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Aula 02/06/2014
 
 
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2014
MARIA NO NOVO TESTAMENTO
02/Junho/2014
 Maria e os escritos do Novo Testamento -: Vimos anteriormente como Maria foi importante para que Lucas pudesse ilustrar o seu Evangelho, enriquecendo-o com fatos que só a Mãe de Jesus conhecia e que por ela foram contados. No entanto, não é só no Evangelho de Lucas que Maria tem sua importância destacada. Nos outros três Evangelhos e também na carta de Paulo aos Gálatas, Nossa Senhora revela como era vista pelos discípulos e o quanto sua figura é importante para nós.
 
Paulo e a carta aos Gálatas (anos 56 – 57 d.C.) -: Esta carta de Paulo antecede ao primeiro Evangelho escrito, que foi o de Marcos, poucos anos depois. O interesse de Paulo é estritamente Cristológico. Jesus é o foco, sendo Maria apenas uma figura de contraste entre o humano e o divino. Maria somente entra no texto de Paulo em função de Cristo, como um mero instrumento em sua vinda, e permanece anônima, pois seu nome sequer é mencionado. Paulo diz apenas “Feito de mulher... a fim de recebermos a adoção filial” (Gal 4, 4).Talvez Maria ainda estivesse viva quando Paulo escreveu aos Gálatas, entretanto, ao referir-se a “nascido de mulher”, ele indica apenas a condição humana de Jesus, evitando assim que os novos cristãos pensassem em um Cristo apenas divino, o que seria um grande erro, pois a parte humana de Jesus não pode nem deve ser esquecida, sob o risco de diminuir a grandeza da sua vida e obra.
 
Em resumo, para Paulo, Maria faz parte do Plano de Deus, da História da Salvação, e sua importância está apenas em ser a mulher que serviu como a Mãe do Senhor. Ela serve como caminho para a vinda de Deus até nós, na pessoa de seu Filho. Ela possibilita a nossa adoção como filhos de Deus. Assim, essa mulher passa a ser também o caminho pelo qual vamos a Deus.
 
Não se pense que Maria não tinha importância para Paulo, como Mãe de Cristo. No entanto, era o início da evangelização, onde o mais importante consistia em tornar o Cristo conhecido como Filho de Deus, e tudo o mais era secundário, ao menos naquele instante.
 
Evangelho de Marcos (+ ou - anos 60 d.C.) -: Como primeiro evangelista, Marcos mostra como ainda é ignorante da real grandeza de Maria e apresenta uma Maria sem a verdadeira noção da grandeza de Jesus. No entanto, podemos perceber que Maria começou sua jornada através da fé praticamente do nada, do ponto zero, e foi crescendo na obscuridade, em plano quase secundário. Ela fica reduzida à sua função biológica e nada mais.
 
Em Marcos, Maria tem apenas um nome, não um perfil definido. É ainda uma figura sem relevo. Marcos nada comenta sobre Maria e as suas reações perante a revelação de quem era Jesus e qual era a sua missão. Provavelmente isso se deve à prioridade do evangelista em transmitir aos novos cristãos e aos pagãos a serem convertidos apenas a figura de Jesus, sua vida e suas obras. Tudo o mais era ainda secundário, tal como na missão de Paulo.
 
Evangelho de Mateus (+ ou – anos 70 d.C.) -: no relato do anúncio do anjo a José, Mateus concentra-se na concepção virginal de Jesus no seio de Maria. O foco central não é Maria, mas Jesus. A concepção virginal diz respeito a Jesus, só depois a Maria, e não se deve a José, mas ao Espírito Santo. No entanto, já na visita dos reis magos, transparece a importância da Virgem Santíssima. Onde os magos encontram Jesus? Lá onde está Maria. É ela agora o lugar do novo Rei. É com ela que Deus está. Maria, enfim, se mostra a companheira inseparável do seu Filho. Neste Evangelho, Maria emerge como uma personagem importantíssima no Plano de Deus. Visitação e o Magnificat. Depois ainda conta a presença de Maria na formação da Igreja Primitiva, no seu outro livro, os Atos dos Apóstolos.
 
Evangelho de Lucas (+ ou – anos 80 d.C.) -: Já vimos como Lucas baseia grande parte de seu Evangelho em Maria, sendo desnecessário repetir esses fatos. Basta relembrar que aqui, Maria é reconhecida, enfim, como uma mulher valente, cuja fé é inquebrantável e que aceita consciente e responsavelmente a Vontade de Deus. Lucas torna isso presente quando narra três fatos: a Anunciação,Evangelho de João (+ ou - anos 90 d.C.) -: Maria no Evangelho de João é muito mais do que uma pessoa, pois seu significado supera sua pessoa individual. Ela representa a Igreja nascente, a humanidade salva, o universo redimido por seu Filho. João coloca Maria nos dois momentos decisivos do ministério de Jesus: nas Bodas de Caná, Maria se mostra como a Medianeira entre Jesus e os homens e inaugura a vida pública de Jesus. No Calvário, João coloca Maria, simbolicamente, como a Mãe de todos os cristãos, ao recebê-la do Cristo como sua mãe.  Lembremos ainda que no seu Apocalipse, João apresenta Maria na dupla condição da Igreja: humilhada e vencida no tempo, mas finalmente vitoriosa.
 
Concluindo, pode-se perceber a nítida evolução de Maria no Novo Testamento: da fase somente alusiva de Paulo à fase quase oculta de Marcos; da fase positiva de Mateus à fase de exaltação de Lucas. Finalmente, temos em João a fase de aprofundamento do real sentido da Mãe de Jesus na vida do seu Filho e na vida da Igreja.
 
 

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