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Aula 18/09/17 - Muitos Os Chamados, Poucos Os Escolhidos

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA -2017

 

MUITOS OS CHAMADOS, POUCOS OS ESCOLHIDOS

18/Setembro/2017

 

                       

Ø  Parábola da Vinha: Mt 20, 16 – “Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.   

               

Ø  Parábola das Núpcias: Mt 22, 14 – “De fato, muitos são chamados, mas poucos são escolhidos”

 

                       

A frase repetida -: No final de ambas as parábolas, encontramos uma frase com o mesmo sentido: “Porque muitos serão chamados, mas poucos serão escolhidos”. Por que 2 vezes? Parece claro para aqueles que estudam a Bíblia que esta frase, no final da parábola da vinha é um acréscimo inexistente, tirado justamente do final da parábola das núpcias.

 

                        Na parábola da vinha, a explicação é que Jesus, sabendo que os judeus se consideravam herdeiros exclusivos do Reino de Deus, e que pagãos e não judeus não tinham direito a ele, procurou mostrar-lhes que a misericórdia de Deus alcança a todos. Os judeus, nesta parábola, são os trabalhadores chamados por primeiro; os outros representam os gentios. Quando o dono da vinha dá a todos a mesma recompensa, os primeiros judeus reclamam e são repreendidos por Deus, que lhes mostra que a sua misericórdia quer dar a todos o mesmo direito, e que o céu não é exclusividade deles.

                        Nesse contexto, a frase final parece, e está fora de lugar. Não constava do Evangelho original, e foi aí acrescentada posteriormente.

 

                        Na parábola das núpcias, um rei preparou um banquete para o casamento do filho, mas os convidados não quiseram vir. Insistiu, e os convidados não só não atenderam ao convite, como ainda surraram e mataram os enviados. O rei então se irou, e enviou seus soldados, que castigaram aqueles homicidas e destruíram sua cidade.

 

                        Aqui, é evidente a alusão aos judeus, convidados para entrar no Reino, aceitando o Evangelho, mas não só se negando como também matando os enviados (clara referência aos apóstolos e a Jesus mesmo). Deus, portanto, os castigou e destruiu sua cidade (Jerusalém). A esta parábola se refere a frase que estamos estudando. Muitos significa todos, ou seja, todos os judeus foram chamados por Deus em primeiro lugar.  Isso pode ser provado pela frase de Jesus em Mt 23, 37 (Jerusalém, Jerusalém...). Apenas alguns poucos judeus atenderam ao chamado de Jesus.

 

                        É só esse o significado desta frase, que deve ser encarada sempre como fazendo parte da parábola, e nunca isoladamente, dando a impressão de que o número daqueles que entram no Reino de Deus é muito pequeno. Como vimos na parábola dos trabalhadores da vinha, a misericórdia de Deus é muito grande para condenar tantos filhos seus. Até mesmo os chamados na última hora, se convertidos, entrarão no Reino.

 

 

Outras citações de Jesus -: no Evangelho de Marcos (Mc 10, 31) também aparece à frase “muitos dos primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros”, dita por Jesus ao final da passagem do homem rico. Jesus tinha acabado de falar com um homem muito rico, que queria saber o que fazer para entrar no Reino de Deus. Infelizmente para ele, não era o que ele havia feito, mas o que Jesus queria que ele fizesse que lhe garantisse a vida eterna. Jesus nada mais fez que mostrasse ao homem rico qual era o ídolo de seu coração: o dinheiro. E quem tem os bens materiais como primeira escolha, jamais terá lugar no Reino de Deus.

 

            No Evangelho de Lucas (Lc 13, 22-30) Jesus usou esta frase em um contexto completamente diferente, embora fosse, como todas as suas parábolas, sobre o Reino de Deus e como entrar nele, ou seja, como conseguir a salvação.

 

            “Alguém lhe perguntou: Senhor! são poucos os que se salvam? Ele lhes disse: Esforcem-se para entrar pela porta estreita, porque eu lhes digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. Quando o dono da casa se levantar e fechar a porta, vocês ficarão do lado de fora, batendo e pedindo: Senhor abre-nos a porta. Ele, porém, responderá: Não os conheço, nem sei de onde são vocês. Então, vocês dirão: Comemos e bebemos contigo, e ensinaste em nossas ruas. Mas ele responderá: Não os conheço, nem sei de onde são vocês. Afastem-se de mim, todos vocês que praticam o mal”.

 

            Como se vê, desta vez Jesus estende o sentido da frase para todos nós, e não somente para os judeus, que não se converteram. Mesmo sendo chamados, se não observarmos com muito cuidado os seus ensinamentos, poderemos estar na situação daqueles que dele ouviram a frase “Não os conheço, nem sei de onde são vocês”. Esforcemo-nos para entrar pela porta estreita.

 

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