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Aula 19/2009
19- SEGUNDA CARTA A TIMÓTEO
RETRATOS DE PASTOR E DE MÁRTIR
(1,6 – 2, 26)
 
Primeiro retrato de pastor -: “Convido-o a reavivar o dom de Deus que está em você, pela imposição de minhas mãos. De fato, Deus não nos deu um espírito de medo, mas um espírito de força, de amor e de sabedoria. Não se envergonhe, portanto, de dar testemunho de Nosso Senhor, nem de mim, prisioneiro; pelo contrário, participe do meu sofrimento pelo Evangelho, confiando no poder de Deus” (2Tim 1, 6 a 8).
   Este primeiro retrato de um pastor cristão (e nosso, como cristãos de hoje) mostra alguns traços do que deve ser um verdadeiro cristão. Em primeiro lugar, recebemos um dom de Deus, que é a fé, e que esse dom deve ser reavivado constantemente. Se não for reavivado, tende a desaparecer. Paulo mostra ainda que o dom de Deus nos dá um espírito de força, amor e sabedoria. Esses são traços fundamentais do verdadeiro cristão que anuncia o Evangelho (como é o nosso caso).
   Fortalecido com essas características, o pastor (e nós, é claro) está em condições de anunciar Jesus Cristo em qualquer situação e lugar, sem se envergonhar disso. A expressão “não se envergonhar” é muito importante e deve ser uma característica do cristão verdadeiro.
   Além disso, Paulo mostra a Timóteo e a todos nós que o cristão não está livre de sofrimentos. O sofrimento faz parte da vida de todos, e para Paulo, o sofrimento, antes de ser um fardo, significa fazer parte do sofrimento de Cristo durante a sua Paixão. É por isso que, na carta, Paulo não teme pedir a Timóteo a solidariedade no seu sofrimento. Aquele que faz parte do sofrimento de Cristo mostra que confia no poder de Deus, porque Deus libertou Jesus do sofrimento e da morte. O mesmo acontecerá com todos os que se solidarizam com Jesus no sofrimento.
 
Primeiro retrato do mártir cristão (1, 11 – 16)-: “Fui constituído anunciador do Evangelho, Apóstolo e mestre.Esta é a causa dos males que estou sofrendo. Todavia, não me envergonho, porque sei em quem coloquei minha fé (...) Você sabe que todos os da Ásia me abandonaram, entre eles Figelo e Hermógenes. Que o Senhor conceda misericórdia à família de Onesíforo, porque ele muitas vezes me confortou e não se envergonhou de eu estar preso...”.
   O primeiro retrato do mártir cristão salienta estes aspectos:
1-      O compromisso é com o anúncio do Evangelho;
2-      Esse anúncio provoca sofrimento. Por que? Porque não é possível anunciar o Evangelho sem denunciar todos os males que existem na sociedade, como corrupção, ambições de poder, opressão dos mais fracos, etc. Quem anuncia o Evangelho provoca reações dos poderosos e, consequentemente, problemas e sofrimento. Foi o que aconteceu a Jesus e a todos os que O seguiram;
3-      O verdadeiro cristão não se envergonha de ser cristão em qualquer lugar e em qualquer situação, como Paulo mostrou com sua vida;
4-      O cristão não tem medo de ser abandonado por aqueles que julgava amigos, como Jesus nos mostrou quando foi abandonado no Horto do Getsêmani.
 
Segundo retrato do pastor (2, 1 – 7)-: “Você, porém, fortifique-se sempre na Graça que está em Jesus Cristo.O que você aprendeu de mim, transmita-o a homens de confiança, que possam ensinar a outros. Participe dos sofrimentos como bom soldado de Cristo. Ao se alistar no exército, o soldado não se envolve com os negócios da vida civil, se quiser agradar a quem o alistou. Também o lutador não obterá a coroa, se não tiver lutado segundo as regras. O agricultor que trabalha deve ser o primeiro a ter parte nos frutos do trabalho.Procura escutar o que te digo e o Senhor te dará a
compreensão de tudo”.
   Se no primeiro retrato do pastor a palavra-chave era reavivar, no segundo é o verbo fortificar-se na Graça que está em Jesus Cristo. Também aqui existe o tema do sofrimento.
   Existem ainda três figuras que ilustram muito bem como deve ser o cristão consciente: o soldado, combatendo pelo Evangelho contra tudo o que oprime o ser humano; o lutador, que deve ser coerente e fiel àquilo que Cristo ensinou, para merecer a vitória final, e o agricultor, que tem direito, após o trabalho, a ser o primeiro a participar da ressurreição de Jesus.
 
Terceiro e quarto retratos do pastor (2, 14 – 18; 22 – 26)-: nestes trechos, Paulo adverte que não se deve entrar em conflitos com falsas lideranças religiosas e diz que as discussões com os opositores servem somente para a confusão e o desânimo de quem as ouve. Isso deve servir para nós quando nos deparamos com aqueles que querem desvirtuar a fé católica.
 

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