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Aula 01/2013
 O PENTATEUCO
 
1ª. AULA – O GÊNESIS

 

(03/Junho/2013)

 

Introdução ao Histórico da Bíblia -: Há quatro mil anos atrás, a civilização humana mais evoluída vivia às margens do mar Mediterrâneo, principalmente do lado asiático e das costas da África.  Ali se situavam as duas grandes potências da época, a Caldéia e o Egito. Entre esses dois grandes reinos, havia pequenos países, como a Síria e Canaã (também chamada Palestina, onde hoje se situa Israel). Entre as tribos que ali viviam da cultura da terra e de rebanhos, estavam os hebreus, que provinham do patriarca Abraão. Este homem e sua família eram originários de Ur, cidade da Caldéia (a Caldéia ficava onde hoje é o Iraque). Abraão e os seus emigraram para a Palestina mais ou menos 1.900 anos antes de Cristo. Como sabemos, com os hebreus iniciou-se a história da Bíblia.

 

O Pentateuco -: é a coleção de cinco livros (do grego penta = cinco) que forma o início da Bíblia. Os antigos judeus deram ao Pentateuco o nome de Torá (que significa a Instrução ou a Lei), cujos preceitos eram seguidos pela religião judaica.

            Os cinco livros do Pentateuco são o Gênesis (o livro das origens), o Êxodo (a saída da escravidão no Egito), o Levítico (as prescrições dos ritos relativos ao culto da religião judaica), os Números (narrativa da permanência do povo hebreu no deserto) e o Deuteronômio (que trata da fidelidade a Deus pela observância dos Mandamentos).

            Antiquíssima tradição considera Moisés como o autor humano do Pentateuco, mas hoje em dia sabe-se que os antigos preceitos de Moisés receberam, no passar dos séculos de história judaica, diversos acréscimos e modificações, particularmente nos textos religiosos e rituais do Levítico e do Deuteronômio.

 

O Livro do Gênesis -: contém as tradições da mais remota antiguidade. O seu redator utilizou-se de fontes de origem diversa, de vários povos, contendo por isso algumas divergências.

            Não se trata de um livro de história ou de ciência natural com a finalidade de expor a criação do mundo e da humanidade. O seu autor pretendeu apresentar ensinamentos religiosos que demonstrassem as relações entre os homens e seu Criador.  Divide-se em duas partes: as origens propriamente ditas (caps. 1 a 11) e a história de três grandes patriarcas do povo de Deus: Abraão, Isaac e Jacó (o restante do livro).

            Os ensinamentos da primeira parte, narrados sob forma simbólica, são muito profundos: Deus é o Criador de tudo, e o mundo é bom. A finalidade da Criação é a paz de Deus, simbolizada no repouso do sétimo dia.  O Homem é criado para viver na amizade com Deus, que lhe concedeu o dom da liberdade. Mas a criatura pretendeu tornar-se igual ao Criador, e desta forma o pecado entrou no mundo. Excluido do Paraíso, o homem entregou-se ao pecado da inveja (Abel e Caim) e o primeiro crime aconteceu. A humanidade, dominada pelo pecado e pela corrupção, foi castigada com o dilúvio, e somente os justos sobreviveram (Noé). Deus então fez uma aliança com os homens, e a humanidade salva das águas deve demonstrar sua fidelidade a Deus pela observância da Sua vontade. Como a humanidade continuou a pecar, Deus castigou-a com o episódio da torre de Babel. O homem quase voltou ao caos primitivo.

            A segunda parte do Gênesis (caps. 12 a 50) ensina, pela história dos patriarcas, como Deus colocou as bases da verdadeira Aliança, não mais com a humanidade inteira, mas com um povo Eleito, originado de Abraão. Isto ocorreu por volta de 2.000 anos a.C.  Como sinal desta Aliança, foi constituída a obrigatoriedade da circuncisão. Esta Aliança será confirmada por Moisés 500 anos mais tarde. Como sabemos, Abraão foi chamado a testemunhar sua fé através do sacrifício de seu filho Isaac, que Deus impediu no último momento.

            Isaac e Jacó, seu filho, continuam a saga do povo eleito, e foi principalmente em Jacó, homem cheio de defeitos, que enganou o irmão e o próprio pai, que Deus fixou o elo que iria levar às gerações futuras a sua promessa. Jacó recebeu de Deus um novo nome - Israel – e tornou-se também um novo homem, como chefe do povo. Entre os filhos de Jacó, apareceu José, cuja história (foi vendido como escravo pelos irmãos e acabou tornando-se o conselheiro do reino do Egito e eleito por Deus como o titular de sua bênção), bem como a história de seu pai Jacó, mostra que Deus não segue a lógica humana.

            Jacó, agora chamado Israel, partiu com toda sua família e seu povo para o Egito, onde se encontrou com José e se estabeleceu. Com a morte de Jacó e mais tarde de seu filho José, cessou a benevolência do Egito para com o povo de Israel. Um novo faraó, que não conheceu José, vendo que o povo israelita era muito numeroso, ficou com medo que ele se unisse aos inimigos do Egito e acabou transformando-o em povo escravo.

            Esta segunda parte do Gênesis apresenta, portanto, a missão do povo eleito. Este povo deve voltar a seu Deus pela esperança de uma libertação futura, de acordo com a sua promessa.  

 

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