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Aula 18/05/15 - A Bíblia e o Simbolismo

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2015

A BÍBLIA E O SIMBOLISMO

18/Maio/2015 

A necessidade do simbolismo bíblico -: não é desconhecido que a Bíblia contém alguns episódios simbólicos, que foram escritos pela necessidade de se explicar (ainda que de maneira alternativa) alguns atos de Deus, sobre os quais não se tinha, e ainda não se tem nenhuma forma de comprovação.

            Estas narrativas simbólicas estão quase que exclusivamente no Antigo Testamento, principalmente no Pentateuco (os 5 primeiros livros da Bíblia). O simbolismo está presente tanto na criação do mundo quanto em outros acontecimentos, que na maioria das vezes, procuram passar algum princípio moral ou religioso.

            Embora poucos também alguns acontecimentos do Novo Testamento são simbólicos, com a mesma finalidade moral e religiosa. Serão vistos a seguir os principais acontecimentos bíblicos onde se acredita haver o recurso simbólico. 

 

A criação do mundo -: a narração bíblica da criação do mundo usa uma linguagem evidentemente simbólica, desde que, na época em que foi escrita, não havia nenhuma forma com provável de se explicar o fenômeno. O livro do Gênesis indica que Deus criou o mundo em 6 dias, e no sétimo dia descansou. A ciência encontra no fato outra explicação, que diz que o Universo nasceu de uma grande explosão, conhecida como “o Big Bang”. Mas, o que explodiu? O que havia antes? A ciência não tem explicação. A religião tem: Deus.

            É interessante notar ainda que a ciência chamada Geologia prova que o mundo foi criado em 6 eras geológicas. Aí o simbolismo dos 6 dias da criação parece indicar a inspiração de Deus no escritor sagrado, que não tinha a menor idéia de eras geológicas. 

 

Adão e Eva -: os primeiros seres humanos aparecem tanto na Bíblia quanto no Alcorão. A narrativa da costela retirada de Adão e que deu origem à mulher parece simbolizar que um casal é feito da mesma essência divina. Quanto aos nomes, em hebraico antigo a palavra Adam (Adão) significa “ser humano”, qualquer ser humano. Muitos exegetas acreditam que a palavra Adam seria o nome de uma tribo de seres humanos primitivos, particularmente formados por homens. O paraíso onde Adão viveu também tem uma particularidade: a palavra hebraica Adamah significa “terra fértil”.

            Continuando, a palavra hebraica Hawah (Eva) quer dizer “mãe de todos os seres vivos”. O simbolismo de Adão e Eva é bem evidente. 

 

Melquisedec -: este personagem bíblico aparece somente uma vez, interagindo principalmente com Abraão. Alguns estudiosos judeus o identificaram com Sem, filho de Noé. Os exegetas cristãos dizem que esse personagem é simbólico, significando uma espécie de “protomessias”, por possuir algumas características místicas. Ainda mais, a Bíblia diz que Melquisedec não possuía genealogia, não tinha pais nem parentes.

 

O Êxodo -: outra passagem bíblica fortemente simbólica é narrada no livro do Êxodo. Todos conhecem a história da fuga dos judeus do Egito, sob o comando de Moisés. Os dados científicos históricos apontam que, durante o reinado do faraó Ramsés II, havia muitos escravos no Egito, inclusive um grupo de judeus. Como o Egito entrou em guerra com nações vizinhas, a vigilância sobre os escravos afrouxou, e os judeus fugiram. Perseguidos, aproveitaram a maré baixa e atravessaram o braço de mar. Os soldados do faraó não conseguiram atravessar, pois a maré já havia subido quando eles chegaram ao local. Embora simbólica em muitos aspectos, o episódio realmente aconteceu. 

 

Sansão e Dalila -: esta passagem bíblica simbolicamente representa a vitória dos israelitas sobre os cananeus, que realmente aconteceu. Porém, as lutas de Sansão e suas vitórias nas montanhas contra os inimigos, armado com uma queixada  de burro, e a traição de Dalila, cortando os seus cabelos (fonte de força de Sansão) parece ser apenas um conto folclórico, para criar um herói nacional. Mas, entretanto, existe em Israel uma montanha chamada Ramat Leqi, que significa “montanha da queixada”. Por que, não se sabe. 

 

Noé e o dilúvio -: também é bastante conhecida essa narrativa bíblica. Outros livros antigos, inclusive anteriores à Bíblia, também se referem a uma inundação catastrófica ocorrida naquelas paragens. Os exegetas colocam em dúvida a história de Noé e a arca, desde que seria impossível colocarem-se todos os animais da terra confinados ali. O simbolismo da história poderia querer explicar a punição de Deus contra o povo que não procedia de acordo com a vontade de Deus. 

 

No Novo Testamento -: os Evangelhos e os demais livros do Novo Testamento também possuem alguns aspectos simbólicos, e personagens que parecem não ter nenhuma ação importante. Um desses personagens é Mathias, escolhido pela sorte para ficar em lugar de Judas, o traidor. O livro dos Atos dos Apóstolos apenas cita o caso, e Mathias desaparece completamente. Teria existido realmente o novo apóstolo, ou seria apenas uma forma de completar o número 12, extremamente místico entre os judeus? 

 

Barrabás -: alguns livros judeus se referem a um zelote chamado Yussef Bar – Abbas (José filho de Abbas), criminoso conhecido e que pode ser o Barrabás que foi escolhido para se  salvar da morte, em lugar de Jesus. Alguns estudiosos dizem que esse personagem foi escolhido para figurar na narrativa bíblica, para significar que o supremo Bem é trocado pelos homens pelo grande Mal. Dizem ainda outros que Barrabás se converteu e juntou-se aos apóstolos sob o nome de José, o Justo, que perdeu para Mathias no sorteio acima referido. Não parece ser verdade.

 

O Número Quarenta -: um número místico judeu. O grupo judeu que fugiu do Egito vagou por 40 anos no deserto, Jesus jejuou 40 dias, etc. É um número que significa muito tempo. 

 

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