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Aula 01/08/16 - As Fontes E Os Camihos Da Oração

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2016

 

AS FONTES E OS CAMINHOS DA ORAÇÃO

01/Agosto/2016

 

As fontes da oração -: desde os primeiros tempos da Igreja, a oração era considerada uma das maiores formas de expressar o reconhecimento do amor do crente em relação a Deus Pai. São João Evangelista indicou, em seu Evangelho, que o Espírito Santo é a água viva que, no coração de quem reza, “jorra para a vida eterna” (Jo 4, 14). Mas a oração não surge espontaneamente, para rezar é preciso querer. E também é necessário aprender a rezar. E quem nos ensina a orar é o Espírito Santo.

            O Espírito Santo, através da Sagrada Tradição,  ensinou desde os primeiros tempos a Igreja a rezar, indicando as fontes da oração: o estudo da Palavra de Deus, a observância da Liturgia da Igreja e a prática das virtudes teologais, que são a , a esperança e a caridade.

 

Os caminhos da oração -: a Igreja recomenda aos fiéis que expressem a sua oração de diversas formas, seja em palavras, em cânticos ou em gestos. A oração em palavras é mais própria de cada fiel em particular, e as orações em cânticos e gestos são mais ligadas à comunidade. No entanto, é necessário recordar que qualquer forma de oração depende sempre da presença do Espírito Santo, sem a qual a oração é vazia e sem sentido.

            Independente da forma em que se faz a oração, a Igreja ensina que ela deve ser sempre dirigida a Deus Pai, a Deus Filho, Jesus Cristo, e ao Espírito Santo. Esses são os três caminhos da oração. A Igreja coloca ainda um quarto caminho de oração, que é a oração dirigida à santa Mãe de Deus, Nossa Senhora, através da qual Jesus veio ao mundo.

 

A oração a Deus Pai -: seja anossa oração pessoal ou comunitária, vocal ou interior, ela só chega ao Pai se orarmos em nome de Jesus, porque foi Ele que nos ensinou a mais perfeita das formas de oração em palavras, que é a oração do Pai Nosso. Essa oração contém tudo aquilo que precisamos para dar graças ao Criador: a nossa filiação (Pai nosso), o reconhecimento da existência de Deus (que estais no céu) e da sua santidade (santificado seja o vosso Nome), a esperança da salvação (venha a nós o vosso Reino) e a obediência aos seus desígnios (seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu). Após essas expressões de amor ao Pai, Jesus nos ensinou que podemos e devemos pedir a Deus, por meio da continuação da oração ao Pai: o nosso alimento (o pão nosso de cada dia nos dai hoje), o perdão de nossas faltas (perdoai as nossas ofensas), o nosso dever de filhos de Deus (assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido), e duas súplicas para permanecermos em graça (não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal). Como se vê, não existe caminho melhor para orar a Deus Pai. 

 

A oração a Jesus -: a Palavra de Deus e a celebração da Liturgia nos ensinam a orar ao Senhor Jesus. Ainda que a Palavra e a Liturgia sejam dirigidas, sobretudo ao Pai, ela inclui formas de oração dirigidas a Jesus. O Novo Testamento nos ensina a orar a Cristo em forma de invocações: Filho de Deus, Senhor, Salvador, Redentor, Cordeiro de Deus, Bom Pastor e muitas outras que ressaltam a natureza e as qualidades de Jesus Cristo.

            O Nome que contém tudo é aquele que o Filho de Deus recebeu quando de sua encarnação: Jesus, “Deus salva”. Quando solicitado por Moisés a dizer seu Nome, Deus disse apenas “Eu sou (Yah Weh)”. Mas, assumindo a nossa humanidade, Deus nos revelou seu Nome: JESUS.  Portanto, a simples menção de seu Nome já é uma oração perfeita. Podemos acrescentar, conforme nos ensina a Tradição da Igreja, mais um pedido: “Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de nós, pecadores”, como pediam os doentes e pecadores ao Cristo, naqueles tempos abençoados.

 

A oração ao Espírito Santo -: “Ninguém pode dizer ‘Jesus é o Senhor’ a não ser pelo Espírito Santo” (1Cor 12, 3). Cada vez que começamos a rezar, é o Espírito Santo que nos leva ao caminho da oração. Por isso, devemos também orar ao Espírito, implorando sua vinda a cada dia, sobretudo no início e no fim de toda ação importante. A forma tradicional desta oração é invocar ao Pai por meio do Filho, para que nos venha o Espírito Consolador: “Vinde, Espírito Santo …”.

 

A oração a Maria Santíssima -: a partir do “sim” de Maria, dado com fé por ocasião da Anunciação e mantido firmemente aos pés da Cruz, a sua maternidade se estende aos irmãos e irmãs de seu Filho, que somos todos nós. Por isso, a Igreja desenvolveu a oração à Santa Mãe de Deus, baseada também no seu poder de intercessão junto a Jesus. A oração a Maria tem os seguintes sentidos:

            “Ave, Maria” (alegra-te, Maria): a saudação do anjo Gabriel vem do próprio Deus, que saúda Maria. Ora, ser saudada por Deus nos dá a dimensão do valor que tem essa pessoa inigualável. “Cheia de graça, o Senhor é convosco” : Maria é cheia de graça porque Deus está com ela, ela é a morada de Deus entre os homens. “Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”: essas são as palavras de Isabel, que percebe que Maria é bem aventurada, porque acreditou na realização da palavra de Deus. “Santa Maria, mãe de Deus”: como o Senhor Jesus é Deus, Maria é a Mãe de Deus, e a ela podemos confiar todos os nossos pedidos, pois ela reza por cada um de nós. “Rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”: entregamos nossa vida a Maria, hoje e na hora de seu término. Que ela esteja presente na hora da nossa morte, como esteve presente na morte de seu Filho, e nos conduza a Ele.

 

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