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Aula 08/08/16 - As Expressões Da Oração

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2016

AS EXPRESSÕES DA ORAÇÃO

08/Agosto/2016

 

As diversas expressões da oração -: a oração que o ser humano faz tem diversas formas de se expressar, e todas elas tem igual valor, desde que feitas com fé e sinceridade. A Igreja convida os fiéis a rezar regularmente, por meio de orações diárias, da Liturgia das Horas, pela Eucaristia dominical e festas do ano litúrgico. A tradição cristã compreende três expressões maiores da vida de oração: a oração vocal, a meditação e a oração mental. Todas elas têm em comum o recolhimento do coração.

 

 

A oração vocal -: Deus fala aos homens por sua Palavra. É por palavras que a nossa oração pode subir a Deus. Mas o mais importante é que o nosso coração esteja concentrado no Senhor a quem falamos. São João Crisóstomo nos dá uma simples regra para uma boa oração: “Que a nossa oração seja ouvida depende não da quantidade de palavras, mas do fervor de nossas almas”. Aí repousa nossa oração.

            A oração vocal é um dado indispensável da vida cristã. Aos discípulos, Jesus ensinou uma oração vocal: o Pai Nosso. Jesus não só rezou vocalmente as liturgias das sinagogas, mas os evangelhos o mostram elevando a voz para exprimir sua oração pessoal, desde a bendição ao Pai (Mt 11, 25-26) até a angústia do Getsêmani (Mt 14, 36).

            Essa necessidade de associar a voz à oração interior é uma exigência da nossa natureza humana. Somos corpo e espírito, e sentimos a necessidade de traduzir exteriormente nossos sentimentos. Essa necessidade corresponde a uma exigência divina. Deus quer adoradores em espírito e em verdade, e, por conseguinte também quer a expressão vocal que associa o corpo à oração interior do espírito.

            Sendo exterior e tão profundamente humana, a oração vocal é a oração comunitária por excelência. Quando rezamos em comunidade, nos sentimos mais próximos dos outros.

 

 

A meditação -: a meditação é, principalmente, uma procura de algo que sentimos necessidade. O nosso espírito procura compreender o porquê e o como da vida cristã, a fim de aderir e corresponder àquilo que Deus nos pede. Para se conseguir meditar sobre a nossa fé e sobre a sua prática, é necessária e indispensável uma atenção redobrada, sem nos deixarmos distrair por coisas externas.

            A melhor forma de se fazer uma boa meditação encontra-se nos livros, e os cristãos tem muitos à sua disposição: as Escrituras, especialmente os Evangelhos, os textos litúrgicos, os documentos da Igreja e muitos outros.

            Meditando naquilo que lê, devemos confrontar esse conteúdo e compará-lo com a nossa própria vida, e fazer um “balanço” espiritual. Como estamos vivendo? Para onde se dirigem nossas maiores ocupações? Que parte da nossa vida é dedicada a Deus, e isso é suficiente? Em resumo, trata-se de um mergulho profundo no nosso próprio espírito,  verificando se estamos fazendo a vontade de Deus.

            O cristão deve fazer a meditação regularmente, para corrigir os erros e aperfeiçoar a sua vida cristã. Quem não medita sobre a vontade de Deus, corre o risco de assemelhar-se aos três primeiros terrenos da parábola do semeador (Mc 4, 4-7): ou é um terreno à beira do caminho, ou é um terreno cheio de pedras, sem profundidade, ou é cheio de espinhos, o que é ainda pior. Em qualquer desses casos, a vontade de Deus não encontra uma resposta positiva. A meditação costumeira ajuda a nos tornarmos um terreno fecundo, que produza bons frutos.

            A meditação tem a capacidade de colocar em ação o nosso pensamento, a nossa imaginação e, sobretudo, o nosso desejo de evoluir na vida cristã. Com isso, aprofundamos a nossa fé, corrigimos nossos erros e aperfeiçoamos a nossa conversão; em resumo, tornamo-nos pessoas melhores.

            A Igreja recomenda que a meditação seja feita, principalmente, sobre os mistérios da vida de Jesus, que podem ser encontrados em uma forma perfeita nos mistérios do têrço. Esta forma de oração é de grande valor, ajudando-nos a ir mais longe no conhecimento da vontade de Deus.

 

 

A oração mental -: a oração mental é um contato íntimo de amizade com Deus, por quem nos sabemos amados. Este tipo de oração busca aquele que o nosso coração ama, que é Jesus Cristo, e nele, buscamos a Deus Pai.

            A oração mental é feita isoladamente, no nosso íntimo. A escolha do tempo e da duração depende da nossa disponibilidade, mas principalmente, depende da extensão de nossa fé. Não se deve fazer a oração mental quando temos tempo; ao contrário, devemos reservar um tempo para fazermos a oração. Nem sempre se pode meditar, mas sempre se pode estar em oração, mesmo mergulhados nos nossos afazeres do dia a dia.

            Jesus, que não tinha pecado, orava incessantemente. A oração mental era uma das suas preferidas, e muitas e muitas vezes, retirava-se para um local isolado, a fim de rezar mentalmente e meditar muito sobre a missão que o Pai lhe confiou.

            A oração mental é um olhar de fé na figura de Jesus. “Eu olho para Ele e Ele olha para mim”, dizia o camponês de Arns ao seu pároco. E com isso, o camponês se sentia purificado. Mas a oração mental é também silêncio, pois é nele que contemplamos Jesus sofredor, morto e ressuscitado. E neste silêncio, a oração mental nos permite também mergulharmos na escuta da Palavra de Deus. Longe de ser uma atitude passiva, essa escuta é a obediência da fé e a adesão amorosa do cristão àquilo que Deus nos pede.

            Concluindo, é preciso que nos recordemos que, qualquer que seja o tipo de oração que nos preparamos para fazer, nenhuma oração será bem feita se antes, não invocarmos o Espírito Santo, para que Ele nos acenda o coração com o seu amor.

 

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