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Aula 04/2013
 ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA - 2013
 
O PENTATEUCO
 
4ª. AULA – OS NÚMEROS
 

O Livro dos Números -: o nome deste livro provém da importante lista de números e de nomes contida nos seus primeiros capítulos. No restante, este livro é uma continuação dos acontecimentos relatados no Livro do Êxodo.

            O Livro dos Números supõe que o povo hebreu já estava dividido em doze tribos, e que essas tribos viviam uma existência mais ou menos independente umas das outras, apenas ligadas por uma vaga coesão por participarem das mesmas crenças, do mesmo culto, da mesma legislação e da mesma fidelidade à Aliança religiosa.

            As leis contidas no Livro dos Números se referem à permanência do povo hebreu no deserto, mas foram posteriormente retocadas para adaptarem-se à vida das comunidades hebraicas posteriores.

            A história do povo hebreu no deserto não é, na verdade, aquilo que se poderia esperar de um povo eleito por Deus. Formavam os israelitas um povo duro, insensível, que reclamava o direito de viver uma vida fácil e cômoda, murmuravam contra Deus e chegaram mesmo a contestar a legitimidade da autoridade de Moisés (Num 12, 2). Todavia, apesar de tudo isso, o povo hebreu permaneceu sempre o objeto de particular misericórdia e de benévola atenção por parte de Deus.

            Neste livro, são de particular interesse algumas passagens:

A bela fórmula de bênção (Num 6, 22 – 27):

“O Senhor disse a Moisés: Dize a Aarão e seus filhos o seguinte: `Eis como abençoareis os filhos de Israel: O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor te mostre a sua face e te conceda a sua graça! O Senhor volva o seu rosto para ti e te dê a paz!´. E assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e eu os abençoarei”. É uma fórmula de bênção usada também pelos cristãos até hoje.

As etapas no deserto (Num  caps. 10, 14, 16 e 17):

Nestes capítulos estão narradas as peregrinações do povo hebreu no deserto, após a saída do Egito. Conforme se sabe, estas etapas no deserto consumiram cerca de 40 anos, cheias de problemas e vicissitudes. Como consequência, muitos foramos murmúrios do povo e reclamações contra Moisés e mesmo contra Deus. Chegaram mesmo a lamentar a sua saída do Egito, onde eram escravos, e a ameaçar Josué e Caleb, auxiliares de Moisés, de apedrejamento. Com isso, Deus irou-se contra o povo e ameaçou destruí-lo.  Moisés, como sempre, rogou a Deus pelo povo e foi atendido mais uma vez. Contudo, o Senhor estabeleceu um castigo pela infidelidade: nenhum daqueles que saíram do Egito chegaria à terra prometida. Até mesmo Moisés foi atingido parcialmente por esta decisão: avistou a terra prometida, mas não chegou a entrar nela, morrendo antes disso.

 
 

As águas de Meribá (Num 20, 1 – 13) :

Ainda vagando pelo deserto, os hebreus chegaram a uma região chamada Cades. Como ali não houvesse água, voltaram as reclamações do povo contra Moisés e o sacerdote Aarão. Moisés e Aarão pediram a Deus que livrasse a todos do sofrimento da sede. Deus disse a Moisés para tocar as pedras com o seu cajado, e Moisés assim o fez. As águas brotaram das rochas, permitindo ao povo e aos animais matarem a sede. O lugar onde as águas brotaram das pedras foi chamado Meribá. Deus, porém, admoestou a Moisés e Aarão, bem como ao povo, pela sua falta de confiança.

A inconstância do povo e a constância de Deus:

Como se vê por estas e por outras passagens do Livro dos Números, o povo de Israel, vagando pelo deserto, nunca teve para com Deus a confiança e a fidelidade por Ele exigidas. Reclamaram contra Deus e contra Moisés seguidas vezes, tão logo surgisse um contratempo, não importando o que fosse.  Os castigos impostos por Deus a eles sempre foram brandos, e o Senhor acabava sempre por perdoá-los e, mais que isso, auxiliá-los de todas as maneiras. No entanto, a infidelidade do povo hebreu ainda perduraria por muitos séculos.

O final do Livro dos Números:

Este final narra as lutas dos hebreus contra as tribos vizinhas que habitavam a Palestina e que, como seria de se esperar, se opuseram à sua ocupação no decorrer desta lenta imigração.

Mas, apesar de todas as inconstâncias, o povo sempre terminava por voltar à pureza de sua religião tradicional. Isso explica também como as instituições sociais e religiosas do povo eleito se basearam na fé em Deus , com o qual tinham feito aliança.

 

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