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Aula 15/2010
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2010
 
15 – OS MISTÉRIOS DA VIDA PÚBLICA DE JESUS

(Itens 535 a 560 do Catecismo da Igreja Católica)

 

O Batismo de Jesus -: A vida pública de Jesus tem início com o seu Batismo, feito por João Batista no rio Jordão. Naquela ocasião, João Batista pregava um “batismo de arrependimento” para a remissão dos pecados. Uma multidão de pessoas (principalmente soldados, publicanos, fariseus, saduceus e prostitutas) vem fazer-se batizar por ele. Jesus aparece e  João Batista hesita em batizá-lo, mas Jesus insiste.

            Recebendo o Batismo, vem sobre Jesus o Espírito Santo, sob a forma de uma pomba, e uma voz do céu proclama “este é o meu Filho bem amado” (Mt 3, 13 – 17). Esta manifestação sobrenatural é chamada “Epifania” e confirma Jesus como o Filho de Deus e Messias de Israel. Acontecerão outras Epifanias na vida pública de Jesus.

            Por que Jesus quis ser batizado por João, se Ele não tinha pecado? Esse batismo representa, da parte de Jesus, a aceitação e a inauguração de sua missão de Servo Sofredor. Deixa-se contar entre os pecadores, merecendo o título de Cordeiro de Deus, aceitando morrer pela nossa redenção. É a sua inteira submissão à vontade de Deus.

 

As tentações de Jesus -: Levado pelo Espírito Santo ao deserto, Jesus fica ali um bom tempo sem comer. No final deste tempo, o diabo o tenta por três vezes, mas Jesus o afasta. O mal retira-se, para voltar “no tempo oportuno” (Lc 4, 13). As tentações mostram de que maneira Jesus é o Messias: age ao contrário do que lhe propõe Satanás e também ao contrário do que lhe proporão os homens, mais tarde. A Igreja associa-se aos sofrimentos de Jesus no deserto através dos quarenta dias da Quaresma.

 

O Reino de Deus está próximo -: depois da prisão de João Batista, Jesus vai para a Galiléia, proclamando o Evangelho. Começa a ser cumprida a vontade de Deus, inaugurando o Reino celeste na terra. Todos os homens são chamados a pertencer e este Reino. Anunciado primeiro ao povo de Israel, o Reino de Deus está destinado a acolher todos os homens de todas as nações. O que Deus exige como “bilhete de ingresso” ao Reino? Apenas que se pratique os ensinamentos de Jesus.

            Jesus diz que o Reino pertence aos pobres e aos pequenos, ou seja, àqueles que, independentes de sua condição, O aceitam de coração humilde. Identifica-se com os pobres de todos os tipos e faz do amor para com eles a condição para entrar no seu Reino. Jesus convida também os pecadores: “Não vim chamar os justos, mas os pecadores” (Mc 2, 17). Convida os pecadores à conversão, mostrando-lhes, com palavras e atos, a misericórdia de Deus.

            Jesus ensina através das parábolas como é o seu Reino. Os homens acolhem as suas palavras como um terreno duro ou como uma terra boa? Que fazem os homens dos talentos recebidos?

 

Os sinais do Reino de Deus -: Jesus acompanha suas palavras com numerosos “milagres, prodígios e sinais” (At 2, 22) que provam que o Reino está presente nele. Os sinais operados por Jesus testemunham que Deus o enviou e convidam a crer nele. Os sinais que Jesus mostra não se destinam a satisfazer a curiosidade e os desejos fúteis. Mas, apesar de todos os milagres e sinais, Jesus é rejeitado por muitos, sendo até mesmo acusado de agir com a ajuda de Satanás.

 

            Ao libertar certas pessoas de males terrestres como a fome, a injustiça, a doença e até mesmo a morte, Jesus mostrou de onde provinha seu poder. Mas tudo isso foi feito com uma só intenção: a de libertar os homens da escravidão do pecado.

 

As chaves do Reino -: Jesus escolhe doze homens para participarem de sua missão, dá a eles participação na sua autoridade e envia-os a proclamar o Reino de Deus. Permanecem eles para sempre associados ao Reino, pois Jesus dirige a Igreja por intermédio deles.

            No colégio dos doze, Simão Pedro ocupa o primeiro lugar. Quando Pedro confessa que Jesus é o Filho de Deus, ouve estas palavras: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). Jesus confiou a Pedro uma autoridade específica: “Eu te darei as chaves do Reino dos céus: o que ligares na Terra será ligado nos céus, e o que desligares na Terra será desligado nos céus” (16, 19). O poder das chaves significa a autoridade para governar a Igreja. Depois da sua Ressurreição, Jesus outra vez confirma a autoridade de Pedro, quando lhe diz “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21, 15 – 17).

            O poder de “ligar e desligar” significa a autoridade para absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinários e tomar decisões disciplinares na Igreja.

 

Uma antevisão do Reino: a Transfiguração -: quando Jesus começa a dizer aos seus discípulos que teria de ir a Jerusalém para ali sofrer e morrer, Pedro e os demais não aceitam estas palavras. É neste contexto que se situa o misterioso episódio da Transfiguração: sobre uma montanha, com três testemunhas (Pedro, Tiago e João), Jesus tem seu rosto e suas vestes iluminados por uma luz fulgurante, enquanto Moisés e Elias aparecem e conversam com Ele. Mais uma vez, uma Epifania se manifesta: aparece uma nuvem clara que os cobre e uma voz do céu diz: “Este é o meu Filho, o Eleito: escutai-O” (Lc 9, 31). A Trindade inteira apareceu: o Pai na voz, o Filho em Jesus e o Espírito Santo na nuvem clara.

            Por um instante, Jesus mostra sua glória divina. Mostra também que, para entrar na sua glória, deve passar pela Cruz em Jerusalém, pois esta é a vontade de Deus. No início da vida pública, o Batismo; no limiar da Páscoa, a Transfiguração.

 

A subida de Jesus a Jerusalém -: Jesus vai a Jerusalém pronto para morrer. Por três vezes anunciou a sua Paixão e sua Ressurreição. Ao caminhar para Jerusalém disse: “Não convém que um profeta pereça fora de Jerusalém” (Lc 13, 33), lembrando o martírio dos profetas que tinham sido mortos em Jerusalém. À vista da cidade, chora sobre ela e exprime o desejo de seu coração pela sua conversão.

            Como Jerusalém recebe o Messias? É aclamado como o filho de Davi, aquele que traz a salvação. “Hosana” quer dizer “salva-nos”. Montado em um jumento, Jesus conquista Jerusalém não pela violência, mas pela sua humildade, e ouve a sua aclamação: “Bendito o que vem em Nome do Senhor!” (Sl 118, 26).

            A entrada de Jesus em Jerusalém manifesta a chegada do Reino de Deus, que se vai confirmar pela Páscoa de sua morte e Ressurreição.

 

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