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Aula 11/2010

 

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2010

 

 

11- CREIO EM JESUS CRISTO, FILHO ÚNICO DE DEUS

(Itens 422 a 451 do Catecismo da Igreja Católica)

 


 

A boa-nova: Deus enviou seu Filho -:  S. Paulo, em sua Carta aos Gálatas, escreve: “Quando, porém, chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, para remir os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial” (Gl 4, 4 – 5). Portanto, cremos e confessamos que Jesus de Nazaré, nascido judeu de uma filha de Israel, em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes o Grande e do Imperador romano César Augusto, carpinteiro de profissão, morto na cruz em Jerusalém sob o procurador Pôncio Pilatos, durante o reinado do Imperador Tibério, é o Filho único de Deus feito homem.

            Movidos pelo Espírito Santo e atraídos pela graça de Deus Pai, confessamos acerca de Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16, 16). Foi sob a rocha desta fé, confessada por Pedro, que Jesus construiu a sua Igreja.

 

 

 

“Anunciai ... a insondável riqueza de Cristo” (Ef 3, 8) -: A transmissão de nossa fé cristã é feita primeiramente pelo anúncio de Jesus Cristo, para levar os homens a acreditarem nele. Cristo é, portanto, o centro da catequese. Na catequese, é o Cristo que é ensinado – tudo o mais está relacionado a Ele. Somente Jesus ensina; qualquer outro que ensine a fé o faz como seu porta-voz, pois é Jesus que ensina pela sua boca. Interessante é notar que todo aquele que ensina em nome de Jesus Cristo deve aplicar a si mesmo as palavras de Cristo em Jo 7, 16: “Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou”.

            É do conhecimento cada vez mais profundo de Jesus Cristo que nasce o desejo de anunciá-lo, de evangelizar, de levar aos outros a sua palavra e, consequentemente, a sua Redenção. É deste desejo que nasceu o Cursilho de Cristandade, e é por isso que estamos aqui.

 

Jesus -: Jesus quer dizer em hebraico “Deus salva”. No momento da Anunciação, o anjo Gabriel dá o nome ao Menino, indicando ao mesmo tempo sua identidade e sua missão. Uma vez que só Deus pode perdoar os pecados, é Ele que em Jesus salva o povo de seus pecados.

 

 

            O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa de seu Filho; é o único Nome que traz a salvação e que agora pode ser invocado e pronunciado por todos. “Não existe debaixo do céu outro Nome pelo qual possamos ser salvos” (At 4, 12).

 

 

            A Ressurreição de Jesus glorifica o nome de Deus salvador, pois a partir dela, é o nome de Jesus que manifesta plenamente o poder supremo de Deus Pai. Portanto, o nome de Jesus está no centro de toda oração cristã; todas as orações litúrgicas terminam pela frase “...per Dominum nostrum Jesum Christum (...por Nosso Senhor Jesus Cristo)”. A Ave Maria culmina no “... bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”.

 
 
 

 

 

Cristo -:   “Christos” é a tradução grega da palavra hebraica “Messiah” que significa “Ungido”. Torna-se, portanto, como um nome próprio de Jesus, porque este realiza com perfeição a missão divina que significa. Em Israel eram ungidos em nome de Deus os que lhe eram consagrados para uma missão vinda Dele. Era o caso dos reis, dos sacerdotes e, em poucos casos, dos Profetas. Esse devia ser o caso do Messias que Deus enviaria para restaurar definitivamente o seu Reino. O Messias devia ser ungido pelo Espírito do Senhor ao mesmo tempo como profeta, sacerdote e rei. Jesus realizou essa esperança de Israel, mas curiosamente, Israel não o aceitou e ainda espera, até hoje, o seu Messias, ignorando que Ele já veio. Jesus aceitou o título de Messias a que tinha direito, mas com certas reservas, pois para os judeus isso significava, além da dimensão divina, também uma dimensão profundamente humana, de político e guerreiro. Jesus não era político e muito menos guerreiro, pois “...o Filho do homem não veio para ser servido mas para servir e dar a sua vida por todos” (Mt 20, 28). Por isso, o verdadeiro sentido da messianidade de Jesus só se manifestou no alto da cruz. É somente após a sua Ressurreição que Pedro proclama essa natureza messiânica : “Que toda Israel saiba que Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vós crucificastes” (At 2, 36).

 

 

 

Filho Único de Deus -: os Evangelhos narram em dois momentos solenes – o Batismo e a Transfiguração – a voz do próprio Deus que designa Jesus como seu Filho bem-amado. Jesus chama a si próprio de “Filho único de Deus” (Jo 3, 16). Esta verdade foi percebida até mesmo pelo soldado romano pagão diante de Jesus na cruz: “Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus” (Mc 15, 39).

 

Senhor -: na versão grega do Antigo Testamento, o nome pelo qual Deus se identificou para Moisés  – “Yahweh”- é traduzido por “Kyrios”, que significa “Senhor”. Este é o nome mais habitual para designar a divindade de Deus. É neste sentido que o Novo Testamento utiliza o título de Senhor para Deus mas também para Jesus, reconhecendo-O como o próprio Deus.  

            Jesus mesmo mostrou ser o Senhor ao longo de toda a sua vida pública, com seu domínio sobre a natureza, sobre as doenças, sobre os demônios, sobre o pecado e, acima de tudo, sobre a morte. Nos Evangelhos, muitas pessoas se dirigem a Jesus chamando-O de “Senhor”.

            A oração cristã é marcada pelo título “Senhor”, quer se trate do convite “o Senhor esteja convosco” ou da conclusão da oração “por Jesus Cristo nosso Senhor”.

 

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