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Aula 09/2013
 ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA - 2013
CRISTOLOGIA - 9ª. AULA
 
A EXIGÊNCIA DE DEUS

Interpretar a mensagem de Jesus -: estudamos a mensagem de Jesus sobre o Reino de Deus, porém é necessário compreender o que nela Jesus nos pede. Julgar o Reino de Deus apenas como uma promessa para um futuro melhor na outra vida seria não compreender, em absoluto, o que a mensagem de Jesus representa. Na realidade, Jesus não se contenta com a nossa passividade: Ele pede, antes de tudo, uma resposta ativa e compromissada de nossa parte. Vamos compreender melhor a mensagem estudando mais detalhadamente a maneira pela qual Jesus Cristo interpretou a Vontade de Deus.

 

O novo tipo de obediência -: como portador do Reino de Deus, Jesus exige a conversão do homem. Ele exige uma mudança que não se contenta apenas com uma nova atitude interior, mas que pede um novo modo de agir, uma nova obediência ativa por parte do ser humano (Ler Lc 13, 1-3). Para Jesus, o que importa é a própria conversão e não especular sobre a culpa ou não culpa dos outros.

            Tendo sido perdoadas as suas culpas por Jesus, agora o homem é capaz de perdoar a culpa menor de seus irmãos (Ler Mt 18, 23-25). Visto assim, o proceder do cristão é antes um “poder”, um “ser capaz” , do que um dever ou uma obrigação, é antes uma ação feita por gratidão a Deus do que um penoso cumprimento do dever.

 

            Jesus dirige o olhar do homem para uma percepção interior da Vontade de Deus, para aquilo que São Paulo, mais tarde, chama de consciência. “É permitido fazer o bem ou o mal no sábado?” (Mc 3, 4). “Quem desses três te parece ter sido o próximo daquele que caiu na mão dos ladrões?” (Lc 10, 36). Bastam apenas essas perguntas de Jesus para mostrar a todos nós o que Deus nos pede. Libertando o ser humano da obrigação de cumprir leis e mandamentos, que apenas exigem a ação exterior e colocando o homem diante de sua própria consciência, de sua própria decisão, Jesus nos mostra que o que Deus quer é a liberdade do ser humano para agir dentro de sua própria vontade de obedecer a Ele. Essa é a conversão pedida por Deus, o novo tipo de obediência. Não obrigações, mas vontade própria.

 

 

A nova interpretação da Vontade de Deus -: em todos os conflitos que encontramos nas Bem-aventuranças, Jesus nos mostra que, ao contrário do que os judeus seguiam, a nova maneira de obediência é a que vale. Basta lembrar as frases de Jesus, que ensinava aos que o ouviam que, em lugar daquilo que foi ensinado aos antigos (“aos antigos foi dito...”) todos deveriam escutá-lo (“Eu, porém, vos digo...”).

            Jesus nos mostra, de uma forma clara e precisa, de que maneira interpretar a Vontade de Deus. Bastam alguns exemplos para compreendermos isso:

            Deus mandou “Não matar”. Para Jesus, não apenas o ato de matar o outro, senão já os primeiros impulsos de ódio contra o outro significam o próprio ato. Quem desejou matar, embora não o fazendo, já o fez.

            Deus mandou “Não cometer adultério”. Seguindo a mesma linha, Jesus denuncia o coração humano como o lugar onde, muito antes do ato praticado, se deu a escolha. Basta o desejo.

            Jesus proíbe o juramento. Ele exige de nós uma verdade absoluta, de modo que qualquer “sim” é realmente um sim e qualquer “não” é, de fato, um não. Tudo o que passa disso vem do mal, e é fruto da mentira.

            Jesus proíbe o divórcio. Na Lei judaica, o homem (e somente o homem) podia repudiar sua mulher a qualquer momento e por qualquer motivo. Jesus assume o partido da mulher, mostra que o compromisso do casamento deve ser recíproco e defende a indissolubilidade do matrimônio.

            Os judeus haviam restringido o mandamento do amor aos compatriotas e correligionários, ou seja, só deveriam amar os amigos. Jesus afirma, de modo absolutamente incrível, que se deve também amar os inimigos. Isso é muito difícil? Depende do grau de nossa conversão.

 

 

Quem poderá entrar no Reino de Deus? -: em vista de revermos apenas algumas exigências de Deus, pode vir a pergunta: “Será possível cumprir essas exigências?”. Naquele tempo, os discípulos de Jesus lhe fizeram a mesma pergunta:”Quem, então, poderá entrar no Reino dos Céus?”. Lembremos que Deus nada pede ao homem que este não possa fazer. E lembremos também que Jesus terminou por nos dar, a todos, a fórmula máxima para entrar no seu Reino: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

            Para terminar, é oportuno recordar as palavras de um cântico católico antigo no tempo, mas muito atual no conteúdo:

            “Senhor, quem entrará no Santuário pra te louvar? Quem tem as mãos limpas e o coração puro; quem não é vaidoso e sabe amar”.

 

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