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Aula 14/08/17 - Pentecostes

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2017

 

PENTECOSTES

14/Agosto/2017

 

 

A origem do nome -: muitas comemorações judias do tempo de Jesus eram ligadas à agricultura. Uma das mais festejadas era a festa do 50o dia, que era a festa das “primícias”, ou seja, a oferta a Deus dos grãos do primeiro dia da colheita. Isso ocorria 50 dias depois do aparecimento dos primeiros grãos, ainda verdes, nos pés de cereais.

            Por ocorrer 50 dias após o anúncio pela natureza de colheita bem sucedida, a festa das primícias era chamada, em grego, de “Pentecostes” (penta = cinco). Era uma das 3 festas mais importantes dos judeus, e os homens, salvo grave impedimento, vinham celebrá-la em Jerusalém.

            No dia do Pentecostes, Jerusalém se enchia de uma multidão de judeus e prosélitos (não judeus convertidos ao judaísmo) vindos de todos os lugares, desde a Grécia até as regiões da Mesopotâmia, passando pela Síria, Líbano, Jordânia, Turquia, etc., cada qual falando sua própria língua.

 

O Cenáculo -: em Jerusalém estavam também os 11 Apóstolos de Jesus, junto com os discípulos, as mulheres e Nossa Senhora (At 1, 13 – 15), ao todo cerca de 120 pessoas. Estava reunidos, ao que tudo indica, no grande salão onde Jesus havia tomado a última ceia e instituído a Eucaristia. Era a mesma sala onde Jesus havia aparecido aos apóstolos no dia da Ressurreição e 8 dias depois a eles e mais Tomé, que não estava na 1a oportunidade. Foi ali que Tomé reconheceu Jesus como Deus e Senhor. É também o mesmo lugar onde eles costumavam reunir-se após a Ascensão de Jesus.

            Esse lugar, que também se acredita pertencer à família de Marcos, o evangelista, é conhecido desde a antiguidade como “Cenáculo”, por ter sido o lugar da última Ceia. Ficava no andar superior da casa.

            O Cenáculo foi o primeiro templo cristão e permaneceu assim cultuado até a primeira metade do século 16 (por volta de 1550) quando os muçulmanos tomaram-no dos frades franciscanos e o transformaram em mesquita. Hoje em dia, este lugar está em poder dos judeus, que permitem aos cristãos visitá-lo, mas proíbem qualquer manifestação religiosa. Entretanto, há muitas dúvidas de que este Cenáculo seja, na verdade, o local exato, pois muita coisa não confere com as descrições, inclusive porque não há andar superior, coisa que os Atos dos Apóstolos afirmam existir (At 1, 13).  

 

A chegada do Espírito Santo -: na manhã do dia de Pentecostes do ano da Ressurreição, estavam todos reunidos em oração no Cenáculo. Pedro tomou a palavra e mostrou a necessidade de colocar alguém no lugar de Judas, o traidor. Tiraram a sorte entre José, o Justo e Matias, sendo que este último foi sorteado. Foi então que aconteceu um milagre espetacular.  A casa foi rodeada por um vento fortíssimo e ruidoso, enquanto lá dentro um globo de fogo apareceu no salão e dividiu-se em “línguas de fogo” que foram pairar sobre a cabeça de cada um dos presentes (At 2, 2-3). O vento e o fogo são sinais da Teofania, ou manifestação de Deus, conforme narrado no AT em várias ocasiões. Aqui simbolizam a presença sensível do Espírito Santo.

 

Os milagres -: os Apóstolos e os discípulos que estavam no Cenáculo saíram para fora e começaram então a falar sobre Deus em línguas diferentes e de tal maneira excitados que foram julgados bêbados por aqueles que haviam corrido para o lugar, atraídos pelo vento e pelo barulho incomuns. Com grande admiração, todos os presentes ouviam em sua própria língua o que os Apóstolos falavam. Como os Apóstolos e os discípulos só falavam o aramaico, até hoje esse acontecimento é motivo de polêmica entre os exegetas.

            Uma corrente de estudiosos acredita que os Apóstolos falaram em aramaico e que os ouvintes os entenderam cada um em sua própria língua. O milagre seria então apenas “auditivo”.

            Outro grupo prefere outra interpretação: o fato de os Apóstolos e discípulos parecerem embriagados parece excluir que eles estivessem falando em aramaico e os ouvintes estarem ouvindo em sua própria língua.  Por isso dizem ser preferível pensar que eles falassem em língua diferente do aramaico (“outras línguas”), que aparecem especialmente no capítulo 10 dos Atos dos Apóstolos e em 1 Cor 14.

            É preciso assinalar que o “falar em línguas” citado acima, sempre necessita de um “intérprete” que traduzia para os outros, o que estava sendo falado em língua estranha. No caso do Pentecostes, o intérprete teria sido o próprio Espírito Santo. Assim, segundo esta corrente, teria havido 2 milagres: o primeiro com os Apóstolos falando em línguas diferentes e o segundo com os ouvintes entendendo o que se dizia a eles.

 

O milagre principal -: mas o milagre principal do Pentecostes foi a constatação de que “todos ficaram repletos do Espírito Santo” (At 2, 4). Até aquele momento, o Espírito Santo havia sido concedido a poucos, para missões particulares; a partir desse momento, o Espírito Santo é dado a todos os presentes naquela espécie de “missa” primitiva. Isso levou à transformação radical de Pedro e de todos os outros: perdem o medo, deixam de se esconder e saem a pregar o Evangelho abertamente.

            Por fim, outro milagre acontecido naquele dia: o Pentecostes marca o início do tempo do Espírito Santo. A obra que no Antigo Testamento foi levada a efeito por Deus Pai e que foi consolidada por Jesus Cristo em sua breve passagem pelo mundo, agora é confiada ao Espírito Santo, que a continuará até ao fim dos tempos.

 

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