, um vilarejo da periferia. Foi apenas um ato simbólico, mas os poderosos já se colocaram em guarda. Jesus tinha sido aclamado pelo povo como o Messias.
A figueira -: no dia seguinte, Jesus caminhava nos arredores de Betânia e sentiu fome. Viu uma figueira e tentou achar alguns figos, mas nada encontrou. Não era tempo de figos. Jesus, então, amaldiçoou a figueira e, na manhã seguinte, ela estava seca. É importante lembrar que, entre a maldição sobre a figueira e a constatação que ela tinha secado, Jesus havia expulsado os vendilhões do Templo a chicote.
Os vendilhões do Templo -: Por que Jesus fizera tal ato? É simples: os vendedores de animais, artesanatos e lembranças haviam transformado o pátio do Templo num mercado de animais e outras coisas profanas. Os pobres, que somente podiam comprar pombas para oferecer em sacrifício, eram explorados pelos vendilhões. Jesus mostra então que não se deve explorar os pobres. Os cambistas trocavam as moedas romanas (que eram usadas para quase tudo) por moedas que não traziam a figura do Imperador, pois essas moedas romanas não eram aceitas para as esmolas obrigatórias ao Templo, sendo consideradas impuras. Essa troca realizada pelos cambistas era feita com grande lucro. Jesus investe contra os cambistas, também exploradores do povo. Com isso, Jesus estava comprando briga, pois diminuira o lucro dos vendilhões e dos sacerdotes.
            Como vemos, o conflito entre Jesus e as autoridades de Jerusalém estava armado e a tensão crescia. Eram duas posições contrárias e irreconciliáveis, que ameaçavam desencadear um desfecho trágico.
 

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