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Aula 03/09/18 - A Tradição da Igreja e a Sagrada Escritura

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2018

 

A TRADIÇÃO DA IGREJA E A SAGRADA ESCRITURA

03/Setembro/2018

 

 

A Tradição apostólica -: Jesus Cristo, em quem se resume toda a Revelação de Deus, ordenou aos seus apóstolos que o Evangelho, antes prometido pelos Profetas e por ele completado e oferecido, fosse pregado por eles a todos os homens, como fonte de toda a verdade e caminho para a salvação. A transmissão do Evangelho, segundo a ordem do Senhor, foi feita de duas maneiras:

 

a)      Oralmente: transmissão feita primeiramente pelos apóstolos e depois pelos seus seguidores, que na pregação oral transmitiram aquelas coisas que ou receberam da obra de Jesus Cristo ou aprenderam das sugestões do Espírito Santo;

 

b)      Por escrito: feito por apóstolos e discípulos que, sob a inspiração do mesmo Espírito Santo, puseram por escrito toda a mensagem da salvação.

 

 

A pregação apostólica continuada -: para que o Evangelho sempre se conservasse inalterado e vivo dentro da Igreja, os apóstolos deixaram como sucessores os bispos, transmitindo a eles os encargos dos ensinamentos cristãos (é o Magistério da Igreja). Com efeito, a pregação apostólica, que é expressa de modo especial nos livros inspirados, “devia conservar-se original e sem mudanças, até à consumação dos tempos” (Dei Verbum, 8).

 

            Esta pregação viva, realizada pelo Espírito Santo através dos tempos, é chamada de Tradição da Igreja. Ela é diferente da Bíblia, mas está intimamente ligada a ela, pois na Bíblia ela é baseada. “A Igreja, em sua doutrina, vida e culto, perpetua e transmite a todas as gerações tudo o que ela é, tudo o que crê” (Dei Verbum, 8). Assim, a comunicação que Deus fez de Si mesmo, através de Jesus Cristo e de seu Espírito Santo, permanece presente e atuante na Igreja.

 

 

Tradição e Sagrada Escritura -: a Tradição da Igreja e a Bíblia estão estreitamente unidas entre si, pois ambas são procedentes da mesma fonte divina, e formam, de certo modo, um só todo e caminham para uma mesma finalidade. Tanto uma como outra tornam presente na Igreja o mistério de Cristo, que prometeu permanecer com os seus “todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mt 28, 20).

 

            A Sagrada Escritura é a Palavra de Deus, inspirada e redigida pela ação do Espírito Santo; a Sagrada Tradição transmite integralmente aos sucessores dos apóstolos a Palavra de Deus, confiada por Jesus Cristo e pelo Espírito Santo aos apóstolos para que, sob a luz desse mesmo Espírito, eles a conservem fielmente. Disso resulta que a Igreja, à qual estão confiadas a transmissão e a interpretação da Revelação de Deus, não se baseia somente na Sagrada Escritura (como fazem as denominações protestantes), mas também em tudo aquilo que a Sagrada Tradição apostólica nos transmitiu através de mais de 2.000 anos. Por isso, tanto a Bíblia quanto a Tradição devem ser respeitadas e aceitas com igual sentimento de devoção.

 

 

Tradição Apostólica e tradições eclesiais -: a Tradição que foi acima exposta é aquela que vem dos apóstolos e transmite o que estes receberam do ensinamento e do exemplo de Jesus e mais aquilo que receberam do Espírito Santo. Isso foi necessário porque a primeira geração de cristãos ainda não dispunha de um Novo Testamento por escrito. Assim, quando o Novo Testamento enfim tomou sua forma escrita, ele mesmo atestou tudo àquilo que a Tradição ensinou.

 

            Por esse motivo, é necessário distinguir o conteúdo da antiga Tradição Apostólica das “tradições” teológicas, disciplinares, litúrgicas ou devocionais surgidas ao longo dos tempos nas igrejas espalhadas pelo mundo todo, conhecidas como “tradições eclesiais”.

 

Essas tradições eclesiais constituem formas particulares sobre as quais a antiga Tradição Apostólica recebe usos e costumes devocionais de diversos lugares e diversas eras.

 

            É, portanto, à luz da Tradição Apostólica que essas tradições eclesiais podem ser mantidas, modificadas ou mesmo abandonadas, sob a direção do Magistério da Igreja.

 

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