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Aula 02/04/18 - O Evento Milagroso

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2018

 

O EVENTO MILAGROSO

02/Abril/2018

 

 

O acontecimento base de nossa fé -: o mistério da Ressurreição de Cristo é um acontecimento real, que teve testemunhos historicamente confirmados, como afirma o Novo Testamento. Pelo ano 56, São Paulo Apóstolo escrevia aos coríntios: “Eu vos transmiti... o que eu mesmo recebi: Cristo morreu por nossos pecados,... foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia... Apareceu a Cefas e depois aos Doze” (1Cor 15, 3-4). O apóstolo fala aqui da viva tradição da Ressurreição.

 

            Cabe aqui uma observação interessante: se essas palavras viessem de um dos apóstolos que conviveram com Jesus, poderiam ser interpretadas (como foram pelos judeus) como sendo uma falsa tentativa de manter viva a doutrina de Jesus. Mas não. Quem atestou isso foi alguém que não conheceu Jesus em vida, nem conviveu com Ele. Mais ainda: Paulo era um fanático perseguidor de cristãos, e o episódio de sua conversão na estrada de Damasco foi por ele mesmo narrado e interpretado como um acontecimento inesperado e impressionante. Se Jesus não apareceu a Paulo, como explicar sua conversão instantânea? E de onde veio a sua fé intensa em Jesus, comprovada pela sua jornada de evangelização jamais superada e sua morte no martírio?

 

 

O túmulo vazio -: “Por que procurais Aquele que vive entre os mortos? Ele não está aqui, ressuscitou” (Lc 24, 5-6).  No conjunto dos acontecimentos da Páscoa, o primeiro elemento com que se depara é o túmulo vazio. Mas isso não constitui em si uma prova direta da Ressurreição. A ausência do corpo de Jesus no túmulo poderia explicar-se de outra forma. Apesar disso, o sepulcro vazio constituiu para todos, um sinal essencial. A sua descoberta pelos discípulos foi o primeiro passo rumo ao reconhecimento da Ressurreição. Este é o caso das piedosas mulheres, em primeiro lugar, em seguida de Pedro. João afirma que, ao entrar no túmulo vazio e ao descobrir “os panos de linho no chão” (Jo 20, 6), “viu e acreditou” (Jo 20, 8).

 

 

As aparições do Ressuscitado -: Maria Madalena e as outras mulheres, que vinham terminar de embalsamar o corpo de Jesus, foram as primeiras a encontrar o Ressuscitado. Assim, elas foram as primeiras mensageiras da Ressurreição de Cristo para os próprios apóstolos (Lc 24, 9-10). Foi a eles que Jesus apareceu em seguida, primeiro a Pedro, depois aos demais. Pedro, chamado a confirmar a fé dos seus irmãos viu, portanto, o Ressuscitado antes deles e é baseada no seu testemunho que toda a comunidade exclama: “É verdade! O Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” (Lc 24, 34-36).

 

            Tudo o que aconteceu nesses dias pascais convoca os apóstolos, em particular a Pedro, para a construção da era nova que começou na manhã de Páscoa. A fé da primeira comunidade dos crentes em Cristo tem por fundamento o testemunho de homens dignos e verdadeiros, conhecidos dos cristãos e, na sua maioria, vivendo ainda entre eles. Estas testemunhas são, antes de tudo, Pedro e os outros apóstolos e as santas mulheres, mas não somente eles: Paulo fala claramente de mais de quinhentas pessoas às quais Jesus apareceu de uma só vez, além de Tiago e de todos os outros apóstolos (cf. 1Cor 15, 4-8).

 

 

O abalo da Ressurreição -: o abalo provocado pela notícia da Ressurreição de Cristo foi tão grande que muitos discípulos não creram de imediato nela. Como uma prova circunstancial da verdade da Ressurreição, os Evangelhos nos contam que, longe de tentar provocar uma falsa notícia, os discípulos, na sua grande maioria, estavam abatidos, “com o rosto sombrio” (Lc 24, 17) e assustados. Por isso, poucos acreditaram nas mulheres que voltavam do sepulcro, e “as palavras delas pareceram-lhes desvario” (Lc 24, 11). Quando Jesus se manifestou aos Onze na tarde da Páscoa, São Marcos conta que “censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração, porque não haviam dado crédito aos que tinham visto o Ressuscitado” (Mc 16, 14).

 

 

A Ressurreição como evento milagroso e transcendente -: Jesus ressuscitado tem com seus discípulos relações diretas, em que estes tocam em seu corpo e comem com Ele. Jesus convida-os com isso a reconhecerem que não é um espírito, e que seu corpo é o mesmo que foi martirizado e crucificado, trazendo ainda as marcas de sua Paixão. Contudo, seu corpo autêntico, mas glorioso possui ao mesmo tempo propriedades novas: não está mais sujeito ao espaço e ao tempo, mas pode tornar-se presente ao seu modo, onde e quando quiser. E pode também aparecer como quiser: sob a aparência de um jardineiro (Jo 20, 14-15) ou “de outra forma” (Mc 16, 12), para os discípulos de Emaús, diferentes da aparência que era familiar aos discípulos, e isto para estimular-lhes a fé.

 

            Ninguém foi testemunha ocular do próprio acontecimento da Ressurreição em si, e nenhum evangelista o descreve. Como evento histórico revelado pelo sepulcro vazio e pelos encontros com as testemunhas, a Ressurreição está no centro de nossa fé. É por isso que Cristo ressuscitado não se revela ao mundo, mas a seus discípulos, “aos que haviam subido com Ele da Galiléia para Jerusalém, os quais são agora suas testemunhas diante do povo” (At 13, 31).

 

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