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Aula 17/03/2014
 ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2014
 
A DOUTRINA DO PURGATÓRIO
17/MARÇO/2014
 

Após a morte -: desde os primórdios, a Igreja, assistida pelo Espírito Santo (cf. Mt 28, 20; Jo 14, 15.25) acredita na purificação das almas após a morte, e chama a este estado (não é um lugar) de Purgatório (o verbo purgar significa pagar ou expiar uma pena). Ao ensinar sobre esta doutrina, o Catecismo católico diz que “aqueles que morrem na graça de Deus, mas imperfeitamente purificados, estão certos de sua salvação eterna, todavia sofrem uma purificação após a morte, a fim de obter uma santificação necessária para entrar na alegria do céu” (CIC, 1030). Logo, isto significa que as almas do Purgatório estão salvas, e isto lhes dá grande alegria.

 

As bases da doutrina do Purgatório -: a Igreja Católica firmou esta crença nos Concílios de Florença (1438 – 1445) e Trento (1545 – 1563), baseada nos ensinamentos da Sagrada Escritura (2 Mac 12, 46), onde se diz que Judas Macabeus mandou oferecer um sacrifício expiatório a favor dos mortos, “a fim de que fossem purificados de seus pecados”. Desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios pelos mesmos, principalmente através da Eucaristia.

            É preciso ressaltar que a Igreja recomenda também a esmola, as obras de caridade e de penitência em favor dos mortos. Note-se também que isto não é uma “invenção” da Igreja Católica, como dizem alguns. O ensinamento sobre o Purgatório tem raízes já na crença dos próprios judeus, cerca de 200 anos antes de Cristo, quando ocorreu o episódios de Judas Macabeus: alguns soldados judeus foram achados mortos num campo de batalha, tendo debaixo de suas roupas alguns objetos consagrados aos ídolos, o que era proibido pela Lei de Moisés. Então, Judas Macabeus mandou fazer uma coleta para que fosse oferecido em Jerusalém um sacrifício pelos pecados desses soldados. O autor sagrado, inspirado pelo Espírito Santo, louva a atitude de Macabeus. E escreve o seguinte: “Se ele não esperasse que os mortos que haviam sucumbido iriam ressuscitar, então seria supérfluo e tolo rezar pelos mortos.Mas, se considerasse que uma belíssima recompensa está reservada para os que morreram piedosamente, então era santo e piedoso o seu modo de pensar”.

 

Por que o Purgatório é necessário? -: Temos que considerar o seguinte: Deus é Santo, sem nenhuma mancha. Como disse o Papa Paulo VI, “Deus é três vezes santo”.  Os ensinamentos da Igreja, deixados para nós pelo próprio Jesus, nos dão certeza que iremos encontrar Deus Pai face a face, no céu, se lá a Sua misericórdia nos permitir chegar. Ora, sabemos que nenhum ser humano está livre de pecado, por melhor que seja. Como, então, um ser imperfeito poderá estar face a face com Deus? A resposta é óbvia: “Só quando estiver inteiramente purificado e livre de toda a mancha”. Ninguém morre inteiramente purificado, nem mesmo o mais santo dos homens. Há que haver um estágio onde o espírito seja limpo de qualquer resquício de pecado. É aqui que se chega à conclusão que o Purgatório é necessário, e mais do que uma crença, é uma realidade.

 

Uma prova da Graça de Deus -: como dizem os não católicos, não adianta rezar pelos mortos, pois, quem morre, é imediatamente julgado e já tem seu destino selado.

A Igreja Católica nos ensina que não é bem assim, pois nesse caso, onde estaria a misericórdia de Deus? Se ninguém completamente puro pode ver a Deus, nesse caso, estamos todos condenados, ninguém se salvará, e o inferno está repleto e o céu vazio. E Jesus nos ensinou que não é assim. Portanto, longe de considerarmos o Purgatório um estado de castigo, compreendamos que ele é a prova da Graça e do Amor de Deus para com todos nós. Mesmo morrendo imperfeitos, Deus nos dá a oportunidade de nos salvarmos, através do Purgatório.  

 

São Paulo Apóstolo e o Purgatório -: o santo evangelizador recebeu, como ele mesmo confessou, a sua pregação diretamente de Jesus. Em 1Cor 3, 10, ele fala de pessoas que construíram a sua vida sobre a fé em Jesus Cristo, utilizando uns, material precioso, resistente ao fogo (ouro, prata, pedras preciosas); outros, utilizando madeira ou palha, que não resistem ao fogo. São todos fiéis a Cristo, mas uns com muito zelo e fervor, outros com fraqueza e relutância. E Paulo apresenta o juízo de Deus sob a imagem do fogo a provar a vida de cada um. Se as obras resistirem, o autor receberá sua recompensa. Se não resistirem, o autor sofrerá consequências, isto é, uma pena que não será a condenação, pois o texto diz que o trabalhador se salvará, mas como que “através do fogo”, isto é, com sofrimentos.

 

Uma vez no Purgatório ... -: a alma está salva, apesar de todos os problemas que possa apresentar. Diz a Tradição católica que a alma no Purgatório verá com toda clareza a sua vida na terra, o seu amor insuficiente a Deus e então rejeitará toda a incoerência a desse pobre amor, vencendo assim os pecados que nesta vida se opuseram à santa Vontade de Deus. Neste estado, a alma se arrepende até ao extremo, e o amor a Deus extingue nela todas as manchas, de modo que ela se purifica completamente. Mas antes de chegar a isso, a alma sofre por ter sido negligente e, por culpa própria, tenha atrasado seu encontro com Deus. Mas, de todas as formas, é um sofrimento nobre e espontâneo, inspirado pelo amor a Deus.

 

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