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Aula 11/07/16 - A Oração No Antigo Testamento

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2016

 

A ORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

 

11/Julho/2016

 

 

O homem e Deus -: Pela criação, Deus chama todo ser do nada à existência, e o homem é a única criatura capaz de reconhecer a existência do Criador. Deus é, portanto, o primeiro a chamar o homem, ainda que este se esqueça dele ou procure dele se esconder. Deus chama o ser humano incessantemente a conversar com Ele, através daquilo que chamamos de oração. Esta atitude de amor fiel vem sempre em primeiro lugar na oração, e a atitude do homem é a resposta a esse amor. Essa atitude de orar a Deus como resposta está presente em toda a história da salvação.

 

 

O início com Abraão -: em sua aliança com os seres humanos, Deus sempre os convidou a orar. Mas, sobretudo a partir do pai Abraão que a oração é revelada no Antigo Testamento. Assim que Deus o chama, Abraão obedece à sua Palavra. A escuta do chamamento de Deus é o mais importante, as palavras são relativas. Por isso, a oração de Abraão se exprime primeiramente pelos seus atos; somente mais tarde aparece sua oração com palavras: uma queixa a Deus que lembra ao Senhor que suas promessas parecem não realizar-se (Gen 15, 2-3). Como se pode ver, as primeiras palavras do homem a Deus são para lamentar-se.

            Como última purificação de sua fé, Deus requer de Abraão o sacrifício de seu filho. “Deus irá prover o cordeiro para o holocausto” (Gen 22, 8), disse Abraão, quando Isaac lhe perguntou onde estava a vítima para o sacrifício. Essa frase de Abraão pode ser interpretada como uma oração verdadeira de fé, essa fé que seria nesse episódio confirmada e recompensada.

            Deus renova sua promessa a Jacó, o pai das doze tribos de Israel. Em um  episódio muito importante, Jacó luta a noite inteira contra alguém desconhecido, mas que o abençoa de manhã, ao terminar a luta (Gen 30, 25-31). A Tradição da Igreja considera essa passagem como uma oração ressaltando o combate da fé e a vitória da perseverança.

 

 

Moisés e a oração -: quando Deus chama Moisés e se apresenta no meio da sarça ardente,

esse episódio configura mais um exemplo de oração, pois, como sempre, é o Senhor que chama por primeiro, e o homem responde por sua vez. Moisés, nessa ora, aprende a orar: resiste, faz objeções e, principalmente, pede. E é em resposta a esse seu pedido, que Deus lhe revela seu Nome: Yah Weh (Eu sou) (Ex 3, 13-14). Moisés “conversa” muitas vezes e longamente com o Senhor, subindo à montanha para ouví-lo e implorar-lhe, e descendo ao povo para lhe repetir a vontade de seu Deus.

 

 

Davi e a oração do rei -: são principalmente os profetas que ensinarão o povo de Israel a orar. Samuel, ainda menino, teve de aprender com sua mãe Ana como se portar diante do Senhor, e do sacerdote Eli como ouvir sua Palavra: “Fala, Senhor, que teu servo escuta” (1Sm 3, 9-10).  Nessa tradição, também aprendeu Davi, o rei escolhido por Deus, e que muito orou por seu povo. Davi sempre louvou a Deus, mas também foi pecador, e seu louvor e arrependimento pelo pecado cometido, terminaram por definir o modelo de oração de todo o povo de Israel: louvor pelas bênçãos e arrependimento pelos pecados cometidos. O Templo de Jerusalém, a casa de oração que Davi queria construir, será a obra de seu filho Salomão.

 

 

 

 

Elias, os profetas e a conversão do coração -: o Templo deveria ser para o povo, o lugar de oração: as peregrinações, as festas, os sacrifícios, as oferendas, todos esses sinais da Santidade e da Glória de Deus eram os caminhos da oração. Mas os rituais exagerados arrastava muitas vezes o povo para um culto superficial. Faltava a educação da fé, a conversão do coração. E essa foi à missão dos profetas.

            Elias é o pai dos profetas (Elias significa “o Senhor é meu Deus”) e ensina ao povo o valor da oração persistente. Como um exemplo, Elias mostra à viúva de Sarepta como Deus responde à súplica sincera: Deus devolve à vida o filho da viúva (1Rs 17, 7-24). Em sua oração no monte Carmelo, Elias pediu a Deus: “Responde-me, Senhor, responde-me!” (1Rs 18, 20-39). E Deus atendeu ao seu pedido.

            Em sua relação com Deus, os profetas se enchem de força para sua missão. A sua oração é uma escuta da Palavra de Deus, às vezes um debate ou uma queixa, mas sempre uma intercessão que aguarda e prepara o povo para a chegada do Deus Salvador.

 

 

Os Salmos, oração da Assembléia -: desde Davi até à vinda do Messias, as Escrituras contém textos de oração, como os Salmos. Esses textos foram pouco a pouco reunidos numa coletânea de cinco livros: os Salmos (ou “Louvores”). Os Salmos são a obra-prima da oração no Antigo Testamento.

            Os Salmos alimentaram e exprimiram a oração do Povo de Deus como Assembleia, por ocasião das grandes festas em Jerusalém e em cada sábado nas sinagogas. Quer se tratasse de um hino, uma oração de aflição ou de ação de graças, de uma súplica individual ou comunitária, de um canto de aclamação ou de peregrinação, ou ainda de uma meditação de sabedoria, os Salmos eram e são o reflexo das maravilhas de Deus na história de seu povo.

            A oração dos Salmos é sempre motivada pelo louvor e por isso chama-se “Os Louvores”. Feita para o culto da Assembleia, ela anuncia o convite à oraçãoe canta em resposta: “Hallelu-Ya” (Aleluia, alegria).

 

 

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