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Aula 01/10/18 - As Características da Fé

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2018

 

AS CARACTERÍSTICAS DA FÉ

01/Outubro/2018

 

 

A Fé é uma Graça -: Na passagem do Evangelho que mostra Pedro dizendo a Jesus Cristo que Ele é o Messias, o Filho de Deus vivo, o Senhor declara que esta revelação não lhe veio da carne nem do sangue, mas de Deus Pai que está nos céus (Mt 16, 17). A fé é, portanto, um dom de Deus, uma virtude sobrenatural concedida por Ele. “Para que se preste esta fé, exigem-se a graça prévia e adjuvante de Deus e os auxílios internos do Espírito Santo, que move o coração e o converte a Deus, abre os olhos da mente e dá a todos suavidade no consentir e crer na verdade” (Dei Verbum 5).

 

 

A Fé é um Ato Humano -: como se vê, crer só é possível pela graça e pelo auxílio do Espírito Santo. Mas crer é também um ato humano. Confiar em Deus e aderir às verdades por Ele reveladas não contraria nem a liberdade nem a inteligência do homem. Deus não obriga ninguém a acreditar nele, mas exige daquele que crê não só acreditar, mas também aderir àquilo que Ele pede seguir os seus Mandamentos e os preceitos dos Evangelhos.

 

 

A Fé e a Inteligência -: todavia, Deus Pai não quis que a fé fosse somente uma graça, mas também que fosse acompanhada de provas exteriores, para que a inteligência humana pudesse melhor compreendê-la. Por isso, a fé é concretizada pelos milagres de Jesus e dos santos, pelas profecias, pela propagação e pela santidade da Igreja Católica. Esses acontecimentos mostram que o consentimento da fé pelo ser humano não é, de modo algum, um movimento cego e desprovido de lógica.

 

            A fé é certa, mais certa do que qualquer conhecimento humano, porque se baseia na própria Palavra de Deus, que não pode mentir. A fé procura compreender, pois aquele que crê quer conhecer melhor a Deus, no qual colocou sua fé. Um conhecimento melhor de Deus tornará a fé mais profunda e mais autêntica. A graça da fé abre “os olhos do coração” (Ef 1, 18).

 

 

Fé e Ciência -: o Concílio Vaticano I declarou o seguinte: “Ainda que a fé esteja acima da razão, não poderá jamais haver verdadeira desarmonia entre fé e ciência, porque o mesmo Deus que revela os mistérios e infunde a fé, dotou o espírito humano da luz da razão” (DS 3008). É de conhecimento geral que a ciência humana não pode explicar muitas coisas que aconteceram e ainda acontecem no plano da vida material. Como explicar a existência do Universo? Como explicar os milagres de Jesus e dos santos? Como explicar que a única instituição que permanece por mais de 2.000 anos seja a Igreja de Cristo? Enfim, como explicar tantas outras coisas, coletivas ou individuais, que continuam sucedendo na vida humana? Quem tenta compreender com humildade os segredos das coisas, ainda que não perceba, é conduzido pela mão de Deus.

 

 

A Liberdade da Fé -: o homem deve responder a Deus, crendo por livre vontade. Ninguém deve ser forçado contra a sua vontade a abraçar a fé. Cristo convidou todos à fé e à conversão, mas de modo algum forçou alguém. “Cristo deu testemunho da verdade, mas não quis impô-la pela força aos que a ela resistiam. Seu reino... se estende graças ao amor com que Cristo exaltado na cruz atrai os homens a si” (DH 11).

 

            É necessário, para obter a salvação, crer em Jesus Cristo e naquele que o enviou. Como, porém, é impossível sem a fé agradar a Deus, “ninguém jamais poderá ser justificado sem ela, nem conseguir a vida eterna se nela “não permanecer até o fim” (Mt 10, 22).  A fé é, portanto, um dom gratuito que Deus concede ao ser humano. Mas, de alguma maneira, este dom inestimável pode ser perdido. Para se viver e perseverar até o fim na fé, deve-se cultivá-la pela Palavra de Deus e implorar ao Senhor que a aumente.

 

 

A Fé é o Começo da Vida Eterna -: a fé faz o homem antever por antecipação a alegria e a luz do Reino de Deus, que é a meta da caminhada humana na terra. Veremos então a Deus “face a face” (1Cor 13, 12), “tal como Ele é” (1Jo 3, 2). Portanto, a fé já é o começo da vida eterna. Por agora, entretanto, como diz São Paulo, “caminhamos pela fé, não pela visão” (2Cor 5, 7) e conhecemos a Deus “como que em um espelho, de uma forma confusa e imperfeita” (1Cor 13, 12).

       

     A fé pode ser posta à prova. O mundo em que vivemos muitas vezes parece estar bem longe daquilo que a fé nos assegura; as experiências do mal e do sofrimento, das injustiças e da morte parecem contradizer a Boa Nova e podem abalar a fé. É então que devemos procurar as testemunhas da fé. Abraão, que acreditou “esperando contra toda a esperança” (Rm 4, 18), a Virgem Maria, aceitando o sofrimento de seu Filho, e tantas outras testemunhas da fé, como Pedro e Paulo, martirizados pela fé inabalável nas promessas de Cristo. Durante todos estes séculos, quantas outras testemunhas deram suas vidas por Jesus Cristo e pela sua fé?

          

  “Com tal nuvem de testemunhas ao nosso redor, rejeitando todo o fardo e o pecado que nos envolve, corramos com perseverança para aquilo que nos é proposto, com os olhos fixos naquele que é o autor e o realizador da fé, Jesus” (Hb 12, 1 – 2).

 

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