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Aula 06/07/15 - O Batismo De Jesus

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2015 

 

O BATISMO DE JESUS

06/Julho/2015 

 

A situação da época -: a vida pública de Jesus e o seu ministério iniciam-se com o Batismo. Esse acontecimento tão importante se dá mais ou menos entre os anos 25 e 30 , quando Israel havia perdido completamente sua independência e sua identidade, sendo governado com mãos de ferro pelo poderoso Império Romano, sendo Imperador Tibério César. O  reino de Davi está destruído, e um de seus descendentes, José, pai legal de Jesus, é um pobre carpinteiro de Nazaré, na Galiléia. Vale lembrar que a Galiléia, a esse tempo, era habitada por uma população mista de judeus e pagãos, vivendo de novo um quase esquecimento de Deus.

 

            Nessa época sombria para o país, o clima religioso e político eram compostos de movimentos rebeldes. Por volta dos anos do nascimento de Jesus, um líder rebelde chamado Judas, o Galileu, havia apelado para a revolta armada, sufocada de modo sangrento pelos romanos. No entanto, seus seguidores, chamados zelotes, haviam permanecido nas sombras, mas ainda decididos a lutar contra os romanos, pela independência de Israel. Existem alguns indícios que pelo menos dois dos discípulos de Jesus – Simão e Judas Iscariotes – tenham sido zelotes.

 

            Também existia na região sul da Judéia, próxima ao mar Morto, uma grande comunidade religiosa denominada os essênios, que haviam se afastado da religião oficial do judaísmo, e viviam nas colinas desérticas de Qunram. Seus escritos religiosos foram encontrados em 1947, mostrando como viviam piedosamente, com rituais próprios e conservando a pureza do antigo judaísmo. Também existem indicações que apontam para o fato de que os dois principais personagens do Batismo – João Batista e o próprio Jesus – tenham sido próximos dessa comunidade. Existem nos escritos de Qunram muitos pontos coincidentes com a doutrina cristã.

 

            Nesse caldeirão de idéias política e religiosa contrastante e rebelde, surgiu para a vida pública Jesus de Nazaré, iniciando seu ministério para a região e para o mundo.

 

João Batista -: Pode-se imaginar então a extraordinária impressão que a figura de João Batista produziu no ambiente religioso da época. Finalmente, depois de um longo tempo, aparecia a figura de um profeta, falando de Deus e batizando aqueles que eram atraídos pela sua pregação. No entanto, nos dizeres do próprio João, ele batizava com água, mas logo após ele, surgiria aquele que batizaria com fogo e com o Espírito Santo. O ato de mergulhar a pessoa na água – no caso, do rio Jordão – significava a morte para uma vida de pecado e, ao mesmo tempo, a purificação para uma vida nova.

 

 

O Batismo de Jesus -: “Naqueles dias, veio Jesus de Nazaré da Galiléia e foi batizado por João no Jordão” (Mc 1, 9). Até aquele momento, não havia vindo ninguém da Galiléia para batizar-se; tudo parecia limitar-se à região da Judéia. Mas o importante é que o batismo de João exigia também a confissão dos pecados. Ora, que pecado podia Jesus confessar? Que vida pecaminosa iria Ele abandonar? Essa foi a causa da estranheza de João, ao identificar em Jesus o “Cordeiro de Deus”. Por isso, João, absolutamente maravilhado, diz: “Eu é que deveria ser por Ti batizado, e Tu vens ter comigo?” (Mt 3, 14). Jesus, porém, respondeu-lhe que “deixe assim por agora, para que se cumpra  toda a justiça” (Mt 3, 15). João, então, obedeceu e batizou Jesus. Por que esta resposta estranha de Jesus? Não é fácil entender. Na expressão “achri”, que significa “por agora”, Jesus mostra que aquela é uma situação provisória, que se tornará definitiva mais tarde. Mas é no termo “justiça” que Jesus reconhece que o batismo de João está conforme com a vontade de Deus, que deve ser cumprida.

 

            Jesus, batizando-se com João, da mesma forma que a multidão de pecadores, humilha-se pela primeira vez, assumindo sua condição de ser humano. Igualou-se a nós, tomando sobre si todos os nossos pecados, embora não os tivesse. Jesus iria humilhar-se muito mais nos anos seguintes.

 

A Primeira Teofania -: todos os quatro Evangelhos referem, de maneiras diferentes, que, ao sair Jesus das águas, o céu “rasgou-se” (Mc), “abriu-se” (Mt e Lc) e que o Espírito Santo, “como uma pomba”, desceu sobre Ele. Nesse momento, ouviu-se uma voz do céu, dizendo: “Este é o meu Filho amado, no qual pus todo o meu agrado” (Mt 3, 18). A expressão “como uma pomba”, provavelmente, refere-se ao sobrevoar do Espírito Santo sobre as águas, no momento da Criação. É uma comparação com algo que não pode ser descrito em palavras.

 

            A “abertura do céu” diz que sobre Jesus, o céu se abre para todos nós, Ele realiza a salvação para todos. E a manifestação de Deus Pai acerca do Filho, e com a presença do Espírito Santo mostra para todos que o Batismo de Jesus foi a verdadeira afirmação de que o Cordeiro de Deus realmente trouxe a Redenção para a humanidade.

 

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