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Aula 01/2010
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2010
01 – A PROFISSÃO DE FÉ
(Itens 23 a 46 do Catecismo da Igreja Católica)
Eu creio, nós cremos -: quando professamos a nossa fé, dizemos “Eu creio” ou, em comunidade, “Nós cremos”. Pergunta-se então: O que é a fé? A Igreja nos responde: a fé é a resposta do homem a Deus, que se revela e se dedica a esse homem. E a fé nos ensina a procurar um sentido último para nossa vida, a encontrar as respostas às perguntas “de onde viemos?”, “para onde vamos?” e “qual o sentido da vida?”.
 
         O desejo de Deus está escrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus. E esse desejo é que o homem esteja unido a seu Criador, pois somente Nele o homem encontrará a verdade e a felicidade que procura. Logo, o homem deve ser um ser religioso. Mas nem todos o são. O homem pode esquecer-se de Deus, ignorar Deus ou até mesmo rejeitá-lo. As causas destas atitudes podem ter origens diversas: a revolta contra os males do mundo, a ignorância religiosa, as preocupações excessivas com as coisas materiais, o mau exemplo daqueles que se dizem religiosos, as filosofias contrárias à religião e finalmente o pecado, que faz com que o homem tente se esconder de Deus.
 
         Se o homem pode esquecer ou rejeitar Deus, este por sua vez não esquece nem rejeita o homem, qualquer que seja a sua atitude para com Ele, e chama todo homem sem cessar. Se o homem responde a Deus, esse homem é um homem de fé. Mas isso exige do homem todo o esforço de sua inteligência e a retidão de sua vontade.
 
As “vias” para conhecer a Deus - : o homem que procura a Deus descobre certos caminhos (ou “vias”) para chegar ao seu conhecimento. Estas vias tem como ponto de partida o mundo material e a pessoa humana.
         O mundo: a partir da ordem e da beleza do mundo, podemos pensar que alguma coisa que existisse ao acaso seria um verdadeiro caos, e provavelmente não poderia sustentar a vida como a conhecemos. Isso pressupõe um Criador. Santo Agostinho dizia “a ordem e a beleza do mundo, quem as fez senão Deus?”.
         O homem: como possui consciência moral, liberdade, vontade e inteligência, o homem é superior a tudo que existe sobre a Terra. Isso porque essas virtudes indicam a existência de uma alma espiritual. Essa alma não pode ter origem ao acaso e somente pode ser explicada por uma Vontade acima de tudo o que existe. Essa Vontade é Deus.
O conhecimento de Deus segundo a Igreja -: a Igreja ensina que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido pela razão do homem, a partir das coisas criadas. Sem esta capacidade, o homem não poderia conhecer a Deus. Todavia, o ser humano encontra muitas dificuldades para conhecer a Deus somente pela sua razão, isso porque Deus está acima do simples pensamento racional. Muitos são levados pelo pensamento racional: “se eu não vejo, não escuto e nem sinto, isso não existe”. Mas não é assim que se deve raciocinar. Por isso a Igreja acrescenta, além da razão, a chamada revelação de Deus ao homem. Pois, como será visto ao longo deste estudo do Catecismo, Deus se revelou ao homem de muitas formas, e continua se revelando através dos tempos.
Como falar de Deus? -: a Igreja confia em que todo ser humano tem o pensamento racional e por isso mesmo qualquer homem pode ser atingido pela noção da existência de Deus. Por isso, a Igreja dialoga com outras religiões, com a ciência e até mesmo com os ateus. Como o nosso conhecimento de Deus é limitado, só podemos falar de Deus de uma forma também limitada, mas algumas pistas podem ser dadas:
a)      Todas as criaturas trazem em si alguma semelhança com Deus: principalmente o homem, criado à sua imagem e semelhança. Por isso, tudo o que as criaturas possuem de bom refletem uma pequena parte de Deus.
 
b)      Deus ultrapassa a toda a criatura: por isso, não podemos compreender a Deus com as nossas representações humanas. Deus não é um senhor velho, barbudo e austero, habitando as nuvens do céu e de lá comandando a tudo e a todos. Deus está acima de nossa compreensão humana, mas podemos sentir que “Ele está no meio de nós” e em tudo o que existe.
 
c)      Não podemos apreender de Deus o que Ele é, mas apenas o que Ele não é: com efeito, é preciso lembrar que se temos alguma semelhança com Deus, as nossas diferenças com Ele são muito maiores.
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2010
 
02 – A PROFISSÃO DE FÉ (2ª. PARTE)
 
(Itens 50 a 95 do Catecismo da Igreja Católica)
 
A revelação de Deus -: por meio da razão natural, o homem pode conhecer a Deus, a partir das suas obras. Mas existe uma outra forma de conhecimento que o homem não pode atingir por si só: é a Revelação divina. Deus, por sua própria decisão, se revela ao homem. Como? Enviando ao mundo seu próprio Filho, Jesus Cristo, e também o Espírito Santo. Ao revelar-se, Deus quer tornar os homens capazes de responder-lhe, de conhecê-lo e de amá-lo, além do que seriam capazes por si mesmos.
         O método usado por Deus para esse fim (é a pedagogia divina) compreende a comunicação gradual com o homem, a preparação do homem por etapas e finalmente o surgimento do Verbo encarnado, que é seu Filho Jesus.
As etapas da Revelação -: criado o Universo, Deus dá aos homens, através das coisas por Ele criadas, um testemunho de sua existência. Além disso, desde os tempos passados, manifestou-se aos homens e os convidou a uma comunhão íntima consigo.
         Esta Revelação não foi interrompida pelo pecado dos primeiros seres humanos. Deus, após a queda dos primeiros homens, alentou-os a esperar por uma salvação e cuidou permanentemente da raça humana, a fim de dar a vida eterna a todos aqueles que, pela fé e pela prática do bem, procuram a salvação.
         A Aliança com Noé -: esta Aliança de Deus com Noé, após o dilúvio, exprime a vontade de Deus para com todas as nações, a fim de salvar a todos. Esta aliança permanece em vigor até à proclamação universal do Evangelho. A Bíblia exalta algumas grandes figuras das tribos (ou “nações”) de Israel, tais como Abel, o justo, o rei-sacerdote Melquisedec, e também Noé, Daniel e .
         Deus elege Abraão -: Deus chama Abraão para fora de seu país para fazer dele o pai de uma multidão de nações (“Em ti serão abençoadas todas as nações da terra” Gen 12, 3). O povo originado de Abraão será o depositário da promessa feita ao patriarca, o povo chamado a preparar a unidade, um dia, de todos os filhos de Deus na Igreja.
         Deus forma o povo de Israel -: Deus elege Israel como seu povo, tirando-o da escravidão do Egito e fazendo com Moisés a Aliança do monte Sinai. Em seguida, dá ao povo a sua Lei, para que o reconheça e o sirva como o único Deus vivo e verdadeiro e para que espere o Salvador prometido. Através dos Profetas, Deus forma o povo na esperança da salvação e na expectativa de uma nova e eterna Aliança destinada a todos os homens.
Jesus Cristo, Mediador e Plenitude da Revelação -: “Muitas vezes e de diversos modos Deus falou, outrora, pelos profetas; agora, nestes dias, falou-nos por meio de seu Filho Jesus” (Hb 1, 1 – 2). Cristo é a Palavra única, perfeita e insuperável de Deus. Em Cristo, Deus Pai disse tudo, e não haverá nenhuma outra Palavra senão esta. Então, já não há que esperar nenhuma nova revelação antes da Parusia, a nova e gloriosa manifestação de Jesus Cristo, nos últimos dias. É bom saber que a fé cristã não pode aceitar nenhuma nova interpretação ou correção das palavras de Jesus Cristo, como muitos, hoje em dia, estão querendo fazer.
A transmissão da Revelação divina -: Cristo deve ser anunciado a todos os povos, para que a Revelação de Deus chegue a todas as partes do mundo. Para isso, a transmissão do Evangelho de Cristo se serve de dois meios principais:
         A Tradição Apostólica -: Cristo ordenou aos Apóstolos que o Evangelho fosse por eles pregado a todos os homens, como fonte de vida e de verdade. A transmissão do Evangelho, segundo a ordem do Senhor Jesus, foi feita de duas maneiras: oralmente, pelos Apóstolos e seus discípulos, e por escrito,  por Mateus, Marcos, Lucas e João. Para que o Evangelho continuasse inalterado e vivo na Igreja, os Apóstolos deixaram sucessores, os bispos e presbíteros, a eles transmitindo seus encargos de ensino aos povos (é o Magistério da Igreja).
         A relação entre Tradição e Sagrada Escritura -: A Sagrada Escritura é a Palavra de Deus redigida sob a inspiração do Espírito Santo. A Sagrada Tradição transmite aos sucessores dos Apóstolos a Palavra de Deus a eles confiada por Jesus e pelo Espírito Santo para que a conservem fielmente.
A interpretação da fé -: o patrimônio sagrado da fé cristã foi confiado pelos Apóstolos à Igreja, que a transmite ao povo de Deus através do seu Magistério, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo. Esse Magistério não está acima da Palavra de Deus, mas a serviço dela, não ensinando senão aquilo que foi transmitido. Por isso, o Magistério propõe, entre outras coisas, os dogmas de fé, existentes na Revelação, e que não podem ser alterados ou excluídos.
         Graças ao Espírito Santo, a compreensão das verdades contidas na Revelação pode crescer na vida da Igreja. Fica portanto compreendido que a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja estão de tal modo unidos, que um não tem consistência sem os outros, mas juntos, cada qual a seu modo, promovem a salvação das almas.
 

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