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Escola Vivencial
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Aula 18/2012
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2012
 
18 – AFINAL, QUEM É JESUS? (Mc 8, 27 – 38)
(06/Agosto/2012)
 
Quem dizem que Eu sou? -: o Evangelho de Marcos foi escrito principalmente para responder à pergunta “Quem é Jesus?” e, ao mesmo tempo, para mostrar o caminho que Jesus queria que todos seguissem. Neste final do capítulo 8, estamos com Jesus a caminho de uma grande cidade da época, Cesaréia de Filipe (havia outra Cesaréia, morada de Herodes, chamada Cesaréia Marítima, às margens do oceano, na Galiléia).
            Caminhando, Jesus vira-se para os discípulos e pergunta: “Quem dizem os homens que Eu sou?”(Mc 8, 27). Parecia uma questão de resposta fácil; no entanto, houve uma variedade de respostas: “Alguns dizem que tu és João Batista, outros, que és Elias; outros ainda que és um dos profetas” (Mc 8, 28). Passemos esta pergunta para os dias de hoje: as respostas seriam ainda mais diversas.  Mas, naquele momento, interessa a Jesus o que os seus discípulos pensam dele: “E vocês, quem dizem que Eu sou?”. Surpreendentemente, a resposta vem rápida e segura, por meio de Pedro: “Tu és o Messias” (Mc 8, 29). Ficamos surpresos e contentes com Pedro, que acertou de primeira. Será mesmo? Veremos mais à frente.
 
A ordem de silêncio -: como sempre, Jesus tem atitudes que nos parecem estranhas. Ouvindo a resposta precisa de Pedro, Ele proíbe que eles falem a alguém a respeito disso. Já vimos, entretanto, que essas proibições tinham a finalidade de proteger Jesus e evitar que Ele fosse mal interpretado por todos. Mas não era só isso: alguma coisa estava faltando na resposta de Pedro. Na época, a palavra “Messias” indicava alguém que traria a presença gloriosa de Deus para o meio do povo e o libertaria de seus opressores, expulsando os romanos por meio de batalhas, retificando a Lei e instaurando o Reino de Deus em Israel. E esse é realmente o problema: será que Pedro entendia, na verdade, quem era Jesus? Certas correções são necessárias e é o que Jesus irá fazer.
 
O caminho de Jesus -: para surpresa dos discípulos, Jesus corrige a resposta triunfalista de Pedro e diz: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar depois de três dias” (Mc 8, 31). A interpretação ufanista do Messias vem abaixo: o caminho de Jesus levará a um final trágico. Jesus não se identifica com o Filho do Homem glorioso descrito pelo profeta Daniel, mas sim com o Servo Sofredor de Isaías. E quem quer seguir Jesus, deve estar consciente desse caminho a ser seguido.
 
A reação de Pedro -: vemos agora quanto era errada a concepção de Pedro (e dos outros) sobre Jesus. Ainda mais: “Então, Pedro levou Jesus para um lado e começou a repreendê-lo” (Mc 8, 32). Tanto ele quanto os demais discípulos ficam atordoados: achavam que Jesus era o Messias guerreiro e glorioso, que armaria um esquema de poder e triunfo. No entanto, a resposta de Jesus a Pedro, ouvida por todos, cai sobre eles como um raio: “Fique longe de Mim, Satanás! Você não pensa as coisas de Deus, mas as coisas dos homens!” (Mc 8, 33). Jesus viu que até seus discípulos tinham as mesmas idéias dos fariseus e das autoridades judaicas sobre o Messias. E não era nada disso. Jesus deixa bem claro que quem quer seguí-lo não deve pensar em poder e glórias materiais.
 
O seguimento de Jesus -: todos aqueles que aderem a um líder e o acompanham em seu caminho, pensam na vitória final, esperando conseguir um lugar privilegiado, quando o líder tiver o poder nas mãos. Os discípulos também pensam assim. “Então, Jesus chamou a multidão e os discípulos e disse: Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga” (Mc 8, 34). Dessa forma, qualquerpossibilidade de ligar o projeto e o seguimento de Jesus com a ambição do poder é desmantelada. E é preciso, além disso, enfrentar o que está errado sem medo, como Jesus o fez.
 
Perder a vida -: continuando, Jesus acena com mais problemas para o seu seguimento: “Quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la, mas quem perde a sua vida por causa de Mim e da Boa Nova, vai salvá-la” (Mc 8, 35). Jesus mostra então que, quem só se interessa em ter poder e ambições na sua vida material, perderá a verdadeira vida, aquela que interessa a Deus.
 
Envergonhar-se de Jesus -: muitas personagens que encontramos pelo caminho do Evangelho começaram a se envergonhar de Jesus, não aceitando suas atitudes: os fariseus fazem um plano para matá-lo, os doutores da Lei o consideram possuído pelo demônio, os gerasenos querem que Ele vá embora de suas terras, seus parentes ficam escandalizados com Ele, Pedro o repreende, não aceitando o caminho que Jesus vai percorrer. E nós? Quando for preciso, num momento grave, vamos também nos envergonhar de Jesus? Eis o que Jesus pensa disso: “Se alguém se envergonhar de Mim e das minhas palavras diante dessa geração adúltera e pecadora, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com seus santos e anjos” (Mc 8, 38).
 

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