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Aula 14/2010

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2010

 

                         14- OS MISTÉRIOS DA VIDA DE CRISTO

                           (Itens 512 a 534 do Catecismo da Igreja Católica)

 

O Credo e os mistérios -: quanto aos mistérios da vida de Cristo, o Credo fala somente dos mistérios da Encarnação (Concepção e Nascimento) e da Páscoa (Paixão, Crucifixão, Morte, Sepultamento, Descida à mansão dos mortos, Ressurreição e Ascensão). Nada diz sobre os mistérios da vida oculta e pública de Jesus. Mas as passagens sobre a Encarnação e sobre a Páscoa iluminam toda a vida terrestre de Cristo.

Nos Atos dos Apóstolos (At 1, 1 – 2), está escrito: “... tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo até o dia em que...foi arrebatado”).

 

Toda a vida de Cristo é um mistério -: muita coisa que interessa à nossa curiosidade sobre a vida de Jesus não está nos Evangelhos. Quase nada há sobre a sua infância em Nazaré, nem sobre muitos fatos sobre a sua vida pública. Mas é preciso lembrar que os Evangelhos foram escritos somente “... para crerdes que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e para que, crendo, tenhais a vida em seu Nome(Jo 20, 31).

A humanidade de Jesus aparece como o “sacramento”, isto é, o sinal e o instrumento de sua divindade e da salvação que Ele nos traz: o que havia de visível na sua vida terrestre apontava para o mistério invisível de sua filiação divina e de sua missão redentora.

 

O traço comum dos mistérios de Jesus -: toda a vida de Jesus é Revelação de Deus Pai: suas palavras e seus atos, seus silêncios e seus sofrimentos, sua maneira de ser e de falar. Jesus dizia: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14, 9) e o Pai pode dizer: “Este é o meu Filho bem amado, escutai-o” (Lc 9, 35). Toda a vida de Cristo é mistério de Redenção. A Redenção nos vem, antes de tudo, pela morte na cruz, mas toda a vida de Jesus faz parte dela, ou seja, todos os mistérios da sua vida tem um só traço comum: a nossa Redenção.

 

Nossa comunhão com os mistérios de Jesus -: toda a vida de Cristo é destinada a cada homem e constitui o bem da cada um. Cristo não viveu para si mesmo, mas para nós, desde a sua Encarnação (“... por nós, homens, e para nossa salvação”, diz o Símbolo niceno-constantinopolitano) até à sua morte por nossos pecados (1Cor 15, 3) e à sua Ressurreição para a nossa justificação (Rm 4, 25).

            Em toda a sua vida, Jesus nos mostra como viver. Ele é o nosso modelo. Algumas correntes da Teologia cristã nos ensinam mesmo que a nossa vida será julgada tendo como modelo a vida de Cristo. Quanto mais nos aproximarmos dessa vida de Cristo, mais possibilidades teremos de salvar-nos. Quanto mais nos distanciarmos, só nos restará a misericórdia de Deus.

 

Os mistérios da infância e da vida oculta de Jesus -: a vinda do Filho de Deus à terra é um acontecimento de tal grandeza que Deus quis prepará-lo durante séculos. Ritos e sacrifícios, figuras e símbolos da Antiga Aliança com o povo judeu, tudo isso foi feito como preparação para a vinda de Jesus Cristo, o Messias prometido.

            João Batista é o precursor imediato de Jesus, enviado para preparar-lhe o caminho. João Batista supera todos os profetas e inaugura o Evangelho; saúda o Cristo e sua vinda desde o seio de sua mãe Isabel e encontra a sua alegria nessa missão.

            Jesus nasceu na humildade de um estábulo, em uma família pobre e as testemunhas de seu Natal são simples pastores. É nesta pobreza que se manifesta a glória dos céus. Tornar-se criança em relação a Deus é a condição para entrar em seu Reino.

            A circuncisão de Jesus, no oitavo dia de seu Nascimento, é a sua inserção na descendência de Abraão, no Povo de Deus e na sua submissão à Lei, por Ele aperfeiçoada. A epifania é a manifestação de Jesus como Messias de Israel, Filho de Deus s Salvador do mundo. A apresentação de Jesus no Templo mostra-o como o Primogênito de Deus. A fuga para o Egito e o massacre dos inocentes manifestam a oposição do mal à luz. Toda a vida de Cristo estará sob o signo da perseguição: “Ele veio para os seus e os seus não o receberam” (Jo 1, 1).

            Durante grande parte de sua vida, Jesus mostrou ser uma pessoa comum. Sua vida não aparentava grandeza aparente. Vivia trabalhando manualmente e sendo submisso à Lei religiosa de Israel. Segundo os Evangelhos, era também submisso a seus pais e “crescia em sabedoria, estatura e em graça diante de Deus e diante dos homens” (Lc 2, 51 – 52).

            O reencontro de Jesus no Templo é o único acontecimento que rompe o silêncio dos Evangelhos sobre a vida oculta de Jesus. Nele, Jesus deixa antever o mistério de sua consagração total à sua missão divina.

 

 

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