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Aula 20/02/17 - A Torre De Babel

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2017 

A TORRE DE BABEL

20/Fevereiro/2017

 

 

Uma curta narrativa -: a história da torre de Babel é narrada na Bíblia em apenas nove versículos, encontrados no livro do Gênesis (Gn 11, 1 – 9). Mas é necessário conhecer o que sucedeu antes de sua construção, para melhor se compreender o texto bíblico. Sumarizando bastante, a Bíblia conta que, após as águas do dilúvio se escoar, os descendentes de Sem, um dos filhos de Noé, desceram das terras elevadas e se estabeleceram numa planície (chamada terra de Senaar, na Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates). Aprenderam a fazer tijolos com barro queimado e resolveram construir uma torre com muitos andares, para ficarem famosos por toda aquela região (Essas torres com vários andares chamam-se zigurates e existem ainda hoje em várias regiões do Oriente Próximo). Os zigurates eram, ao mesmo tempo, palácios e santuários de deuses. Diz a Bíblia que, naquele tempo, havia uma só língua falada por todos. E começaram a construção da torre.

 

 

Javé desaprovou a ideia -: Javé “desceu” à cidade, conta o Gênesis, e não gostou da construção da torre, que além de servir a falsos deuses, aumentava a arrogância daqueles homens. Confundiu então a sua linguagem, fazendo com que não se entendessem uns aos outros, o que tornou impossível a continuação do projeto. Daí, os homens se espalharam por toda a terra, o que, na simbologia bíblica, explica a existência de tantas línguas diferentes. O lugar ficou conhecido como “Babel”, que parece derivar da palavra hebraica “balal”, que significa “confusão”. Alguns estudiosos identificaram o lugar como sendo a futura Babilônia, na região onde ainda hoje, como já foi dito, encontram-se zigurates. Porém, o nome Babilônia parece não se originar de Babel e sim de “bab-ilu”, que significa “porta dos deuses”, isso porque na Babilônia adoravam-se muitos “deuses” criados pelo homem.

 

 

Porque Deus castigou o povo-: os zigurates, em sua essência (as ruínas de pelo menos 31 foram descobertas), eram considerados “montes santos”, onde o céu e a terra pareciam se encontrar. A idéia dos homens era “chegar ao céu”, tornando-se, portanto, deuses. O maior dos zigurates era o de Babel, com sete andares e 91,44 metros de altura, coisa absolutamente sem precedentes para a época.

            Antes mesmo de terminar a construção, os homens estavam muito orgulhosos de sua façanha, considerando-se iguais a Deus. O castigo que o Senhor lhes deu destruiu esse orgulho, pois, sem poder se entender, acabaram compreendendo que o maior poder criativo é a linguagem e não o conhecimento técnico.

 

 

A torre de Babel realmente existiu? -: não são muitos os indícios que possam comprovar que a torre de Babel existiu realmente, dado o imenso período de tempo que decorreu desde a narrativa bíblica até os dias de hoje (pelo menos 4.300 anos). Além disso, há poucos indícios do lugar exato da construção da torre. Acrescente-se a isso o número relativamente grande de restos de zigurates na Mesopotâmia e a possibilidade de outros, que possam ter desaparecido completamente, sem deixar vestígios.

           

 A arqueologia (ciência que estuda os restos deixados pela humanidade antiga) não conseguiu situar exatamente o local da torre de Babel. Os indícios possíveis apontam para o sul da Mesopotâmia, atual Iraque, próximo às ruinas da Babilônia, ou no sul do Irã.

 

 

Testemunhos fora da Bíblia -: o testemunho mais explícito da existência da torre de Babel encontra-se numa estela (fragmento de pedra gravada com “escritas” da época) babilônica, datada de mais ou menos 570 antes de Cristo e atribuída ao rei Nabucodonosor II, e que diz o seguinte: “Um antigo rei construiu o templo da Sete Luzes da Terra, mas ele não completou seu trabalho. Desde os tempos remotos, as pessoas tinham-no abandonado, pois não podiam expressar suas palavras. Desde aquele tempo, terremotos e relâmpagos tinham dispersado o seu barro secado pelo sol; os tijolos da cobertura tinham-se rachado, e a terra do interior tinha sido dispersada em montes” (Estela de Nabucodonosor II, The Schoyen Collection). Se não fosse verdade, porque iria o rei mandar gravar uma pedra com essas afirmações tão exatas? Nabucodonosor II informa ainda que ele mesmo havia mandado recolher o material da torre ainda aproveitável, para construir uma nova torre, não restando então nada da torre original.

            Outro testemunho não bíblico pode ser encontrado no livro “Antiguidades Judaicas”, do historiador judeu Flávio Josefo (37 d.C. – 100 d.C.). Diz o livro que Nemrod, neto de Cam, filho de Noé, mandou construir a torre para demonstrar o seu poder. Utilizou para isso o povo judeu escravizado. O material utilizado e as dimensões da torre, descritos no livro, concordam com o que a Bíblia aponta. Flávio Josefo diz ainda que Deus se encolerizou com as pretensões de Nemrod e confundiu a linguagem dos homens, tornando impossível o término do trabalho. O local da construção da torre é chamado de Babilônia, da palavra judaica antiga “balal” ou “babel”, que significa “confusão”.

 

O objetivo da narrativa -: o que o escritor sagrado quis mostrar com a narrativa do episódio da torre de Babel?

a)      Em primeiro lugar, que a humanidade não deve orgulhar-se de coisas simplesmente materiais;

b)      Que os homens devem, em primeiro lugar, ser obedientes a Deus e não a si próprios;

c)      Que os homens não devem querer igualar-se a Deus;

d)     Que a humanidade precisa aprender a ser humilde;

e)      E o que mais possa ser pensado sobre o assunto.           

 

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