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Escola Vivencial
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Aula 19/2012
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2012
 
19- VIDA, INSTRUÇÕES E CORREÇÕES (Mc 9, 2 – 50)
(27/Agosto/2012)
 
A vida supera a morte -: neste início de capítulo, é revelado a Pedro, Tiago e João o sinal da vitória de Deus sobre todos aqueles que pretendem impedir a caminhada de Jesus para realizar a sua missão: a Transfiguração. Ela acontece sobre “uma alta montanha”, segundo as palavras de Marcos (Mc 9, 2). Continuando, Marcos diz que “as roupas de Jesus ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira do mundo as poderia alvejar” (Mc 9, 3). Jesus havia dito que iria sofrer muito, ser rejeitado pelos chefes dos sacerdotes e doutores da Lei e que deveria ser morto (Mc 8, 31). Agora, é mostrado que Deus irá transformar a morte em vida plena.
O texto continua: “Apareceram-lhes Elias e Moisés, que conversavam com Jesus” (Mc 9, 4). Essa conversa de Jesus com as duas personagens do Antigo Testamento (embora não seja dito sobre o que conversavam) indica que não existe uma ruptura entre o projeto de Jesus e o projeto de Deus na antiga aliança. Ao mesmo tempo, mostra que Jesus inicia a última etapa, em que o Reino de Deus caminha para sua realização definitiva.
 
Ainda uma atitude materialista... o versículo 5 mostra que a reação de Pedro, diante da visão, ainda é de quem nada entendeu: “Mestre, vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Ele já quer se instalar numa situação definitiva e de bem estar e glória. Continua pensando nas coisas dos homens e não nas coisas de Deus.
 
...que precisa ser corrigida -: a cena seguinte faz com que Pedro e os outros voltem à realidade: “Então desceu uma nuvem e os cobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: `Este é o meu Filho amado. Escutem o que Ele diz!´ E, de repente, eles olharam em volta e não viram mais ninguém, a não ser Jesus com eles” (Mc 9, 7 – 8). O pedido para que Jesus seja escutado é exatamente o que Pedro havia esquecido, ao querer se instalar e ali ficar gozando a glória de Deus. Sabendo que a incompreensão da sua missão ainda perdura nos discípulos, Jesus os adverte para que não digam nada do que presenciaram a ninguém, pois isso poderia provocar uma idéia triunfalista do seu seguimento. Ainda mais, eles continuam não entendendo o que será a Ressurreição.
 
O Reino já começou -: acreditava-se na época que, antes do Messias aparecer, o profeta Elias retornaria ao mundo. Jesus confirma isso, mas declara: “Eu, porém, digo a vocês: Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que queriam, exatamente como as Escrituras falaram a respeito dele” (Mc 9, 13). João Batista, diz Jesus, é Elias. A morte de João Batista é um sinal para o início da prática de Jesus, assim como um sinal da morte de Jesus. Se os discípulos não entenderem isso, continuarão com uma falsa idéia do Messias.
 
O poder da oração -: os discípulos falham em curar um menino epiléptico (Mc 9, 14 – 18) e Jesus fica aborrecido: “Ó gente sem fé! Até quando deverei ficar com vocês? Até quando terei de suportá-los?” (Mc 9, 19). A falhados discípulos provoca, inclusive, uma falta de confiança no poder de Jesus, pois o pai do menino diz a Ele: “Se podes fazer alguma coisa, tem piedade de nós e ajuda-nos” (Mc 9, 22). A resposta de Jesus é uma séria lição para os discípulos e para todos nós: “Tudo é possível para quem tem fé” (Mc 9, 23). E cura o menino.
            Os discípulos querem então saber por que não conseguiram curar o menino. Jesus então explica que o mal que possuía o menino só podia ser extirpado com muita oração, e oração feita com fé.
 
A ambição do poder -: uma discussão entre os discípulos sobre qual deles era o maior faz com que Jesus os ensine sobre outro aspecto do seu Reino: “Se alguém quer ser o primeiro, deverá ser o último, e ser aquele que serve a todos” (Mc 9, 35). Toda atitude que tem como objetivo ser superior aos outros está completamente fora do Plano de Deus, ensina Jesus.
 
Quem está a favor de Jesus? -: temos a tendência de achar que Deus só age dentro de nossa religião, ou até de nosso grupo. Os discípulos também pensavam assim: “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não nos segue” (Mc 9, 38). Jesus corrige esse tipo de mentalidade mesquinha, mostrando que o bem sempre está dentro do Plano de Deus, seja ele realizado dentro do círculo de seguidores ou fora dele: “Não lhe proíbam, pois ninguém faz um milagre em meu nome e depois pode falar mal de mim. Quem não está contra nós, está a nosso favor” (Mc 9, 39 – 40).
            Eis aí uma lição para todos nós.
 

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