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Aula 12/09/16 - A Ressurreição Da Carne

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2016

 

A RESSURREIÇÃO DA CARNE

12/Setembro/2016

 

Em nossa profissão de fé -: o Credo cristão – profissão da nossa fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo – tem em seus últimos itens a proclamação da ressurreição dos mortos e da vida eterna. Cremos que, da mesma forma que Cristo ressuscitou dos mortos, e vive para sempre, assim também, depois da morte, os justos estarão para sempre com Ele, e que Ele os ressuscitará no último dia. São Paulo Apóstolo, que recebeu em vida muitos ensinamentos do próprio Cristo, nos assegura esta verdade:

            “Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vós, aquele que ressuscitou Cristo Jesus dentre os mortos dará vida também aos vossos corpos mortais, mediante o Espírito que habita em vós” (Rm 8, 11).

            A palavra “carne” designa o ser humano na sua condição de fraqueza e mortalidade. Portanto, a “ressurreição da carne” significa que, após a morte, não haverá somente a vida da alma imortal, mas que mesmo os nossos corpos readquirirão vida. Aliás, São Paulo Apóstolo torna a nos indicar isso, em sua primeira carta aos Coríntios: “Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo também não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia é também a vossa fé. Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, primícias dos que adormeceram” (1Cor 15, 12-14.20).

 

A revelação da ressurreição é progressiva -: a noção da ressurreição dos mortos foi revelada por Deus a seu povo de forma gradual e progressiva. Por isso, já no Antigo Testamento, essa noção existia, primeiramente de uma forma esperançosa, mas ainda vaga, havendo se firmado depois com o passar dos tempos, conforme Deus inspirava os Profetas. Como exemplo, pode-se citar os mártires dos Macabeus, que, na iminência de sua morte, assim se expressaram:

            “O Rei do mundo nos fará ressurgir para uma vida eterna, a nós que morremos por suas leis. É desejável passar para a outra vida pelas mãos dos homens, tendo da parte de Deus as esperanças de ser um dia ressuscitado por Ele” (2Mac 7, 9. 14).

            Os fariseus e muitos contemporâneos de Jesus acreditavam e esperavam a ressurreição. Jesus ensinou a ressurreição com firmeza. A fé na ressurreição baseia-se na fé em Deus, que “não é um Deus dos mortos, mas dos vivos” (Mc 12, 27). Mais ainda: Jesus liga a nossa fé na ressurreição à sua própria pessoa: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11, 25). Portanto, Ele ressuscitará, no último dia, aqueles que tiverem comido o seu Corpo e bebido o seu Sangue.

            Desde o início, a fé cristã na ressurreição deparou-se com incompreensões e oposição. Se aceita que, depois da morte, a vida da pessoa humana prossegue de um modo espiritual. Mas é difícil crer que este corpo tão frágil e mortal possa ressuscitar para a vida eterna?

 

 

De que maneira os mortos ressuscitam? -: Na morte, que é a separação da alma e do corpo, este sofre a corrupção, ao passo que a alma vai ao encontro de Deus, ficando à espera de ser novamente unida a seu corpo, desta vez glorificado.  Pode-se perguntar: “Mas quem irá ressuscitar?”.  A resposta é: todos os que morreram. Diz a fé cristã que os que tiverem feito o bem irão para a ressurreição de vida, e os que tiverem feito o mal irão para uma ressurreição de julgamento. Essa afirmação é evangélica (Jo 5, 29).

            Cristo ressuscitou com seu próprio corpo. Na sua aparição aos apóstolos, após ressuscitar, diz a eles: “Vede as minhas mãos e os meus pés: sou eu!” (Lc 24, 39). Porém, Ele não voltou a uma vida puramente terrestre, pois conseguia fazer coisas que um corpo simplesmente mortal não faria o que indica que o seu corpo era diferente, aquilo que São Paulo Apóstolo chama de “corpo glorioso” (Fl 3, 21) ou “corpo espiritual” (1Cor 15, 44).

            Como isso acontece ultrapassa a nossa imaginação e o nosso conhecimento, sendo, portanto acessível somente pela fé. Quando isso acontecerá? Somente e definitivamente no “último dia” (Jo 6, 39), o que chamamos de “fim do mundo”. Portanto, a ressurreição dos mortos está intimamente ligada à Parusia, a segunda vinda de Cristo ao mundo: “Quando o Senhor, ao sinal dado, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina descer do céu, então os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Tes 4, 16).

 

Ressuscitados com Cristo -: enquanto aguarda o último dia, o corpo e a alma do crente participam desde já da dignidade de pertencer a Cristo; daí a exigência do respeito para com seu próprio corpo, mas também para os corpos dos outros, particularmente quando sofrem. Para terminar, mais uma vez São Paulo Apóstolo nos adverte:

            “O corpo é para o Senhor, e o Senhor é para o corpo. Ora, Deus, que ressuscitou o Senhor, ressuscitará também a nós, pelo seu poder. Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo?… Não pertenceis a vós mesmos… Glorificai, portanto a Deus com vos”.

 

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